Ao dispor de todos aqueles que quiserem honrar-nos com a sua visita
quinta-feira, 20 de julho de 2017
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Na sede da Associação defenderam-se os interesses dos Combatentes Portugueses
No sábado, dia 1 de Julho, a Casa do Cantoneiro, no Bairro do Prazo, onde está instalada a sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, realizou-se a primeira reunião da Federação Portuguesa das Associações de Combatentes, de uma nova série agora iniciada, a qual teve como objectivo defender os interesses dos Combatentes que pisaram solo africano em defesa dos bens pátrios.
Presentes diversas Associações. Além da de Arganil, a de Mangualde, Castelo de Paiva (da qual fazem parte duas senhoras), Pampilhosa da Serra, Tábua, Braga, Tondela, Movimento Cívico do Combatente, Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra. Embora fossem convidadas outras, que não puderam estar presentes, a reunião foi presidida pelo presidente da Federação, Dr. Augusto Lopes Freitas, sendo moderador o Dr. António Ferraz, da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar.
Entre as diversas intervenções, e colocadas na mesa diversas sugestões e pareceres que já foram postos em acção, mas que não tiveram resultados práticos, inclusivamente nos corredores da Assembleia da República, foi apresentada uma proposta, que depois de apreciada e discutida foi aprovada por unanimidade.
A proposta apresentada e votada unanimemente, e «porque os portugueses combatentes mereciam mais…», tem como alinhamento prioritário:
- «Que no próximo Orçamento Geral do Estado se consigne a todos os antigos Combatente (a isenção do pagamento das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde e a isenção de qualquer tributação, nomeadamente de IRS no complemento, 2 e acréscimo vitalício de pensão previstos na Lei 3/2009 de 13-1);
- Que se institua o Cartão de Antigo Combatente, para facultar o acesso a quaisquer benefícios que lhes sejam concedidos e como símbolo do reconhecimento do seu serviço à pátria e às Forças Armadas; e «Que o acesso à rede Nacional de apoio (D.L. 50/2000 de 07/04, não tenha somente como objectivo a qualificação do antigo combatente como deficiente das Forças Armadas, mas também, e sempre, a prestação de cuidados de saúde específicos, decorrentes da sua situação de antigo combatente».
Esta justificação tem por base que «Quase a totalidade dos antigos combatentes têm mais de 65 anos de idade, que prestaram um serviço à Pátria, muitas vezes com risco da própria vida e na maioria das situações sem remuneração condigna, sem previdência social e com sequelas graves na sua própria saúde», que «hoje muitos deles têm pensões de miséria».
Nesta proposta realça-se ainda que «O Cartão de Antigo Combatente será um instrumento prático de acesso a quaisquer benefícios atribuídos ou a atribuir aos
antigos Combatentes». Além do mais, «será também um símbolo do reconhecimento do Estado e das Forças Armadas àqueles que, pela Pátria e prestigiando as Forças Armadas lutaram por Portugal».
Acrescenta ainda a proposta que «o suplemento, complemento e acréscimo vitalício anuais, nos montantes de 75€, 100€ e 150€ são irrisórios e sujeitos ainda às taxas de tributação previstas do IRS».
Embora ali tivesse sido vincado que os governantes, quer uns e outros, desde o 25 de Abril, não olhem com bons olhos os Combatentes, porque somente têm em atenção a Liga dos Combatentes, que sendo uma instituição governamental não olha a direito as Associações então criadas, que são a pura defesa do Combatente que combateu nas Áfricas, então portuguesas.
Esta proposta vai ser enviada ao Governo (Ministério do Exército), aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e ao Presidente da República.
Antes da ida para o almoço, realizado no salão do Mont’Alto, ficou aprazada a próxima reunião para Setembro, em Braga, já que estas reuniões são feitas, agora, por ordem alfabética de cada localidade onde estão sediadas as respectivas Associações.
domingo, 2 de julho de 2017
Depois da Caminhada uma boa sardinhada
Continuando a saga das suas realizações, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil levou a efeito mais um evento, no dia 25 de Junho de 2017, evento que faz parte do seu calendário. Desta vez foi a caminhada-sardinhada.
