quinta-feira, 26 de março de 2020

Presidente da República cancela comemorações do 10 de Junho


Marcelo Rebelo de Sousa cancelou as comemorações do 10 de Junho. A decisão foi tomada pelo Presidente da República devido à pandemia de Covid-19.
A deliberação de Marcelo Rebelo de Sousa terá assentado no facto do Presidente da República considerar não existirem condições de saúde pública para garantir as comemorações do Dia de Portugal.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Relacionado com COVID-19


A ASSOCIAÇÃO DE COMBATENTES DO CONCELHO DE ARGANIL, no contexto do surto do COVID-19 e na sugestão das orientações da Direcção Geral da Saúde (DGS), decidiu adiar a data da Assembleia Geral, marcada para o dia 22 de Março, assim como encerrar a abertura da Sede aos domingos.
Estas orientações aplicam-se até a Direcção achar por bem reabrir as suas instalações e em função da evolução epidemiológica.

Agradecemos a compreensão dos nossos Associados e amigos.
Com o conhecimento do Presidente da Assembleia Geral, Abel Ventura Fernandes.
O Presidente da Direcção da ACCA - António Vasconcelos.

quinta-feira, 19 de março de 2020

As Comemorações do Dia 10 de Junho


Tendo em vista a preparação das homenagens para o Dia 10 de Junho, a Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2020, iniciou já os seus trabalhos para levar a efeito, no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém (Lisboa), o seu XXVII Encontro Nacional.
Esses trabalhos tiveram lugar no passado dia 10 de Março, através de uma reunião da respectiva Comissão Executiva, em Oeiras, mais concretamente na Bataria da Laje, estando a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil representada pelo seu presidente, António José Travassos de Vasconcelos e o vogal José Guerreiro.
Ficou já delineado o programa detalhado das respectivas comemorações, que constam:

- 10.30 Horas – Missa por Portugal e de sufrágio pelos Combatentes mortos, nos Jerónimos;
- 12.15 Horas – Abertura da cerimónia junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar;
- 12.15 Horas – Palavras de abertura do Presidente da Comissão Executiva, Major-General Ricardo Luís de Carvalho Cubas;
- 12.19 Horas – Leitura de mensagem de Sua Excelência o Senhor Presidente da República;
- 12.23 Horas – Discurso alusivo feito pelo orador Tenente-General Antunes Calçada;
- 12.31 Horas – Cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana;
- 12.39 Horas – Homenagem aos mortos e deposição de flores;
- 13.02 Horas – Hino Nacional pela Banda da GNR (salva por navio da Armada);
- 13.05 Horas – Passagem de aeronave da Força Aérea;
- 13.09 Horas – Passagem final pelas Lápides;
- 13.30 Horas – Salto de Pára-Quedistas do Exército;
- 13.35 Horas – Almoço-Convívio nos espaços defronte aos Monumento.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Estatuto do Combatente

Despacho n.º 2880/2020

 Publicação: Diário da República n.º 45/2020, Série II de 2020-03-04
  •  Emissor:Finanças e Cultura - Gabinetes do Ministro de Estado e das Finanças e da Ministra da Cultura
  •  Tipo de Diploma:Despacho
  •  Parte:C - Governo e Administração direta e indireta do Estado
  •  Número:2880/2020
  •  Páginas:27 - 27
 Versão pdf: Descarregar 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Os Combatentes de Arganil em convívio especial

Enquanto não chegam boas notícias sobre o que o Governo vai implementar em relação aos Combatentes, das regalias tendentes a minorar o sofrimento de alguns, e outras normas que são de inteira justiça, sobretudo a nível de consultas médicas e medicamentosa, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil vai mantendo o convívio e alegria na sua sede, tendo como pano de fundo o não apagamento da solidariedade entre todos, obtida em locais e em momentos a que não estavam habituados nas suas origens terrenas. Além do mais, a maior parte a entrar e outros já entrados nos setenta avançados, aproveitam para que a solidão não seja total, porque ela acaba aqui, quando todos nos juntamos, para além de tal acontecer todos os domingos, da parte da tarde.

