terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mais de 50 marinheiros fizeram de Arganil a sua base

- Homenageado o saudoso arganilense-marinheiro Fernando Vasconcelos


No domingo, dia 2 de Setembro, foi assinalado o 40.º aniversário do Núcleo de Marinheiros, em cuja cerimónia foi homenageado o principal fundador, Fernando da Costa Vasconcelos, que ainda hoje, conhecido como «O Marinheiro», foi combatente na Índia, em 1961, como fazendo parte da guarnição do navio Afonso de Albuquerque e demais marinheiros, entretanto falecidos.


No domingo, logo de manhã, começaram a aportar à sede do Núcleo, que é também a sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, os «Filhos da Escola», a fim de iniciarem a festividade de comemoração dos 40 anos de existência do Núcleo de Marinheiros, que com as famílias trazidas, o número subiu para mais de 70 convivas, entre os quais o comandante José António Rodrigues Pereira, que «se não fosse ele e o comandante António José Costa Mateus, “filho da terra”, não teríamos um museu tão grandioso como o que temos», como afirmou José Gomes, líder do Núcleo.

E em tom festivo, com abraços e o contar de episódios passados, que o presidente da assembleia-geral da Associação, Abel Fernandes, saudou todos os presentes, deixando palavras amistosas para o seu presidente, António Vasconcelos, que não pôde estar presente devido a convalescença por ter sido atropelado. Sentiu-se lisonjeado de mais uma vez sentir «o vosso calor de amizade» e desejou a todos «um dia grande», e foi mesmo…


José Gomes, na sua intervenção, não deixou de recordar o papel que Fernando da Costa Vasconcelos teve na fundação do Núcleo, um «marinheiro que amava a sua terra e não menos a Marinha de Guerra Portuguesa», recordando que foi graças a este arganilense que o Núcleo foi criado, começando por mobilizar os marinheiros do concelho para almoços de convívio, estando presente em aniversários de várias «Escolas», feiras e representações em unidades da «nossa Marinha», mantendo sempre o espírito Naval. Depois de ter tido sido feito prisioneiro na União Indiana, e regressado à sua terra, após libertação, manteve sempre «uma certa irreverência», sendo por isso conhecido, como militar, “Tedyboy”, «era amigo do seu amigo, era um regá-lo ouvi-lo cantar o fado, era um Marinheiro dos sete costados». Ao recordar os restantes «Escolas» - 1.º tenente Fernando Gomes Loureiro, João Alberto César e António Vaz – José Gomes, afirmou que naquele espaço está «em exposição material que nos honra, mostrando a quem nos visita de que a Marinha de Guerra está presente», já que a Associação engloba os três ramos das Forças Armadas – Marinha, Exército e Força Aérea - com representações nos órgãos sociais. Não deixou de nomear os nomes que com ele partilham os deveres do Núcleo: José Guerreiro, Rui Mota, João Pimenta, José Luís Soares.


Se António Campos Fonseca recordou, emocionado, Fernando de Vasconcelos, que a ele deve ter ingressado na Marinha, foi o presidente da Junta de Freguesia, João Travassos, também ele «Escola», a elogiar o trabalho que o Núcleo e a Associação têm desenvolvido em termos de memória e de convívio, sendo mais uma vez com orgulho que vivia este encontro festivo, fazendo votos para que continuem, «porque estes momentos são necessários, porque nos mantêm vivos».

Que sendo «o mais importante são as pessoas», o vereador Prof. António Seco analisou este conceito como momentos que fazem memória, um exemplo de amizade, que foi desenvolvida em momentos bons e maus, num dever em defesa da Pátria, que afinal é reconhecido por todos, não deixando de lembrar que os tempos de hoje são diferentes, «mais perigosos» e salientou o papel das duas colectividades, que envolve união e amizade e deixou a nota: «que todos se sintam bem e que venham sempre».


Depois das intervenções, debandou-se em direcção ao Memorial, onde familiares de alguns marinheiros depuseram ramos de flores, com a declamação do nome de cada um deles com PRESENTE!, seguindo depois para o Mont’Alto, onde no restaurante foi servido um lauto almoço.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Feira do Mont'Alto e Ficabeira 2017

Tamos lá a pensar em todos vós
Aguada-mos a vossa visita, stand nº 21




segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A unidade das Associações de Combatentes - Unicidade ou Unidade?

