domingo, 24 de novembro de 2013

FIM de ANO - ACCA


40 tiros por pessoa

EMENTA

Marcações:
António Vasconcelos-964861328
Zé Gomes-963018181 
Leonel Costa-961119239

40 tiros por pessoa

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Magusto 2013

video

A Associação voltou a demonstrar vitalidade

A Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, não esqueceu mais uma tradição. Como nos encontramos na época de magustos, tendo em lembrança S. Martinho, a sua direcção voltou a cumprir com o seu programa e no dia 17 de Novembro, na sua sede, na Casa do Cantoneiro, organizou um magusto. Porém, antes das castanhas, umas febras, com boa pinga, não foram rogadas. Alguns sócios e amigos estiveram presentes, com os quais a Associação vai dando vida ao Bairro do Prazo com as suas iniciativas.
Este convívio teve também o objectivo de mostrar que o exterior do edifício foi pintado, dando-lhe um ar mais lavado e digno da Associação que alberga. Foram cerca de três mil euros que foram despendidos e só com estes e outras iniciativas se poderá manter a chama viva do da Associação, que todos os domingos, a partir da tarde, abre a sua sede e nela se convive durante agradáveis horas.


ZÉ VASCONCELOS

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Do centro ao norte de Moçambique passando por Coimbra

Companhia de Caçadores 1504 em convívio

Este o símbolo da Companhia que ainda se encontra em Muidumbe, em plena terra dos Macondes, que tem como slogan, «Nós ou Ninguém»

Segundo a Ordem de Serviço N.º 2/2013, proveniente da Região Norte, Centro e Sul, datada de 24 Outubro 2013, que me foi enviada pelo Carlos Correia, de Gaia, determina e manda publicar que os militares da Companhia da Companhia de Caçadores 1504, do Batalhão 1878, que esteve em missão de serviço em Moçambique (Zambézia e zona de Mueda), entre 1966-1968, são “desafiados” para participarem em mais um almoço, desta vez em COIMBRA, a realizar no 20 de Novembro 2013, quarta-feira, na sede da Liga dos Combatentes, na Rua da Sofia.
Aconselha-se os participantes, a fazerem a viagem de ida e volta, de comboio, segundo os horários disponíveis. A chegada dos comboios a Coimbra será entre as 10.45 e as 11,30 horas,  e o regresso será pelas 18.30 horas. Portanto, vão ser cerca de sete horas de curso de formação acelerada.
Os interessados neste regresso ao passado, devem contactar o Arão (214373492), o Correia (220945766) ou o Pinto Ferreira (239702859) o mais breve possível, para se montar tenda de campanha em função do número de presenças e passar os respectivos passaportes de fim-de -semana e dispensa do toque d´ordem.
Recorde-se, que devem vestir a farda nº 1, ter as botas a brilhar, o cabelo cortado e a barba bem aparada.
Poderá haver necessidade de distribuir ração de combate n.º 20 Tipo , (bolacha de água e sal, noguet , lata de atum e chouriço com bolor).
Ficamos a aguardar contactos e até lá podem fazer, firme, sen...tido, des…tru…çar.
Recordamos que desta companhia faziam parte elementos de Pampilhosa da Serra, Arganil, Barril de Alva e Penalva de Alva (este infelizmente falecido).

ZÉ VASCONCELOS

domingo, 10 de novembro de 2013

Combatentes de Arganil à roda de magusto


São as castanhas assadas e água-pé que vão levar, mais uma vez, até à sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, o convívio e amizade, a realizar no domingo, dia 17, a partir das 16 horas. No momento que a sua sede (Casa do Cantoneiro) anda em obras de conservação, seria bom que a maior parte, os que vestiram farda ou não, subissem até ao Bairro Prazo para com todos conviver e ao mesmo tempo colaborar nas iniciativas que a Associação tem em mãos, inclusivamente a colocação de símbolos que emergem da história da presença de cada um em terras africanas.

ZÉ VASCONCELOS

sábado, 9 de novembro de 2013

Ex-combatente luta contra stress de guerra


O Nosso Associado e Amigo, Abilio Cardoso enviou-nos um artigo publicado no Jornal Oeste Online, em 18 de Agosto de 2008 e que nos parece de interesse para todos os Combatentes.
deixamos para leitura. 

