quinta-feira, 6 de junho de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Arganil tem uma riqueza, um tesouro.


Arganil tem uma riqueza, um tesouro, entre outros, os Ex-combatentes de África, homens que deram a vida pela Pátria, e que no cumprimento do seu dever alguns não voltaram às suas mães e esposas, e outros vieram com deficiências para sempre. Domingo estiveram em Convívio, eles, os que se salvaram, com as esposas na sede para o "mata-bicho" e para soltar os sentimentos daqueles tempos, de tanto suor e lágrimas, de sacrifício, de agradecimentos, do dever cumprido e apoio aos mais carentes. No Monumento, à rotunda, Evocaram os seus mortos, honrando as suas memórias, os seus nomes e as suas terras... Momentos que nos levam às lágrimas pelo uníssono do grito "Presente" ! É pelo grito dos comandos "mamã". As flores depostas de várias Associações Combatentes, desde Vila do Conde à Região Centro foram um marco! Cerimónias que muito nos honram e dignificam. Em seguida o almoço no Mont'Alto pelo "Pallatho". Está de parabéns a Associação Combatentes de Arganil, pela excelente iniciativa e organização. Força e coragem para continuarem.

Texto de Maria Julieta Mateus

















domingo, 28 de abril de 2019

José Augusto Dias – Prisioneiro de Guerra


José Augusto Dias nasceu no dia 7 de Dezembro de 1934 em Aldeia das Dez, filho de Manuel Augusto Dias e de Maria da Piedade Silva. Incorporado na Marinha de Guerra Portuguesa, fazia parte da guarnição do NRP Afonso de Albuquerque que estava em missão no Porto de Mormugão, em Goa, quando foi invadida pela União Indiana, no dia 18 de Dezembro de 1961. Não se renderam e entraram num combate desigual contra vários navios de guerra Indianos. Aprisionados, foram levados para o Alfa Detenou´s Camp em Pondá, na União Indiana, onde as condições eram péssimas e tinham de trabalhar. Contou-me que um dia, ao regressarem dos trabalhos forçados, o motorista Indiano, a pretexto de fazer as necessidades, parou o camião num declive mal travado. Valeu-lhes a agilidade do “Arganil”, que saltou para o volante e o travou. O “Arganil” era o Fernando Vasconcelos (Fernando “Marinheiro”), que também fazia parte da guarnição do NRP Afonso de Albuquerque. No dia 19 de Março de 1962 esteve em frente de um pelotão de fuzilamento com os outros prisioneiros devido a uma tentativa de fuga de três militares portugueses, valendo-lhe na altura a ousadia do Capelão Ferreira da Silva que evitou um banho de sangue. Libertado no 6 de Maio de 1962 foi levado, no dia seguinte, para Karachi, no Paquistão, onde embarcou no navio português Vera Cruz, que zarpou a 9 de Maio rumo a Lisboa via Canal do Suez, onde chegou a 22 de Maio de 1962.

"Carlos Dinis - Histórias da Minha Aldeia das Dez "

quinta-feira, 18 de abril de 2019

quarta-feira, 17 de abril de 2019

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Antigos combatentes vão ter estatuto e cartão especial

Antigos combatentes vão ter estatuto e cartão especial

O Governo aprovou nesta quinta-feira o Estatuto de Antigo Combatente que concretiza o reconhecimento do Estado a quem combateu “ao serviço de Portugal”, sendo também criado um cartão especial para aqueles militares.
“A aprovação desta proposta de lei vem concretizar o reconhecimento do Estado português aos militares que combateram ao serviço de Portugal, fornecendo o enquadramento jurídico que lhes é aplicável e reunindo numa só peça legislativa o conjunto de direitos consagrados pela lei aos ex-militares ao longo do tempo”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O diploma, é referido na nota, cria novos instrumentos, como o Plano de apoio aos Antigos Combatentes em situação de sem-abrigo, “destinado a apoiar o envelhecimento digno e acompanhado daqueles que serviram o país em teatros de guerra”.
Além disso, são também incorporados instrumentos de apoio económico e social desenvolvidos pelo Ministério da Defesa Nacional com “resultados comprovados”, nomeadamente a Rede Nacional de Apoio, o Plano de Acção para Apoio aos Deficientes Militares e o Centro de Recursos de Stress em Contexto Militar.
É ainda criada uma Unidade Técnica Interministerial para os Antigos Combatentes para “coordenar a implementação do Estatuto, assim como o Cartão do Antigo Combatente, um documento pessoal e vitalício que, além do carácter simbólico, é também um instrumento de simplificação do acesso a direitos sociais e económicos consagrados na legislação portuguesa”.
No novo Estatuto de Antigo Combatente fica ainda definido que se passará a assinalar o “Dia Nacional do Combatente” em 11 de Novembro, data do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial.
De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Defesa, o universo de antigos combatentes é atualmente de cerca de 485 mil cidadãos, com uma média de idades de 72 anos.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Programa das cerimónias do 10 de Junho em Lisboa