Foi o que aconteceu na passada quinta-feira, dia 20. Um amigo, ao lembrar-se de que tinha como meta o oferecimento de um leitão já assado e temperado à sua moda, dedicou essa oferta aos corpos sociais, que não se fizeram rogados em estarem presentes, pelo menos a maior parte.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Passagem de Ano foi mais uma forte aposta da Associação

Depois do grande magusto e sardinhada e da visita às campas dos nossos camaradas mortos em combate, no dia 1 de Novembro 2019, a festa da Passagem de Ano continua a marcar o que a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil sabe fazer bem e com muita aderência não só de antigos combatentes e suas famílias, mas também de amigos que não deixam de participar nestas e noutras iniciativas.
Ultrapassou e muito as presenças, que em plena euforia para a entrada para o Ano de 2020, tanto mais tendo como transmissor de música para dançar em palco o Duo Energia, não faltou a sopa da madrugada, servida já quando os galos cantavam.

E os eventos continuam, sobretudo na sede, aos domingos, onde se reúnem muitos camaradas, que na companhia de outros e amigos, fazem sempre da tarde de domingo uma forma de começarem bem a semana.





















sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A luta pelo Estatuto do Combatente é patente


No dia 16 de Novembro, na sede da Associação de Combatentes do Ultramar Português, em Castelo de Paiva, realizou-se a assembleia geral da Federação Portuguesa das Associações de Combatentes, sob a presidência do Dr. Augusto Oliveira de Freitas, estando presentes o presidente da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, com sede em Tondela, Dr. António Ferraz, para além da representação de outras Associações de Combatentes, entre as quais a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, representada pelo seu presidente da Direcção, António José Travassos de Vasconcelos e do vogal do Conselho Fiscal, José Vasconcelos.
Nesta reunião foram despoletadas importantes assuntos, no sentido de serem apresentados em próxima reunião aprazada com a nova Secretária de Estado dos Recursos Humanos e dos Antigos Combatentes, Dr.ª Catarina Sarmento e Castro, para a qual, entretanto, foi enviada uma carta na qual são citadas algumas propostas que não foram aceites na Assembleia da República e que acabaram por caducar.
Na carta enviada à Secretária de Estado, lê-se:
«Estamos no fim das nossas vidas e a média de idade dos combatentes é de 72 anos. A guerra terminou há 44 anos. Somos ainda mais de meio milhão de velhos que deixámos tudo na força da juventude para cumprir o que nos foi apontado como dever pátrio. Quase todos cumpriram pelo menos três anos e meio de serviço militar obrigatório e a enormíssima maioria deles, os soldados, com o soldo de miséria».
Por isso, como finaliza a carta, «Esperamos de V. Ex.ª um sinal inequívoco na concretização urgente de um Estatuto do Combatente, justo e adequado às possibilidades do país e às necessidades dos combatentes. Fomos e somos combatentes de Portugal».
Além desta pretensão, foram aprovados nesta reunião 9 pontos, que foram já enviados à Secretária de Estado, que são:
1 – Isenção de IRS para as prestações da Lei 3/2009.
2 – Actualização das prestações da mesma lei, aumentando a taxa do complemento da pensão, o valor desta, do acréscimo e o complemento.
3 – Cumulação destas prestações com outras;
4 – Entrada livre nos museus, monumentos e eventos culturais promovidos pelo Estado.
5 – Isenção do custo dos medicamentos para os Combatentes com pensões abaixo do valor do salário mínimo;
6 – Diminuição do custo para metade do passe social nas grandes metrópoles e redução do custo dos transportes públicos para 25%.
7 – Isenção das taxas moderadoras.
8 – Envolvimento do Ministério da Saúde no stress de guerra, não bastando os protocolos entre o Ministério da Defesa e as Associações. Privilegiar o tratamento na relação à unificação da incapacidade resultante.
9 – Estatuto de utilidade pública para as Associações de Combatentes.
Com tudo isto, espera-se que ao Combatente do Ultramar Português seja prestada justiça, quando a maior parte está no declinar da vida, alguns sofrendo ainda de traumas, do chamado stress de guerra, que absorveram nos sertões da Guiné, Angola e Moçambique, e que os transportarão para a outra vida, sem que houvesse ou haja ainda alguém que lhes valesse.