José Morgado Vieira foi incorporado em Janeiro de 1973 em Vendas Novas, no curso de sargentos milicianos. O comandante do quartel era o coronel “Oliveirinha”, dos Comandos. “Era a tropa mais especial que havia e nós também a tivemos”, conta José Vieira.
“Para mim, o primeiro confronto de “guerra” foi ainda cá em Portugal, por causa da preparação. Tive uma “guerra psicológica”, que transformou o meu ego numa máquina de combate, em que me tiraram todos os valores, nos seis meses de formação no curso”, sublinha.
“Prepararam-me para a guerra colonial como uma máquina de matar e destruir. O inimigo era para abater sem contemplações, quase como o Hitler quis fazer aos judeus. Fomos completamente destroçados de todos os nossos valores culturais, sociais, familiares e de amizade. Tudo isso nos roubaram através do sofrimento e da dor, do passar fome e sede, de não nos deixarem dormir. Foi uma tortura psicológica. Foi a principal “guerra” por que passei, mais do que a “guerra balística”", conta.
Durou seis meses. Como sargento ministrou duas recrutas. Ao fim de um ano, quem não era mobilizado para as colónias já não ia e ficava. Quando faltavam apenas onze dias para passar à desmobilização, a 19 de Dezembro, é chamado para arrancar para Moçambique.
“Estranhei a situação, mas informaram-me de que eu ia em rendição individual, isto é, ia substituir alguém que tinha sido morto”, comenta.
Na altura era furriel miliciano de artilharia. Não tinha destacamento, porque foi sozinho. Isso fez com que tivesse uma entrada diferente em Moçambique.
“Deram-me um bilhete de avião e não sabia qual era a minha missão. Tinha 21 anos e os meus familiares ficaram apreensivos. Apesar de trabalhar em Lisboa eu era um moço da aldeia e também não sabia o que me esperava nem para onde é que ia. Era tudo sigiloso”, recorda José Vieira.
“Fui num avião civil. Era a primeira vez que andava avião. Não conhecia ninguém. Quando cheguei a Moçambique, à cidade da Beira, não sabia o que havia de fazer. Encontrei paraquedistas portugueses que estavam de serviço no aeroporto e disseram-me para apresentar nos Adidos. Mandaram-me para a messe de sargentos e aguardar por novas ordens. Ali aguentei oito dias, à espera. Recebo então a informação para ir apanhar o avião para Tete, a 27 de Dezembro”, relata.
Passou-se o mesmo em Tete, que era conhecido como o “cemitério dos brancos”. Foi para os Adidos à espera da colocação definitiva. Passaram-se dez dias até lhe dizerem que ia de boleia, numa aeronave uni-motor de distribuição de correio, para o quartel de Gago Coutinho, no norte do distrito de Tete, a três quilómetros da Zâmbia.
“Tive então a minha prova de fogo, numa povoação só com palhotas e um quartel feito de zinco. Tinha uma companhia de 120 homens à minha espera. Quando aterrámos, numa pista de terra batida, os homens – que já tinham um ano de guerra e muitos deles já estavam loucos por aquilo que tinham passado - abeiraram-se de mim e massacraram-me com perguntas: “O que é que vieste para aqui fazer? Não tiveste coragem de fugir? Vens para aqui morrer como nós?”, lembra o ex-militar.
“O que eu vi na cara deles foi pessoas já desumanas. Houve um cabo que me agarrou no braço, levou-me à enfermaria e disse-me: “Tu vens substituir aquele que está no caixão. Vens fazer a vez do furriel Leal, que está à espera de embarque para Portugal, onde será o funeral”. Fiquei abaladíssimo e disse para mim que já não voltava mais ao meu país”, refere.
O furriel Leal era atirador de artilharia e morreu num combate que a Frelimo fez ao quartel. “A Frelimo atacava-nos desde o território zambiano e nós não podíamos ripostar, porque não podíamos estar a atacar outro país”, sustenta.
“Fui chamado à secretaria pelo capitão José Lopes, comandante da companhia de artilharia (CART 7251), que pôs-me ao corrente do que eu ia fazer e disse-me que eu tentasse pelo menos salvar a minha vida. Tive o alferes Escoval como meu comandante de pelotão e como colega o furriel Poejo, que me deu apoio psicológico”, descreve.
Segundo José Vieira, “estávamos num ponto estratégico”. Era o único quartel junto à fronteira com a Zâmbia. A principal missão era não deixar a Frelimo entrar em Moçambique. Junto ao quartel havia três povoações de nativos – Gago Coutinho, Nhassaula e M’peua - com cerca de 700 habitantes, que se consideravam portugueses. “Estávamos ali a guardar as povoações dos ataques”, indica.
O ex-combatente conta que “estivemos debaixo de fogo várias vezes. Tínhamos um indiano, que passava a palavra da Frelimo para nós. Era o intermediário que nos avisava que íamos ser atacados”.
