terça-feira, 12 de agosto de 2014

Excursão a SALAMANCA-TORO-ZAMORA



Podem começar a enviar as marcações:
Preço por pessoa 105 €
António Vasconcelos 964861328; Zé Gomes 963018181
combatentes.arganil@hotmail.com

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Antes e Depois - Parte 2

Aqui ficam as fotos dos Obus que nos foram cedidos em protocolo e que embelezam 
a nossa sede e o monumento aos mortos no Ultramar.

ANTES


DEPOIS




Antes e Depois - Parte 1


Aqui ficam as fotos dos Obus que nos foram cedidos em protocolo e que embelezam 
a nossa sede e o monumento aos mortos no Ultramar.



 ANTES 

DEPOIS


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sarzedo homenageou um Combatente-Comando


Durante as Festas de S. João, no Sarzedo, a Junta de Freguesia e a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil homenagearam postumamente mais um combatente, dali natural, falecido em combate na Guiné, no início da década de 70. Chamava-se Amândio da Silva Carvalho.
Foi uma homenagem dupla, porque não só se homenageou o Comando Amândio, como os Combatentes em geral, dado que também foi descerrada uma placa com esse sentido. E neste preito de gratidão, estiveram presentes antigos Comandos (das Associações de Coimbra e Viseu), familiares e muito povo.
Se os presidentes da Câmara Municipal de Arganil, Eng. Ricardo Pereira Alves e da Junta de Freguesia do Sarzedo, Fernando Ferreira Simões, relevaram o sentido da homenagem, com palavras que evidenciam o que foi o papel do Combatentes em terras africanas, o presidente da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, António José Travassos de Vasconcelos, afirmou a dada altura:
«Em primeiro lugar quero agradecer ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Sarzedo o empenho que sempre demostrou em relação à nossa Associação de Combatentes do Concelho de Arganil em realizar esta homenagem ao Amândio e também a todos os Combatentes do Ultramar. Foi sempre do interesse da nossa Associação, já das anteriores Direcções, que este gesto de gratidão fosse concretizado. Como tal, calhou-me a mim, como representante desta Associação, fazê-lo hoje aqui.
Porém, vamos continuar com a mesma determinação, para que, onde houver camaradas que tombaram ao serviço de Portugal, pertencentes a outras freguesias do nosso concelho, se pratique o mesmo gesto.
O Amândio partiu há muito; mas fica a memória e a saudade. A quem fica compete honrar e lembrar o homem, o militar, o comando. Por isso estamos aqui hoje para o lembrar e nada melhor que o seja na sua terra, desta maneira, a perpetuar-lhe o seu nome nesta singela rua que, tenho a certeza, gostaria de passeá-la se hoje fosse vivo. Afinal, esta foi a sua terra que tanto amava e o viu nascer.
Eu tive o privilégio de conhecer o Amândio ainda na Guiné, mais propriamente em Bissau, quando estava em trânsito por aquela cidade, junto de um grupo de amigos, alguns deles já falecidos. Naquela altura perguntou-me o que fazia por ali, respondendo eu que estava de passagem a fim de vir de férias à Metrópole. Ficou entusiasmado e pediu-me, assim que chegasse a Arganil, visitasse os seus pais e lhe desse um grande abraço por ele e que brevemente, lá para Março ou Abril, estávamos em 1973, viria de todo «para lhes dar aquele abraço». Não me esqueci; e assim que cheguei cá estive nesta terra e na adega do «Ti Amândio» a conversarmos animadamente.
De regresso à Guiné não pude deixar de os visitar, a seu pedido, para me entregar uma encomenda, bebendo eu mais uns copos e saboreando uns petiscos na sua adega».
Cheguei a Bissau e procurei o nosso Amândio. Não o encontrei, imaginando que se encontrasse em operações, segundo informações. Deixei a encomenda a pessoas de confiança e nossas conhecidas, porque entretanto embarquei para o sul aonde estava sediado.
Mais tarde, passados poucos meses deste acontecimento, por correspondência trocada entre pessoas amigas que o Amândio tinha falecido, precisamente em Março ou Abri de 1973, quando devia estar de regresso à nossa terra e foi este o recado que ele me pediu para transmitir a seus pais, uns meses antes.
Caros amigos, o destino por vezes é cruel e ele foi para o militar, para o Comando Amândio. Por isso, Sr. Presidente da Junta de Freguesia, Fernando Simões, este filho do Sarzedo merece esta homenagem. Aliás, todos os nossos mortos o merecem, e é desta maneira que perpetuamos o seu nome, porque ele gostava da terra que o viu nascer.