Na inauguração do monumento concelhio de homenagem aos Combatentes do Ultramar de Pampilhosa da Serra, ouvimos o apelo para que as Associações passem a ser Núcleos da Liga dos Combatentes. Ouvimos o mesmo discurso em Sernancelhe perante o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. A resposta educadamente, para quem as convidou para aquelas cerimónias, e por respeito aos homenageados, não foi dada. Há 4 meses, numa reunião no Ministério da Defesa, as Associações presentes foram confrontadas com a mesma ideia. Só que aí puderam exprimir a sua opinião.
Será legítimo este apelo nestas cerimónias, alongando por um extenso panegírico das realizações da LIGA?
Estou habituado, por quase 40 anos de profissão, a falar e a ouvir, a ter de ouvir quando a outra parte fala, e que esta me ouça quando da minha vez. Obrigatoriamente! Sob pena da decisão ser nula.
A unidade constrói-se: ouvindo sempre, olhando o outro como igual, discutindo os assuntos e agregando esforços para obter consensos, ou quando eles não forem possíveis, prevalecendo o vodo da maioria.
A unicidade tem subjacente a ideia de uma organização única, que se basta a si própria e aos seus e por vezes se quer impor aos outros.
Para quem tem memória e é capaz de discutir ideias sem discutir pessoas, esta foi uma questão essencial da democracia portuguesa nas organizações representativas dos trabalhadores.
Há hoje entre combatentes quem confunda unicidade com unidade, e o faz conscientemente. Mas por quê?
As Associações não são donas dos Combatentes. As Associações não podem nem devem andar a arrebanhar ou sobrepor-se umas às outras. (Há exemplo triste deste procedimento e até no estrangeiro. Nunca publicamente o denunciei, pois entendi que os aderentes o fizeram por decisão deles, bem ou mal informados, ou sem ouvir quem deviam).
Haja a coragem de discutir os assuntos.
No lugar próprio. Com serenidade.
E aprendendo sempre com o passado… para não nos queixarmos dos mesmos erros no futuro.
P’la Direcção da ANCU, - António Ferraz.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

40º Aniversário - Almoço Convívio "Filhos da Escola"



O Núcleo de Marinheiros de Arganil, tem o prazer de convidar todos os marinheiros/filhos da escola e outros amigos a estarem presentes no dia 03 de Setembro de 2017 para o almoço de aniversário dos 40 anos do NMA.


domingo, 30 de julho de 2017

Casal de Gaia disse maravilhas da nossa Sede


Entretanto, um casal de Gaia, que veio de visita à nossa Sede, acompanhado de um filho de idade jovial, ficou maravilhado com a sede da Associação de Combatentes de Arganil e tanto assim foi que deixou uma mensagem no Livro de Honra, como aliás fica patente com a mensagem que vai anexa e que se transcreve:
«Obrigado pela hospitalidade, pela simpatia e partilha de conhecimentos… Um bem-Haja e até um dia…».

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Altas figuras visitaram a sede da Associação





Depois de vários elementos directivos da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil e do Núcleo de Marinheiros terem assistido à inauguração do Memorial da Associação de Combatentes de Pampilhosa da Serra, tiveram a honra de, no regresso, terem recebido na nossa sede o Comandante Rodrigues Pereira e o Comodoro Jesus Silva, tendo este, que ainda não tinha ali entrado, ficado extasiado com aquilo que ali encontrou.
Pela mensagem que deixou escrita no Livro de Honra, o Comodoro Jesus Silva exprime-se assim:
«Preservar o Passado é sempre a melhor maneira de projectarmos o futuro, no intuito de honrarmos o labor dos que nos antecederam. Parabéns pelo labor e continuem, rumo ao futuro»






quarta-feira, 26 de julho de 2017

Obrigado Prof. Dr. António Inácio pelos livros oferecidos



Graças ao envolvimento que a nossa Associação de Combatentes tem tido ao longo dos anos, perante as comunidades, sejam militares ou não, tem dado os seus frutos, porque alguns amigos, sabendo da nossa feição para diversos tipos de sensibilidade, sobretudo em literatura, há amigos que não esquecem esse pormenor e vão enriquecendo tanto o nosso museu com a nossa biblioteca.
Por via disso, o Presidente da Associação recebeu há dias um lote de livros do Prof Dr. António Inácio Correia Nogueira, que os ofereceu para venda e cuja receita reverterá a favor da instituição. Acompanhou a encomenda um cativante carta.
É com estes gestos que a nossa Associação é grande em solidariedade e convívio, onde todos se sentem bem, tanto mais tendo como riqueza um exterior e interior da sede dignos de registo histórico.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Um orgulho para esta Associação