A caminhada teve um percurso «leve», já que a idade dos Combatentes, e de algumas das suas companheiras, não permite grandes esforços, apesar de, na mesma, ter aderido muita juventude.
A sardinhada realizou-se à hora do almoço, tendo tido uma aderência bastante boa. Houve alegria e boa disposição, e paralelamente bom apetite que, tudo conjugado, é o mais importante.
Apresentamos algumas fotos que testemunham o acontecimento.
Uma palavra aos colaboradores que estiveram à altura, que todos disseram: para o ano há mais.
sábado, 1 de julho de 2017
Associação dos Combatentes de Arganil: Uma porta aberta
A Associação de Combatentes do Concelho de Arganil continua a receber, na sua sede, os homens que, no passado, foram combatentes nas ex-Províncias ultramarinas.
Assim:
No dia 6 de Maio/2017 estiveram connosco na sede, a Companhia 8352 e no dia 27 do mesmo mês, a Companhia 3491, que ambas se movimentaram na Guiné.
Estes encontros foram organizados, além de outros elementos, pelos nossos conterrâneos, respectivamente, Fernando Costa e Mário Castanheira.
terça-feira, 27 de junho de 2017
No 37.º aniversário da Delegação de Viseu da Associação de Comandos
Em 14/05/2017, no RI 14), a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil esteve representada nos convívios de antigos militares, em Mangualde e Vila do Conde e ultimamente, na festa da Associação de Comandos (Delegação de Viseu). Nesta presença foram proferidas palavras de circunstância pelo seu presidente, Manuel Magalhães e em seguida também o antigo oficial da 5.ª Companhia de Comando na Guiné, António Fernandes Pinto Morais, na leu o seu discurso, que dada a sua importância, aqui se transcreve:
Sinto-me feliz por celebrar hoje convosco este 37.º aniversário da nossa Delegação. É por tal motivo mais do que suficiente para aqui expressar os nossos PARABÉNS a todos quantos contribuíram para atingir esta meta. Mas por outro lado sinto-me tão orgulhoso por fazer parte desta comunidade. E sabem porquê?
Porque os Comandos constituem uma comunidade com uma identidade própria, que se integra numa comunidade social mais vasta: UM POVO.
Uma comunidade com símbolos: O código, o crachá, o estandarte, a boina vermelha, são alguns dos mais representativos.
E obviamente sem deixar de sublinhar, o conhecimento, a consideração, o orgulho e o respeito pelos dois ícones representativos deste Povo: a Bandeira de Portugal e o Hino Nacional.
E a nossa história, construída por milhares de operacionais, merecedores dos mais elevados elogios, reconhece-os como os melhores combatentes, “que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando”.
E aquela simbologia que caracteriza uma identidade, expressa-se no Código Comando, na exaltação dos valores:
“O Amor à Pátria”. “O Amor ao trabalho”. “O espírito de sacrifício”. “A prática da camaradagem”
“A prática da solidariedade”. “A Afirmação de pessoa de carácter leal e determinado”
“A Recusa da indignidade e da mentira”. “A exaltação dos que lutaram e venceram os obstáculos”
“O servir sem preocupação de paga”. “O cumprimento da missão”
Depois, não há ex-Comandos. Só Comandos. Nas fileiras e fora delas. No activo e na reserva. Uma vez Comando é-se sempre Comando.
Os Comandos são homens que, ficaram para sempre ligados entre si, porque se identificam com determinados princípios.
É um processo imparável, independente da vontade deste ou daquele elemento do grupo. É sabido que os grupos atingem maior ou menor importância social, em resultado do desempenho de alguns dos seus membros, que pelas suas características, podem incutir (ou retirar) maior dinâmica ao próprio grupo. Os símbolos formam-nos num grande colectivo, uno coeso e forte.
Um frémito percorre o nosso corpo ao vermos ou ouvirmos um dos símbolos que gravámos no nosso ego. Quando sentimos esta emoção, sabemos que pertencemos ao grupo.
Acontece o mesmo quando vemos uma miniatura do crachá numa lapela, um autocolante colado no pára-brisas, uma tatuagem no braço ou ao ouvirmos o grito MAMA SUME.
E mesmo afastados de um convívio frequente ou desenquadrados das estruturas formais – Batalhões, Companhia, Associação, fazemos parte deste grupo.