Que descanse em paz. Até um dia.

E para todos vós, o obrigado sincero pela vossa presença.

Zé Vasconselos


segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Libânio


Ilustração 1 Libânio - *Pelotão de Morteiros
Angola 1964/ 66, em Quitexe e Noqui. 

GENTE, simples, boa, humilde e corajosa, feita com a mesma massa dos campeões e dos HERÒIS. 

Homem de poucas falas, um pouco introvertido…..Mas com muitas histórias, para contar. Vive aqui em Castanheira do Ribatejo, mais o seu cachorro e fiel companheiro “Sporting”. Quem esteve no pelotão 993, “os meus companheiros” como diz o Libânio. Irão seguir-se mais fotos dessa parte da história de zonas e tempos difíceis, páginas escritas pelos próprios protagonistas.

Texto enviado: Joaquim Manuel Alves

domingo, 22 de junho de 2014

ARGANIL, 31 de Maio 2014 - SEMPRE.

Saudações agora para os vivos, decorrida que foi a homenagem, aos que por lá deixaram a vida e neste dia regressam ao nosso pensamento, como no dia em que todos partimos, na expectativa de voltar.
Agradeço aos que se lembraram de criar a Associação e sobretudo a missão a que se propuseram, homenagear, aqueles de quem a pátria de hoje, omite ao reescrever a sua história.
A História, com letra grande de uma Pátria também com letra grande, foi escrita de Cabo Verde a Timor, por essa “malta” que no dia 31 ao ouvirmos os seus nomes
gritámos “PRESENTE”. São eles e nós os Heróis dessa PÁTRIA e dessa HISTÓRIA. Heróis porque, lutaram sem meios e condições, numa terra de outra gente, onde havia outra gente que reclamava da pátria protecção. Daqui podia partir uma crónica longa e
polémica da qual me abstenho, não por medo mas por respeito a quem atrás me tenho referido, o lixo ficará para sempre enterrado no aterro sanitário da História. Lixo que começa após o 25.04.74 e a exemplar descolonização, que, deveria ter começado logo em 1961.
Termino esta introdução aconselhando a leitura do livro “CAVALEIROS DO MAIOMBE”-
Memórias de Guerra, cuja acção decorre no enclave de Cabinda e é da autoria do
CAPITÃO Miliciano, Dr. António Inácio Correia Nogueira. Publicação esgotada, mas que se encontra em formato Pdf, no Blogue “ Mitos e Ritos”.

Dia 31.05.2014, hora 06h00
Toque de alvorada cá no quartel, formatura com farda civil nº1, pequeno-almoço e constituição da Patrulha, eu e o meu neto Duarte Miguel, miúdo já com estaleca, para a Policia Militar que orgulha o nosso furriel Alves avô de um rapagão com 13 anos e 1,85m de altura. Envergadura física, razoável, alimentada cá no refeitório.
07h00

Partida para a estação da CP, de Vila Franca de Xira, com bilhete já adquirido para Coimbra B. e depois “Grafarganil”.

1- Arganil é já ali a seguir á curva!!! onde é que eu já ouvi isto?

08h52
O Intercidades veio a tabela, e lá nos levou, numa viagem de certo modo, agradável.
Poucas paragens, bem acomodados, viagem curta de uma hora e quarenta minutos,
que nos fez lembrar as viagens de Campanhã para a Régua a noite toda.