Como todos sabem, o Núcleo de Marinheiros de Arganil, está sediado na sede da nosas Associação de Combatentes, onde partilha também o enriquecedor museu, tem sido um emblema Arganilense onde quer que se desloque. Recentemente, nas comemorações do Dia da Marinha, que tiveram lugar nos Municípios da Póvoa do Varzim e Vila do Conde, o presidente do Núcleo, José Gomes, recebeu uma carta do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro, na qual expressa que «a participação da Associação no desfile (com vários elementos, alguns deles uniformizados a rigor), realizado no dia 21 de Maio, na Av. Infante D. Henrique, em muito contribuiu para que o nosso sucesso das comemorações fosse assegurado, desiderato plenamente conseguido». A carta, acompanhada por diploma de reconhecimento e a medalha comemorativa do Dia da Marinha, tem «o sentido de imortalizar a vossa participação».

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Nosso MUSEU

Ao dispor de todos aqueles que quiserem honrar-nos com a sua visita




































quinta-feira, 13 de julho de 2017

Na sede da Associação defenderam-se os interesses dos Combatentes Portugueses


No sábado, dia 1 de Julho, a Casa do Cantoneiro, no Bairro do Prazo, onde está instalada a sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, realizou-se a primeira reunião da Federação Portuguesa das Associações de Combatentes, de uma nova série agora iniciada, a qual teve como objectivo defender os interesses dos Combatentes que pisaram solo africano em defesa dos bens pátrios.

Presentes diversas Associações. Além da de Arganil, a de Mangualde, Castelo de Paiva (da qual fazem parte duas senhoras), Pampilhosa da Serra, Tábua, Braga, Tondela, Movimento Cívico do Combatente, Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra. Embora fossem convidadas outras, que não puderam estar presentes, a reunião foi presidida pelo presidente da Federação, Dr. Augusto Lopes Freitas, sendo moderador o Dr. António Ferraz, da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar.

Entre as diversas intervenções, e colocadas na mesa diversas sugestões e pareceres que já foram postos em acção, mas que não tiveram resultados práticos, inclusivamente nos corredores da Assembleia da República, foi apresentada uma proposta, que depois de apreciada e discutida foi aprovada por unanimidade.

A proposta apresentada e votada unanimemente, e «porque os portugueses combatentes mereciam mais…», tem como alinhamento prioritário:

- «Que no próximo Orçamento Geral do Estado se consigne a todos os antigos Combatente (a isenção do pagamento das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde e a isenção de qualquer tributação, nomeadamente de IRS no complemento, 2 e acréscimo vitalício de pensão previstos na Lei 3/2009 de 13-1);

- Que se institua o Cartão de Antigo Combatente, para facultar o acesso a quaisquer benefícios que lhes sejam concedidos e como símbolo do reconhecimento do seu serviço à pátria e às Forças Armadas; e «Que o acesso à rede Nacional de apoio (D.L. 50/2000 de 07/04, não tenha somente como objectivo a qualificação do antigo combatente como deficiente das Forças Armadas, mas também, e sempre, a prestação de cuidados de saúde específicos, decorrentes da sua situação de antigo combatente».

Esta justificação tem por base que «Quase a totalidade dos antigos combatentes têm mais de 65 anos de idade, que prestaram um serviço à Pátria, muitas vezes com risco da própria vida e na maioria das situações sem remuneração condigna, sem previdência social e com sequelas graves na sua própria saúde», que «hoje muitos deles têm pensões de miséria».

Nesta proposta realça-se ainda que «O Cartão de Antigo Combatente será um instrumento prático de acesso a quaisquer benefícios atribuídos ou a atribuir aos

antigos Combatentes». Além do mais, «será também um símbolo do reconhecimento do Estado e das Forças Armadas àqueles que, pela Pátria e prestigiando as Forças Armadas lutaram por Portugal».

Acrescenta ainda a proposta que «o suplemento, complemento e acréscimo vitalício anuais, nos montantes de 75€, 100€ e 150€ são irrisórios e sujeitos ainda às taxas de tributação previstas do IRS».

Embora ali tivesse sido vincado que os governantes, quer uns e outros, desde o 25 de Abril, não olhem com bons olhos os Combatentes, porque somente têm em atenção a Liga dos Combatentes, que sendo uma instituição governamental não olha a direito as Associações então criadas, que são a pura defesa do Combatente que combateu nas Áfricas, então portuguesas.

Esta proposta vai ser enviada ao Governo (Ministério do Exército), aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e ao Presidente da República.

Antes da ida para o almoço, realizado no salão do Mont’Alto, ficou aprazada a próxima reunião para Setembro, em Braga, já que estas reuniões são feitas, agora, por ordem alfabética de cada localidade onde estão sediadas as respectivas Associações.