Há um sentimento de pertença ao grupo, mesmo quando nos afastamos da estrutura ou quando nos afastam (expulsão). Um Comando será sempre, para si próprio e para os outros um Comando. O Frémito permanece. Já transcende a racionalidade. É do exclusivo domínio das emoções.
Numa religião chamar-se-ia a ISTO crença. Num partido convicção. Num grupo como os “Comandos” como se designará?
Nesta comunidade alcança-se a maioridade. Anteriormente conhecemos a existência do grupo, respeitamos, a sua “áurea” a sua “mística”, desejamos ser um “deles”. A entrada é altamente exigente, muitas vezes até violenta. E é nesse clima de tensão levado ao extremo que gravamos a nossa simbologia. Na quente, prova de fogo moldamo-nos e moldam-nos. Participámos nos ritos de passagem. Já não voltaremos ao ponto de partida, após as experiências dos teatros operacionais. A viagem não tem regresso. Entranha-se. Interioriza-se e define-se: “Quero e Posso”.
E nesta viagem sem regresso, chegámos melhores mas diferentes. A intensidade física e psicológica do Curso de Comandos, individualiza-nos e distingue-nos. Assim nos temos formado nos últimos 50 anos. Razão porque os Comandos se tornaram num “grupo social” forte e respeitado na comunidade em que se integram. Porque, em caso de ameaça à nossa soberania, em tempo de crise de valores, do desmoronamento social, da desunião, e da fragilização dos grupos (se bem que continuem activos os grupos corporativos na defesa dos seus interesses profissionais, políticos ou económicos) ou em que os grupos se transformam em turbas animistas (como as claques dos clubes), os Comandos permanecendo vinculados à defesa dos seus ideais, intervêm e participam quando necessário, sem que para tal tenham de ser convocados. A sua identidade simbólica é a chama que nunca se apaga e o estímulo que nunca enfraquece.
Aqui reside o “Mistério”, pois os “Comandos” sem os seus símbolos perderiam a sua verdadeira identidade.
Razões porque se afirmam, e não se importam que alguém lhes diga “tu sabes vencer, mas não sabes tirar proveito da tua vitória”.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Mais um aniversário com muita vida e amizade
3 de Junho, dia que o calendário marcou mais um
aniversário da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil – 11 anos – que
o seu presidente da direcção, António José Vasconcelos, considerou que é graças
ao empenhamento diário de todos, bem como associados e amigos, que diariamente
cumprem a sua palavra para com a Associação, a fim de «fazer desta casa uma
casa grande, não só fisicamente, mas grande no nome para engrandecer o concelho
e todos aqueles que acreditaram e acreditam em nós».
E foi perante muitos combatentes, entre eles
representantes de Associações de outros concelhos, com ou sem estandartes, que
decorreu a abertura destas comemorações, na sede da Associação, que o
Presidente da Direcção afirmou ainda que a «Associação tem neste momento uma
marca histórica de determinação», que procura continuar, pois ela «é feita de
um grande trabalho de equipa nesta casa», e que «assim será nestes próximos
anos… depois, depois só Deus saberá». Não deixou António de Vasconcelos de
agradecer à Câmara Municipal, na pessoa do seu presidente, que em final de
mandato, muito contribuiu para que este sucesso fosse possível, esperando, no
entanto, que «continue a ajudar-nos» e também a Junta de Freguesia lhe mereceu
encómios pelo apoio prestado.
Sendo o Museu uma «arma» forte de recordações e
de afirmações, que tem sido elogiado pelos que nos visitam, agora mais
ampliado, o Presidente da Direcção não deixou de agradecer a altos comandos
militares a forma como participaram nesta riqueza histórico-militar, citando o
Tenente-General Campos Gil, ex-vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, agora na
reserva, e o Major Moreira da Silva, em serviço em Tancos. Não esqueceu o nosso
conterrâneo Tenente-Coronel Albino Tavares, «que igualmente nos tem ajudado no
então deficit de peças museológicas».