2-Um bonito dia de sol, a natureza a emprestar a sua beleza, 
a um dia dedicado a saudade, companheirismo, partilha a homens de carácter. 
O ambiente é de discoteca, m Jan. 73 Viajámos já de avião, mas deixava-mos 
a caserna do Grafanil e os percevejos residentes.

Deu até para dormitando exibir no monitor do subconsciente, o vídeo das recordações, que alguns chamam de “Stress Pós qualquer coisa”, Os “Mama Sume” com a sua boina outrora colocada na cabeça, com honra e merecido orgulho, “pelo suor derramado na Instrução”, todos deveríamos ter tido a mesma ou equivalente
preparação, para o combate. Teria havido menos “carne para canhão”, foi a narrativa do Zé da Fisga, qual D.Quixote de la Mancha, lutando contra os moinhos de vento, bem equipados e melhor armados. A estes camaradas, lembro: os dois “Comandos” mortos na refrega com a Policia Militar da Estrada de Catete em Luanda, Fevereiro de 1972, (Porquê? em nome de quê, um exagero um desperdício que ainda está por
exorcizar, uma granada que ceifou duas vidas e estilhaços que o Cabo Letra da PM carregou a vida toda numa perna, já partiu, os “bichinhos” deixaram lá o maldito estilhaço) noticia censurada na época cá “nos” Puto. Hoje, como naquele tempo das Noites Quentes e Balsâmicas do Maiombe, no Rádio Clube de Cabinda, quando não consigo dormir, lembro-me destas coisas e outras este é o meu Stress.
O DESPERDÍCIO DE TANTA VIDA ,e, os culpados não são os Deuses do Maiombe tão pouco os descendentes do Reino de Prestes João ou dos Reis dos Congos. Proponho que esses dois e todos os outros que ingloriamente partyira, no asfalto ou na picada, sejam englobados no próximo ano, no nosso grito de PRESENTE.
Folheei o imaginário, dos Cavaleiros do Maiombe, floresta Mítica e Rica, do Enclave de Cabinda, hoje responsável por 90% do PIB da R.P.Angola. Cabinda é hoje uma região pouco desenvolvida tendo em conta a sua riqueza e carácter do seu POVO. Um líder africano disse um dia “ Sou africano não por ter nascido em África, mas, porque África nasceu dentro de mim” assim da mesma forma somos todos um pouco africanos. Esse bocadinho que nasceu em nós, ninguém vai pôr em duvida nem mesmo os de lá, saudade não é um sentimento espúrio. África é minha, do meu imaginário, de tudo o que o coração sente, mas não sabe explicar.
Desliguei o monitor abruptamente, tinha passado o Mondego e não dei por isso. A tabela cumpriu-se e eis-me em Coimbra.


Ligava o telemóvel, já o claxon do automóvel chamava por mim. O malandro do Albano nestes 40 anos não perdeu a pinta, a minha e, eu a dele. Foi aquele abraço. Quarenta minutos depois já estávamos a porta da Associação. A partir daqui o relógio deixou de contar. Vou pôr as fotografias a falar, este calor está mais para dormir a sesta, como fazia no intervalo da guerra para o almoço, os condutores, tinham que assinar os boletins das viaturas antes de eu ir dormir a sesta, era a regra, quando estava de sargento dia.

3-Primeiro ato oficial, pagar o almoço e reservar mesa.

4-Começou a cavaqueira. Bastos aqui com cara de PM, 
foi o n/Cabo cozinheiro. Ao lado a madrinha de guerra

5-A visita ás instalações e ao Museu

6-Os dois Duartes o Albano e o meu neto.

7- O rapaz não estava a espera de tantas histórias e admirado só me 
perguntava se era verdade como que a duvidar " mas ó avô vocês fizeram isso?" 
Ele só conhece as histórias da Banda Desenhada.

8-Tá na hora de formar pessoal!

9-Pessoal da PM certinho e alinhado com a objectiva claro.