No dia 1 de Março de 1974 houve um ataque enorme ao quartel de Gago Coutinho, com 250 homens da Frelimo. Os canhões sem recuo, com morteiros de 122 mm, foram colocados no morro da fronteira com a Zâmbia e eram manejados por chineses. “A sorte do nosso quartel foi que só duas granadas é que caíram dentro do quartel, as outras passaram por cima, senão teria sido um morticínio total. Nós, como tínhamos sido avisados, também já estávamos nos abrigos subterrâneos”, afirma José Vieira.
Um elemento da Frelimo, que era fotógrafo e tinha uma máquina Zenit russa, foi a cerca de um quilómetro da unidade para tirar fotos do quartel intacto e depois com o quartel destruído e com a bandeira da guerrilha. Só que entregou-se aos portugueses e avisou-os do que ia acontecer. E os militares lusos prepararam-se. Quando começou o ataque, deixaram o inimigo aproximar-se do quartel, até ao primeiro arame farpado e ao anoitecer começaram a disparar. “Ficaram lá uns quantos agarrados ao arame farpado. Da nossa companhia ainda houve sete feridos”, garante José Vieira.
Deu-se o 25 de Abril em Portugal, mas a Moçambique “nunca chegou o cravo vermelho, pelo contrário, a situação tornou-se um inferno”, desabafa o militar, apontando que “na altura estava numa operação com 23 soldados e recebemos uma mensagem via rádio a dizer que havia um golpe de Estado em Portugal. Atirámos as armas ao ar, porque pensávamos que a guerra tinha acabado. Mas não”.
“Foram ataques e mortos todos os dias a seguir, porque era a pressão total da Frelimo para com o Estado Português, de forma a conseguirem mais rapidamente a independência”, faz notar José Vieira, frisando que “enquanto em Portugal se vivia uma euforia tremenda, em Moçambique os militares portugueses foram completamente abandonados pelo Estado”.
“Fomos nós, em cada quartel, individualmente, que fizemos as tréguas com os chefes ou comandantes das bases da Frelimo, porque senão ainda hoje lá estaríamos”, alega o ex-combatente.
A base da Frelimo mais próxima era comandada por José Moiane, destacado guerrilheiro. “Enviámos cartas, através dos nativos, para acabarmos com a guerra. Não havia quaisquer imposições. Queríamos era que nos deixassem de chatear, para ficarmos lá até o Estado Português nos chamar”, refere José Vieira.
Não foi fácil. O comandante Moiane não aceitou logo, só passados alguns dias. As tréguas só aconteceram na primeira semana de Maio.
No dia 17 de Maio, a companhia recebeu ordens para sair de Gago Coutinho e ir para a cidade de Tete. Em Julho, a companhia veio para Portugal, mas José Vieira ficou lá, porque não tinha ido com os restantes militares.
“Fui para outra companhia, na ZOT – Zona Operacional de Tete, como adido. A Frelimo ocupou quartéis portugueses e eu comecei a ajudá-la a desenvolver campanhas de alfabetização na cidade, junto de miúdos e idosos. Ajudei também na organização administrativa nos quartéis e em serviços de patrulha”, revela.
“Nos piquetes juntavam-se soldados portugueses e da Frelimo, o que era uma guerra. Os portugueses não queriam estar ao lado de quem tinham combatido. Mas quem mandava era a Frelimo”, argumenta.
“Viveu-se um período a que posso chamar de “guerra das minas”, porque a Frelimo não teve tempo para retirar as minas que tinha colocado nas estradas e de vez em quando a tropa portuguesa era atingida quando passava de carro por cima de alguma. Para não se entrar na barragem de Cabora Bassa, foi toda armadilhada à volta. Ainda hoje não se sabe onde está o “croquis” desse armadilhamento e muita gente morre”, manifesta.
Ficou em Moçambique até 17 Março de 1975, altura em que veio para Portugal, após ter recebido ordens para regressar.
Recebeu uma Cruz de Guerra (medalha), mas o que mais ganhou foi a amizade dos seus companheiros de guerra – o cabo Vieira, os furriéis Poejo, Amaral, Neves e Rodrigues, os alferes Escoval e Medeiros, o capitão José Lopes e tantos outros, que se juntam anualmente.
“Nunca fui atingido, mas o ferimento que trouxe foi a claustrofobia e o stress de guerra, de que sou tratado desde a minha vinda para Portugal”, afirma.
“Não choro por aqueles 10 mil que morreram há trinta e tal anos. Choro por aqueles 400 mil que hoje sofrem do trauma de guerra, dos quais 100 mil não têm dinheiro para pagar a medicação e 30 mil estão em cadeira de rodas. A América reconheceu os seus combatentes no Vietname. A Inglaterra reconheceu os combatentes que estiveram nas Malvinas. Nós até hoje somos abandonados pelo Estado Português”, desabafa.