sábado, 30 de novembro de 2019

A historiadora Joana Pontes defende ser "devida uma homenagem” aos militares que prestaram serviço na Guerra Colonial

A historiadora Joana Pontes defende ser "devida uma homenagem” aos militares mobilizados, que prestaram serviço na Guerra Colonial (1961-1974), a propósito do seu novo livro, “Sinais de Vida", publicado no final de Novembro pela editora Tinta-da-China a partir da consulta de 44.000 cartas e/ou aerogramas trocados entre 1961 e 1974.


“Deve haver, da parte das pessoas de hoje, uma homenagem a esses militares, e perceber estas pessoas no seu contexto”, disse à agência Lusa Joana Pontes, depois da publicação do seu livro “Sinais de Vida", em que reflete sobre a correspondência trocada entre os milhares de militares destacados nos países então sob administração portuguesa, e os seus familiares e amigos, de 1961, quando a guerra eclodiu em Angola, e 1974, ano em que se deu a revolução que depôs a ditadura que sustentava o conflito.

“Há que perceber as pessoas neste contexto. E era obrigatório ir [para a guerra]. E a maioria foi em condições muito complicadas”, argumentou Joana Pontes.

“Além desse reconhecimento, em falta, há que dar a conhecer o que foi a circunstância da Guerra [Colonial] e a maneira como, de facto, as pessoas não percebiam muito bem o seu império”, disse a historiadora à Lusa.

“Sinais de Vida” resulta da tese de doutoramento em História de Joana Pontes, sobre a correspondência dos militares em contexto bélico, o que reconheceu “ser uma área de investigação muito pouco habitual em Portugal, mas que permite estar mais perto das pessoas comuns”.

A historiadora acrescentou que este tipo de universo de análise “é muito comum em França, Inglaterra, Espanha ou Áustria, sobre contextos como as duas guerras mundiais ou até a Guerra Civil espanhola (1936-1939)”.

“Foi gente que passou ali um muito, muito mau bocado"

Sobre as gerações que foram mobilizadas para a Guerra Colonial, Joana Pontes afirmou: “Foi gente que passou ali um muito, muito mau bocado, e lamento muito que não se preste a estas pessoas uma homenagem”.

“Lamento que não se preste a devida atenção e se reconheça que de facto eles foram servir a Pátria, e isso foi um ato de enorme generosidade; mas como a guerra foi considerada ilegítima depois do 25 de Abril de 1974, caiu-se tudo numa espécie de limbo, em que se prefere não falar nisso”, disse a historiadora, que considerou que “há agora uma oportunidade” de reparação.

“Eu acho que estes militares, os que foram mobilizados, sentem muito não serem reconhecidos, que não se reconheça o sacrifício. E, ao ler as cartas, acho se percebe o que foi a vida dessas pessoas, com 20 anos, separadas das famílias, durante pelo menos dois anos, lá longe, muito longe, num inferno”, argumentou, em declarações à Lusa.

Sobre a investigação, o ex-diretor do Arquivo Histórico Militar, Aniceto Afonso, escreve no prefácio que apresenta “um invulgar sentido de responsabilidade, num exaustivo e rigoroso planeamento”. Estimando tratar-se de um “contributo para a compreensão da Guerra Colonial que será indispensável conhecer e consultar”.

Joana Pontes, por seu lado, disse à Lusa que este seu trabalho “dá a consciência do que foi o Estado Novo: uma vida sem perspetiva, uma vida muito, muito difícil e dura, das condições em que viviam".