10 - Lida a Ordem de Serviço, todos ás suas viaturas em bicha pirilau. 
Lá fomos direitos ao Monumento aos Combatentes da Guerra Colonial.

Antes das fotos a seguir registo o apreço pela presença do Sr. Presidente da Câmara de Arganil, que nos agradou e honrou. È um gesto bonito toda a colaboração que a Edilidade, tem prestado á Associação. As palavras de circunstância, ficam nos discursos, estas vêm do fundo do coração.

11-A natureza que circunda o monumento leva-nos para outros lugares, para além do Equador. 
DIGNO, SIGNIFICATIVO, SÓBRIO. O Canhão hoje silenciado, representa o 
seu melhor papel, para o qual foi construído. O SILÊNCIO.

 12-A Cerimónia



13 - Na hora da chamada, falou a emoção. As memórias não perecem

14 - PRESENTE camaradas.

É no lugar que se segue, decorreu o almoço, a hora é para comer, beber, conviver, contar histórias como se estivéssemos nos nossos 21 anitos. Acabou por agora a conversa




ALVES, Furriel Miliciano, Policia Militar
Escola Prática de Cavalaria 1º turno 1970 recruta e especialidade
Centro de Operações Especiais Lamego, Julho de 70, Lanceiros 2 até Janeiro de 1971
Cabinda jan.71 a Fev. 72 Luanda, Quartel-General das Forças Armadas. Até 30 Jan. de 1973
15- Janeiro de 1971 Aqui chegámos em vagons de comboio de mercadorias, 
como " Judeus", ao Campo Militar do Grafanil em Luanda. Decorridos 24 meses 
depois já estávamos no estado que a fotografia mostra, Lá nos mandaram outra 
vez para o Grafanil. De onde nos livrámos no dia 30 Jan. 73. 
O Araújo a fazer de sargento dia.

Tudo o que escrevo atrás, pode ter um interregno até ao próximo convívio em Arganil e continuar a partir daí, no meio, este preambulo dedicado aqueles tempos, de espetar uma lança em África, plantar uma árvore e escrever um livro. Essa mulher preenche alguns capítulos desse livro ainda por começar, ELA FOI A ÁRVORE QUE EU PLANTEI, PORQUE COM ELA ME TORNEI HOMEM.

16 - Chama-se Teresa N'Nzambi, aqui com 17 anos. 
NOTA a criança já existia antes de eu aparecer na vida dela


Texto enviado pelo companheiro: Joaquim Manuel Alves

terça-feira, 3 de junho de 2014

O grupo “Hermenegildo Capelo” visitou a nossa Associação




O grupo “Hermenegildo Capelo”  deu-nos a honra da sua visita. 
António Travassos Vasconcelos – Presidente da Associação e José  Gomes do Núcleo de Marinheiros de Arganil brindaram os nossos visitantes com uma visita guiada à nossa sede e ao Museu da Associação.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

8º Aniversário da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil



8º Aniversário da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil.
Requalificação e Inauguração do Monumento aos Combatentes mortos em combate.
31 de Maio de 2014
ARGANIL

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Convívio Nacional de Marinheiros e Ex-Marinheiros da Armada.


O Núcleo de Marinheiros de Arganil vai organizar a ida de um autocarro para o 37º Convívio Nacional de Marinheiros e Ex-Marinheiros da Armada.

Inscreve-te leva os teus familiares e amigos até 10 de Junho:
Zé Gomes - 963018181
Zé Guerreiro -  966418569
e ainda ao Rui Mota e Mário Gomes

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mês de Maio em ARGANIL há convívios de Combatentes do Ultramar


Realce para o aniversário da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil
O mês de Maio vai ser fértil em convívios da parte de Batalhões e Companhias que prestaram serviço militar nas antigas Províncias Ultramarinas, duas das quais vêm participar nas comemorações do aniversário da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil.