Francisco Gomes
Furriel de artilharia destacado em Moçambique entre 1973 e 1975, José Morgado Vieira, 56 anos, natural e residente em Tagarro, freguesia de Alcoentre (Azambuja). Casado, tem três filhos, de 13, 26 e 29 anos. Saiu de casa aos 17 anos e foi trabalhar para Lisboa como escriturário. Quando regressou de Moçambique, trabalhou numa fábrica de detergentes, foi agricultor e tornou-se bancário, profissão que exerce desde 1984, sendo gerente do balcão da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de A-dos-Francos, nas Caldas da Rainha.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Combatentes do Concelho de Penacova celebram dois anos de existência

A Associação dos Combatentes do Concelho de Penacova perfaz dois anos de existência. Foi no dia 1 de Dezembro próximo, no ano de 2011, no Restaurante por cima do Minipreço, na Espinheira, que foram eleitos os primeiros corpos gerentes e aprovados os Estatutos, seguida de tomada de posse.
Assim, é desejo da Direcção comemorar essa data com um almoço-convívio, no Restaurante da Quinta da Nora, em Miro, no dia da efeméride (1 de Dezembro).

A concentração terá lugar pelas 11.30 horas, no jardim ao lado Câmara Municipal de Penacova, para deposição de uma coroa de flores junto ao Memorial, em homenagem aos nossos companheiros que tombaram ao serviço e defesa da Pátria na Guerra do Ultramar.



Às 12 horas, já na Quinta da Nora, terá lugar a assembleia-geral, para aprovação do Orçamento e Plano de Actividades para o ano de 2014, finda a qual terá lugar o almoço, composto por entradas, sopa e um prato de bacalhau, bebidas, águas, sumos, vinhos, sobremesa e digestivos, pelo preço de 12 balas. Mas a direcção alerta que o sócio que ainda não pagou as quotas, deve ser portador na cartucheira de mais 12 munições para pagamento da quota de 2013.
A direcção pede ainda que cada um leve a sua família e outros combatentes que ainda andam à deriva.
A marcação para o almoço deve ser feita até ao dia 25 de Novembro, pelos contactos: 239 456 277 – 936 739 566.

ALFREDO SANTOS FONSECA



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Combatentes do Concelho de Arganil fizeram continência aos camaradas mortos em combate



A Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, desde a sua fundação, e desde que Pomares, S. Martinho da Cortiça e Arganil possuem no seus territórios marcos vincados, eternizando aqueles que um dia abalaram para terras africanas e morreram em defesa da Pátria, elementos dos corpos sociais têm ido àquelas localidades e colocado coroas de flores nos monumentos em cada uma das freguesias onde se encontram instalados esses marcos.
No passado sábado, dia 2, depois de Pomares, o gesto ampliou-se à Abrunheira, finalizando no monumento do Sobreiral. Na altura própria fizeram-se ouvir, em uníssono, os nomes que estão gravados nas placas respectivas.
Com tais gestos os mortos combatentes de cada uma das freguesias estarão sempre no pensamento daqueles que ainda por cá vão labutando, e souberam, também eles, quanto foi penoso os dois anos passados fora de casa, sem os afectos familiares e sem a vivência dos amigos, mas que, em contrapartida, acabaram por ampliar esse lote de novos amigos, através de momentos maus, mas também bons, por que não dizê-lo, cimentando uma amizade forte, diferente, que perdura e perdurará para sempre, entre todos os que pisaram sertão africano, em tempo de guerra.


ZÉ VASCONCELOS