A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes reuniu no dia 26 de Fevereiro, pelas 11 horas, na Bataria da Laje, em Oeiras, sob a presidência do Vice-Almirante Pires Neves, estando a secretariar o Tenente-Coronel Morais Pequeno.
Nesta reunião ficou já elaborado o programa definitivo das cerimónias do 10 de Junho, no seu XXVI Encontro Nacional, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém (Lisboa).

A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2019, em final da sessão, ficou elaborado e aprovado o seguinte programa:

10.30 Horas, Missa de sufrágio pelos Combatentes mortos, no Mosteiro dos Jerónimos, na qual participam os guiões, o coral e o terno de clarins da GNR, com a presença do Bispo das Forças Armadas e de Segurança.
12.15 Horas, Abertura da cerimónia junto aos Monumento aos Combatentes, com a deposição de flores e a passagem final pelas lápides, com passagem pelos blocos dos Comandos, Fuzileiros e Pára-Quedistas, com palavras de abertura do Presidente da Comissão Executiva.
12.19 Horas, Leitura de mensagem do Presidente da República;
12.23 Horas, Discurso alusivo pelo orador, Prof. Bernardo Pires de Lima;
12.31 Horas, Cerimónia inter-religiosa Católica e Muçulmana;
12.39 Horas, homenagem aos mortos e deposição de flores;
13.02 Horas, Hino Nacional pela Banda da GNR e salva por navio da Armada;
13.05 Horas, Passagem de aeronave da Força Aérea;
13.09 Horas, Passagem final pelas lápides;
13.30 Horas, Salto de Pára-Quedistas do Exército;
13.35 Horas, Almoço-convívio nos terrenos frente ao Monumento.

Os oficiais que interligam as diversas Associações de Combatentes e de Militares: Comandante General Filipe Macedo (ligação à Liga dos Combatentes); Tenente-Coronel Rui Bettencourt (Oficial Delegado do Exército); Tenente-Coronel Paulo Poiares (Oficial de ligação à GNR); Tenente-Coronel Correia do Amaral (Oficial de ligação à Força Aérea); e Capitão-Tenente, Antunes Nunes (Oficial de ligação à Armada).

Nesta reunião a Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil esteve representada pelo seu presidente António Vasconcelos e do tesoureiro José Gomes.

sexta-feira, 8 de março de 2019

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Federação Portuguesa das Associações de Combatentes reuniu em Vila do Conde

A Associação de Combatentes do Concelho de Arganil esteve representada na assembleia geral da Federação Portuguesa das Associações de Combatentes, realizada no dia 9 de Fevereiro de 2019, na sede da associada de Vila do Conde, na qual estiveram representadas sete das onze associadas.
Nesta sessão foi reafirmada por unanimidade as reivindicações enunciadas na sua «Declaração de Arganil de 2017», as quais se espelham nos seguintes pontos:
* Criação do Cartão de Combatente, como reconhecimento público do Combatentes e meio universal de acesso a benefícios dos Combatentes;
* Isenção das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde;
* Revisão da Lei 3/2009 e isenção de IRS nas prestações aí previstas
* Alteração da legislação sobre stresse de guerra, privilegiando o tratamento da doença.
Pronunciaram-se sobre projectos de reivindicações de outras associações de combatentes e concluíram:
* Que as mesmas sejam justas;
* Que as referidas na «Declaração de Arganil», sendo as mais modestas, estão ao alcance das possibilidades actuais do país.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Dar mais dignidade aos Combatentes

Federação Portuguesa dos Antigos Combatentes reuniu em Penacova e elegeu novos órgãos sociais:


No dia 8 de Dezembro de 2018 reuniu em Penacova, nas instalações dos Bombeiros Voluntários locais, a Assembleia-Geral da Federação Portuguesa dos Antigos Combatentes, com vista a uma reflexão sobre o funcionamento da FEPAC, e tendo sido aprovados os Estatutos em reunião de Pampilhosa das Serra, nesta conformidade foi revogada nesta sessão a anterior escritura, e por isso foi substituída e que foi outorgada em nome da FEPAC pelos representantes das Associações de Tondela, Mangualde e de Tábua, respetivamente António Maria Dinis Ferraz, António da Conceição Carvalho Nunes e Fernando da Silva Martins.
Como o presidente da altura, Augusto de Freitas, não reassumiu a presidência, depois de seis anos de desempenho, manifestando a sua indisponibilidade para continuar a desempenhar idênticas funções, António Ferraz apresentou uma lista, que depois de a colocar à discussão, foi aprovada, que respeitando assim os Estatutos, a sua constituição ficou assim constituída:

Para a Assembleia Geral:
Presidente – Augusto de Jesus Oliveira Lopes de Freitas, da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra;
Secretário, Manuel do Nascimento da Costa Azevedo, da Associação Social e Cultural dos Ex-Combatentes do Ultramar de Vila do Conde;
Secretário, José da Conceição Afonso, da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar.

Para a Direção:
Presidente, António Maria Diniz Ferraz, da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar;
Secretário, António da Conceição Carvalho Nunes, da Associação de Combatentes do Concelho de Tábua;
Tesoureiro, António José Travassos de Vasconcelos, da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil;
Suplentes da Direção: 
José Santos, da Associação dos Combatentes do Ultramar do Concelho da Lousã; 
Diamantino Marques da Costa, da Associação Social Cultura dos Ex-Combatentes do Ultramar de Vila do Conde; 
Francisco Carneiro Martins, da Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra.

Para o Conselho Fiscal:
Presidente, José da Silva Moreira, da Associação dos Combatentes do Ultramar Português;
Vogal, António de Miranda, da Associação de Combatentes de Penacova;
Relator, Fernando da Silva Martins, da Associação dos Ex-Combatentes Beirões.
Suplentes do Conselho Fiscal: 
Abílio Rodrigues, da Associação dos Combatentes do Concelho de Tábua;
José Dias Neto, da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar.

A Secretária de Estado da Defesa Nacional recebeu a Federação:
Depois da Assembleia Geral, que acima se faz referência, a Federação Portuguesa dos Antigos Combatentes reuniu pela primeira vez em Arganil, na sede da Associação dos Combatentes, na qual foram apreciados diversos assuntos, um deles a ida a Lisboa, o que aconteceu no dia 29 de Janeiro de 2019, onde a Federação se foi encontrar com a Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, com a qual foram tratados assuntos referentes à forma como o Governo vai atuar em função das prioridades que há muitos anos os Combatentes reivindicam, um deles o Cartão Social de Combatente, que lhe permitirá obter apoios em termos de saúde e em termos fiscais.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Dia de Reis


Em vésperas de Dia de Reis, a Direcção entendeu oferecer aos órgãos sociais uma Tiborna que, como sempre, tendo a sede como palco excelente para estes convívios, deu como resultado a confraternização, numa amizade que é transmitida ali, com um cenário e um ambiente maravilhosos.

Aliás, todos os domingos a sede está aberta, da parte da tarde, para manter viva a chama do Combatente.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Passagem de Ano dos Combatentes um evento com novo êxito



De facto, a nossa Associação é uma instituição que vai mexendo nos anais associativos de Arganil e é por via disso que até é conhecida em todo o País, graças à dinâmica dos seus dirigentes, que à sua sede deu um carisma especial, onde a história das Guerras do Ultramar Português está ali bem 
patente, através do seu Museu, que juntamente com o Exército, Marinha e Força Aérea, lhe dá uma profundada riqueza que enobrece a nossa presença em terras da Guiné, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor e Macau, que em termos solidários o Português soube sempre honrar a sua Bandeira, sob a qual se entoava o Hino Português com grande entoamento e vibração, que fazia com que o coração de cada um batesse com mais força. Era também um hino que marcava quando tínhamos que levar camaradas para o cemitério e que forçosamente se entoava com as lágrimas nos olhos. Ainda hoje, seja quando a Seleção Portuguesa joga, quando ouvimos o hino em pano sonoro de fundo, as lágrimas, sem serem pedidas, rolam pelo rosto de cada um.

Passando este desabafo, e em termos de eventos, a Passagem de Ano, realizada no Restaurante Mont’Alto, com um jantar bem confeccionado e servido pelo Palato, que se prolongou até quando o galo cantava. 

E com a animação do grupo arganilense, que é chefiado pelo jovem Gonçalo Marques, que se chama CHERRY On Top, que tanto nome tem dado também a Arganil, o ambiente para as mais de cem pessoas foi excecional, onde a maior parte, já entrada na idade, vai dando, mesmo assim, o ar de quem gosta de conviver e partilhar momentos e aventuras passadas em sertões africanos.









Este ano até houve fogo de artifício, que deu luz ao Novo Ano que entrava a reinar: 2019