COMANDO DE AGRUPAMENTO 1990 e COMPANHIA DE CAÇADORES 1504 (Batalhão 1878) – As duas unidades militares actuaram: a primeira em Tete e Beira; a segunda na Zambézia e depois em Moeda, e vêm participar, no dia 31 de Maio, nas comemorações da Associação arganilense. Para qualquer informação contactar 966 426 666 (José Vasconcelos).

BART 2869 – Este batalhão, que esteve no Niassa (Moçambique), vem até nós no dia 10 de Maio, e ao mesmo tempo os seus elementos vêm assistir à inauguração da plantação de 1.200 árvores que foram efectuadas recentemente na freguesia de Secarias, com descerramento de placa alusiva ao acontecimento. Antes será colocada uma coroa de flores no Monumento dos Combatentes e o almoço será realizado no Restaurante «O Manjar», na Portelinha (Arganil). Este convívio é organizado pelo barrilense António Silvestre Figueiredo, que para qualquer informação podem contactar: 934 022 371 (Zé Motor) e 917 155 240 (Tonecas Figueiredo).

COMPANHIA DE CAÇADORES 1457 (Batalhão de Caçadores 1865) – Também no dia 31 de Maio, esta unidade, organizada este ano e comandada por Ismael Almeida, terá o ponto de encontro, pelas 10 horas, no Subpaço/Parque Verde, visitando-se a vila, com passagem pelo Monumento aos Combatentes e celebração de missa, pelas 11 horas, na Igreja Matriz de Arganil. O almoço é realizado em Coja, no Restaurante «O Lagar».


ZÉ VASCONCELOS.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A requalificação do Monumento é a operação da Associação focada para Maio


Foi no dia 29 de Março findo que a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil reuniu as suas tropas em redor de uma assembleia-geral que teve como missão, a de paz e convívio, discutir e aprovar as contas, que tal como já referimos, é mais uma colectividade que sabe orientar e investir os dinheiros que os seus sócios e amigos vão disponibilizando. Porém, o mais importante que se avizinha e ali vincado, com algumas 
notícias a dar um lamiré é o que vai ser o dia 31 de Maio, em momento de aniversário, tendo como pano de fundo a inauguração da requalificação do Monumento, no Sobreiral, onde vão constar forte e vincadamente apetrechos que marcaram e marcam ainda a força de defesa e também de ataque das nossas tropas. Sabemos que neste evento vão estar presentes altas personalidades militares e civis, inclusive militares que, de diferentes partes do país, pertencerem a duas unidades que estiverem em missão em Moçambique, e aproveitarão esta comemoração para celebrar também o seu convívio anual.
E foi em ambiente de amizade, com a presença de elevada presença de sócios, que as contas foram aprovadas por unanimidade, tanto mais sabendo que o saldo, depois de verbas ainda avultadas despendidas, se somou um saldo para 2014 de 638,92 euros, tendo como receita 19.934,57 euros e uma despesa de 19.295,65 euros. A verba mais avultada em termos de gastos, de 1.678,45 euros, ficou a dever-se à aquisição de balcões metálicos, arca frigorífica, bandeiras estampadas, incluindo a bordada, que ambas serão inauguradas no dia 31 de Maio, não falando na restauração do material bélico que vai ser instalado no monumento, incluindo os canhões, no valor de 315,81, tendo em atenção o voluntariado que alguns sócios e amigos têm proporcionado na respectiva restauração. Há que registar também a verba de donativos, que atingiram 1.055,46 euros, e verba da quotização, que se ficou nos 1.786,50 euros. Também os convívios e a abertura da sede têm permitido boas receitas e com elas permite que a Associação leve uma vida financeira saudável.
Há que sublinhar o bom trabalho que o tesoureiro da Associação, José Gomes, tem desenvolvido e pela apresentação das contas, como o fez, denota que o seu amor à causa do Combatente é mais do que patente, referindo ainda que em relação ao ano de 2014, a receita será de 14.638,92 euros e a despesa 13.900 euros.