"Quando a agricultura não dava, era um ano mau, havia fome. Nos bairros periféricos no Porto, havia umas casas onde chovia e as mulheres ainda iam lavar os carregos, como diziam, de roupas no rio”, recorda a historiadora.

"Um imenso drama coletivo”

Aniceto Afonso, no prefácio, diz que a obsessão de um pequeno país querer manter, pela via da guerra, extensos territórios além-mar, “acabou por envolver o povo português num imenso drama coletivo”.

“É tudo muito triste porque são jovens, com 20 anos, eles e suas noivas”, sublinhou por seu lado a investigadora, acrescentando: “Às vezes digo isso aos meus alunos, imaginem-se com 20 anos, lá longe, sem ninguém, foi terrível”.

Nas transcrições de algumas das missivas, na obra, são notórios os erros de ortografia, o que corresponde a uma “muito fraca alfabetização”, que era comum a quem era recrutado e aos que ficavam. O que constituiu "uma dificuldade à investigação".

A autora consultou 44.000 cartas e/ou aerogramas, estimando-se a correspondência deste tipo, entre 1961 e 1974, em 21.000 toneladas.

Além da família e amigos, os militares correspondiam-se com as “madrinhas de guerra”, jovens que lhes escreviam como um meio de apoio moral e psicológico. Algumas, como é referido no livro, tornavam-se namoradas e futuras mulheres.

A investigadora atesta ainda que “não havia uma politização clara": "As pessoas não sabiam exatamente o que se estava a passar no contexto internacional, porque é que a descolonização teria de existir. Este tipo de considerações não estava presente na mente das pessoas”.

A investigação destas missivas, colocando na narrativa histórica não apenas as élites sociais, políticas, militares ou religiosas, mas também "as pessoas comuns e a sua vivência dos factos", permite "compreender a política num sentido mais lato”, ao mostrar “como estas pessoas estiveram a viver esta missão e em que condições”.

O ex-diretor do Arquivo Histórico Militar, que assina o prefácio, afirma, por seu turno, que “a intransigência do regime português e a sua opção pelo conflito militar como solução para a questão colonial teve consequências extensas e cada vez mais profundas na sociedade portuguesa”.

Segundo números avançados nesta investigação, o recrutamento de mancebos em Portugal rondou os 600.000, tendo 300.00 combatido em Angola, 135.00 na Guiné-Bissau e 150.000 em Moçambique.

As cartas são “uma forma de diário”. E se só alguns escreveram diários, contou a historiadora, “certo é que todos escreveram cartas”, dando conta do seu estado de espírito, e das condições em que combatiam.

Retirado de: (https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/os-militares-que-combateram-na-guerra-colonial-devem-ser-homenageados-a-historiadora-joana-pontes-foi-ler-mais-de-40-mil-cartas-da-epoca-e-nao-tem-duvidas-que-sim)

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Magusto do Combatente - 2019

Ontem domingo comemorou-se o São Martinho na Sede. 
Mais uma iniciativa da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, onde à volta de duas ou três mesas, e entre mulheres, se saborearam 30 quilos de boas castanhas, não faltando o bom tinto, água-pé e jeropiga. O caldo verde, com chouriço caseiro e um bom pingo de azeite novo, estava uma delícia.
















sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Romagem de saudade desde Arganil ao Valado

No Dia de Todos-os-Santos, dia de reflexão, dia de visitar e levar um gesto de saudade aos nossos mortos e deixar, porque não, uma lágrima de quem, nesta vida, mal ou bem, soube vivê-la à sua maneira, e que os que cá ficaram a interpretam da forma como a viveu e da forma que hoje a sua permanência entre nós ainda podia ser útil e generosa.
Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, numa romagem de saudade, tem sabido honrar esses jovens, com a deposição de flores quer nos sinais monumentais onde essa marca está implantada, quer nos cemitérios onde jazem aqueles que não morrendo na guerra, acabaram os seus dias entre nós.