Os presidentes falam de modificações
O presidente da assembleia-geral, Leonel Costa, falou do material bélico que se conseguiu obter junto da Câmara Municipal da Figueira da Foz, dois canhões antigos abandonados naquele município, que foram doados e colocados aqui sem qualquer encargo, salientando das dificuldades que têm encontrado, junto do Exército, obter seja o que for e por isso, como disse, a oferta figueirense «ultrapassou as nossas expectativas», o mesmo não tendo acontecido da parte da Força Aérea e da Marinha. Com estas ofertas, como afirmou Leonel Costa, «vamos ter três armas para colocar no Monumento e mais uma para colocar na sede da Associação, o canhão maior».
Quanto às informações do presidente da direcção, António José Travassos de Vasconcelos, elas foram no sentido de informar que a Associação vai ficar mais bem identificada, com identificação colocada junto à sede, bem como está a ser estudada a possibilidade de colocar um mastro na fachada da sede para posterior colocação das bandeiras da Associação, Município e a Nacional, que serão hasteadas em dias marcantes, com mais incidência aos domingos. A ampliação do Museu é outra satisfação que o presidente deseja ver concretizada, tendo em atenção o material que há para essa ampliação, dado que há sócios que têm entregado ofertas para que force a que esse projecto seja atingido. António Vasconcelos, depois de desfiar as actividades que ocorreram durante o ano, com saliência para as presenças no Mont’Alto, dia 15 de Agosto e Feira do Mont’Alto, bem como a passagem de ano e o Carnaval, não deixou de salientar o papel que as anteriores direcções tiveram e foi também por esse seu amor à causa que hoje «estamos a beber dessa sua boa administração».
E o Conselho Fiscal, na pessoa do seu presidente José Carlos Trindade Ventura, vincou também a boa administração que tem sendo seguida pela Direcção e por isso reconheceu a sua actividade com a atribuição de um voto de louvor, atribuindo outro voto à imprensa local, nomeadamente «A Comarca de Arganil» e Rádio Clube de Arganil, pelo seu bom desempenho jornalístico em relação das actividades da Associação, votos que tiveram o aceno unânime dos sócios, ampliados com aclamação.

Um ano cheio de actividades
O presidente António Vasconcelos apresentou o plano de actividades para 2014, as quais não diferem muito das anteriores. O aniversário será celebrado em 31 de Maio, tendo como referência a inauguração da requalificação do Monumento aos Mortos do Concelho; ida a Lisboa para assistir às cerimónias do 10 de Junho, como aliás já vem sendo hábito; a realização da tradicional sardinhada pelos Santos Populares, em Junho; presença no dia 15 de Agosto no Mont’Alto (romaria de Nossa Senhora) e em Setembro na FICABEIRA; organização de uma excursão no final de Setembro em itinerário a combinar, aceitando-se sugestões; 1 de Novembro a habitual lembrança dos mortos em combate, com colocação de flores nos monumentos de Arganil, Pomares e Abrunheira (S. Martino da Cortiça); realização do tradicional magusto em Novembro; encerrando o lote de actividades com a Passagem do Ano, em 31 de Dezembro.


ZÉ VASCONCELOS

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Marinha de Guerra Portuguesa



Medalha comemorativa do 50.º aniversário da incorporação de Abril de 1964

Já que a Marinha de Guerra foi uma aliada importante do Exército, da qual todos os seus elementos se davam bem e continuam a dar, numa aliança forte entre o Núcleo de Marinheiros e a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, onde a sua marca é forte em termos de haveres acomodados em Museu na sua sede, que é de todos e também da Força Aérea, os conterrâneos da Beira Serra, que fizeram parte da incorporação de Abril de 1964 como José Gomes, Amândio Coelho, Acácio Almeida, Rogério Tavares, António Cunha, Alfredo Brás e outros, deixam o convite para os que queiram comparecer que pertenceram a este recrutamento e não tenha sido contactado, ainda poderá fazer parte do almoço comemorativo que se vai realizar em Vale Milhaços (Almada), no dia 12 de Abril, contactando o «Filho da Escola», José Gomes, em Arganil, ou pelo telemóvel 963 018 181.
A fim de vincar a efeméride, foi mandada cunhar uma medalha, que vai a ilustrar este pequeno escrito.

JOSÉ VASCONCELOS.

Comemoração dos 50 anos Filhos da Escola - Recrutamento de 64

Filhos da Escola, Recrutamento de 64, vão comemorar os 50 anos dia 12 de Abril



quinta-feira, 27 de março de 2014

Relógios adiantam uma hora no próximo domingo


A hora portuguesa será adiantada na madrugada do próximo domingo, 30 de Março, para entrar no regime de Verão, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
Em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira à 01h00 da manhã de domingo, os relógios portugueses adiantarão para as 02h00.
Na Região Autónoma dos Açores, a mudança horária ocorre à meia-noite (hora local, mais uma no continente) e adianta para a 01h00.
Com o horário de verão os dias tornam-se mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol.
A mudança horária seguinte em Portugal será feita para a hora de Inverno no dia 27 de Outubro, com um atraso de 60 minutos da hora local.
Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira estão no mesmo fuso horário do Reino Unido, Irlanda, Islândia e das Ilhas Canárias, em Espanha.


terça-feira, 18 de março de 2014

FELIZ ANIVERSÁRIO


Hoje o nosso Presidente comemora o seu aniversário
Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas Felicidades
Muitos Anos de Vida

Abraço Fraterno Malangatana

hehehe Brincadeira de Militar

terça-feira, 11 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

37º Almoço Convivio de Marinheiros e Ex-Marinheiros da Armada


ATENÇÃO Filhos da Escola
Almoço Convivio de 2014.
divulgação aos filhos da escola e amigos.

domingo, 2 de março de 2014

Carnaval ACCA


Foi assim mais uma noite de folia.
Associação de Combatentes do Concelho de Arganil mostrou o seu melhor a todos os participantes.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Combatentes de Arganil vão «mascarar-se» em Quadra Carnavalesca



20 Balas p/ Pessoa

O dia 1 de Março é mais uma jornada de convívio que a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil vai levar a efeito, a partir das 20 horas, na Cerâmica Arganilense. Trata-se do Baile de Carnaval, que terá como animador o Trio GOMAPE - «Cherry on Top», de Arganil, que pela primeira vez actua em público. Por este facto será uma das atracções da noite, noite que terá como acompanhamento um jantar, para o qual a Direcção da Associação deseja que sejam muitos os participantes, para que a noite, apesar da crise existente, não esmoreça, porque «tristezas não pagam dívidas». 
Podem fazer as suas inscrições através dos contactos:
964 861 328 (Presidente António Vasconcelos)  
963 018 181 (Tesoureiro Zé Gomes).

JOSÉ VASCONCELOS

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

46 anos depois… de Moçambique a Almeirim


Novamente em convívio o Batalhão de Caçadores 1878

Foi no ano de 1966 que o Batalhão de Caçadores 1878 zarpou do Cais de Lisboa com destino ao centro de Moçambique (Zambézia). Depois de um ano naquele espaço do território moçambicano, abalou até ao norte, à zona de Moeda, mais propriamente a Nangololo, de onde se expandiram as suas companhias, para Miteda, Muidumbe e Nancatar, acabando a comissão de patriotismo em Montepuez, de onde saiu em Fevereiro de 1968, com destino a Lisboa, desde o cais de Porto Amélia.
Decorridos que são 46 anos, as mesmas forças, agora fragilizadas com a perda de alguns (muitos já) dos seus militares, na reforma civil, teimam em manter a chama da união e da amizade que naquelas terras se viveram. Assim, a comissão, formada por Manuel Tomé, natural de Amoreira (Pampilhosa da Serra) e Francisco Sabino Lopes, continuam em não deixar perder a chama que ainda resta de alguns se irem encontrando, quanto mais não seja para sentirem o calor da amizade que ainda perdura, apesar dos 46 anos decorridos.
A operação da saudade e do fortalecimento de sentimentos, que está aprazada para o dia 16 de Março, terá lugar em Almeirim, no Restaurante Moinho do Vento, n.º 12. As inscrições, ao preço de 21 euros (adultos) e 10.50 euros (crianças com mais de 4 anos até aos 8 anos), podem ser feitas através de: Manuel Tomé – Rua Carvalho Araújo, 20-A – 1900 Lisboa; e Francisco Sabino Lopes, Rua de Angola, n.º 23-1.º, Esq. – 2735-231 Cacém.
JOSÉ VASCONCELOS


NOTA: Segundo os organizadores, a partir do dia 10 de Março já não se aceitam mais inscrições.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Amigo e sócio da Associação não resistiu às garras da morte



Decorria o dia 3 de Janeiro e a parte da tarde foi fatal para um sócio e amigo da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil. Doença cerebral (aneurisma) não permitiu que ANTÓNIO MANUEL BRÁS, com apenas 57 anos de idade, continuasse a gozar as nossas instalações e a participar nas organizações da Associação, como tinha participado, com a família, na Passagem de Ano, com tanta alegria, tanto regozijo. Foi a enterrar no dia 9 deste mês de Janeiro. Militar garboso da Guarda Nacional Republicana, tinha em 2012 passado à reserva. Centenas de pessoas, entre elas camaradas da GNR, antigos comandantes e outros superiores que com ele privaram, estiveram presentes, tanto no velório, realizado na capela de Nossa Senhora da Luz, nas Barras, terra onde tinha vivia, como depois no funeral, em direcção ao cemitério da sede da sua freguesa, Candosa, pois era natural de Várzea.


Dois momentos impressionaram a enorme multidão. Primeiro, o transporte da urna, que ia coberta pela Bandeira Nacional, pela farda de gala e da boina de paraquedista, pois o Brás também se honrava de ter pertencido aos boinas-verdes, por amigos e antigos colegas do Posto da GNR de Tábua, em cujo quartel permaneceu mais de vinte anos, depois de ter passado por Alpedrinha e Arganil; segundo, quando o caixão baixou à terra o som estridente das salvas de tiros verificados. Esta situação impressionou bastante, porque a maior parte, sobretudo os que se envolveram na chamada Guerra do Ultramar, sabe avaliar o que foram e são estes momentos. Não houve ninguém que não vertesse lágrimas de amargura e de dor, tanto mais que o António Brás foi sempre um militar e cidadão íntegro, honesto, humilde, coração bondoso, um bom conselheiro, amigo do seu amigo. Por isso é que a esposa, Dr.ª Margarida Alexandra Lourenço Almeida Travassos Vasconcelos e Brás, antes do ataúde ser levado para a sepultura, em breves palavras, vincou isso mesmo: que todos lhe sigam o exemplo, pois ele sempre defendeu e cumpriu com orgulho, honra e humildade o desígnio da GNR: a Lei em prol da Grei.






Recorde-se que o Brás foi também caçador e motard e por isso estas duas facetas também lhe granjearam muitas amizades, para além de ter pertencido às forças especiais da GNR, durante quatro anos.
E para que fique vincado o que na verdade foi a figura do GNR António Brás, aqui fica o louvor que lhe foi conferido em 13 de Julho de 2006.
É um louvor que honra qualquer cidadão militar, da forma como é lavrado, contendo uma leitura muito honra e dignifica a quem é dirigido.
Numa atitude louvável, a viúva de António Brás ofereceu a boina dos para-quedistas à Associação, a qual vai ficar em lugar especial, bem como o louvor, enriquecendo assim o já importante e diversificado museu que a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil.
Numa atitude louvável também, a Associação, em reunião recente, aprovou um voto de pesar em memória de António Brás, que ficou exarado em acta.


Também os corpos sociais da Associação estiveram em peso no acompanhamento do malogrado Brás, à sua última morada.

Zé Vasconcelos