Para o presidente da assembleia-geral estes
encontros são sempre motivadores «para continuarmos a manter-nos de pé», onde o
diálogo, a amizade, a solidariedade são valores que todos mantêm e que os que
estiverem no Ultramar Português «parece que foram vacinados, porque hoje
mantemos energias para prosseguir». Depois de Abel Fernandes ter elogiado o
papel das mulheres em tempos de ausência em terras africanas, ali em grande
número, teve palavras amistosas para com o Presidente da Direcção, «homem
permanente», não esquecendo o tesoureiro José Gomes e toda a equipa, que têm
engrandecido «esta casa que só nos enriquece a todos». Também elogiou o papel
que o Eng. Ricardo Pereira Alves «em nos ter entregue esta casa, a par de
diversas contrariedades e em boa hora o fez» e por isso deixou o repto para
«que o seu nome seja perpetuado naquela casa».
Em representação da Junta de Freguesia de
Arganil, Pedro Alves relevou os valores porque todos, nessa altura defendiam,
que eram «os valores da nossa Pátria», e por isso «jamais se pode esquecer o
que vocês fizeram» e lamentou que não haja informação sobre este motivo, para
que «não se fale apenas de coisas que nos aterrorizam, mas de paz e de
concórdia».
Elogiando o mérito que todos tiveram em
transformar «esta casa em encontro e amizade», o Presidente da Câmara afirmou
que sempre «acreditei em todos vós a transformação deste espaço», louvou a
dinâmica que lhe foi dada, que reflecte a memória, dizendo que hoje o país que
temos em parte se deve aos Combatentes, e um povo que tem futuro tem memória,
defendendo causas, como «vocês as defenderam».
Proferidas palavras por Armando Nascimento, de
Pomares, de António Miranda, da Associação de Penacova e de Manuel Pereirinha,
da AVEC, a deixarem saudações à Associação aniversariante, e trocas de
lembranças, o Dr. Ferraz, da Associação de Tondela, a anunciar que no próximo
dia 1 de Julho a Associação de Combatentes de Arganil terá no seu reduto a
reunião da Federação Nacional de Combatentes, onde vão estar presentes todas as
Associações.
Após esta sessão, feita no átrio da Associação,
todos se dirigiram ao Sobreiral, onde foi prestada homenagem aos Combatentes do
Concelho que tombaram no conflito ultramarino, e onde foram depostas ramos e
palmas de flores, acto que foi seguido de um minuto de silêncio e cantado o
Hino Nacional. Proclamado cada um dos seus nomes com um «Presente!...», a
caravana seguiu para o Mont’Alto, em cujo restaurante se realizou o almoço de
convívio, que se prologou até tarde.
ZÉ DE VASCONCELOS
sexta-feira, 9 de junho de 2017
sábado, 6 de maio de 2017
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Stress pós-traumático: mais de 40 anos depois, a guerra colonial ainda faz vítimas
Nasceu no Hospital das Forças Armadas uma unidade de saúde mental capaz de responder às centenas de militares com problemas.
Adriano Amado tem quase 77 anos e só em 2015, duas décadas após o início do processo, é que foi oficialmente diagnosticado como Deficiente das Forças Armadas (DFA) por causa do stress de guerra.
A aguardar marcação de uma consulta na Associação dos DFA (ver entrevista ao lado), o veterano de guerra reformado do Casino Estoril com 42 anos por invalidez é um dos muitos - como as quatro dezenas que este ano viram reconhecida a sua incapacidade por questões de saúde mental, ou a meia centena qualificada como DFA em 2016 pelas mesmas razões - que vão poder ser atendidos no recém-inaugurado Centro de Saúde Mental do Hospital das Forças Armadas (HFAR).
O diretor do Hospital das Forças Armadas, brigadeiro-general António Tomé, na Sala da Musicoterapia
| NUNO PINTO FERNANDES/GLOBAL IMAGENS
Adriano Amado, que vive com a mulher e uma filha, cumpriu o serviço militar obrigatório entre 1962 e 1965, em Angola. Enfermeiro do Exército, recorda ao DN que "as coisas começaram a complicar-se logo" que regressou à Metrópole e "devido aos problemas" vividos "no mato". Seguido durante anos por médicos civis, pois "não tinha conhecimento de nenhum apoio militar", o antigo primeiro-cabo recorreu à ADFA quando "há uns 20 anos" soube que poderia obtê-lo.
Aberto o processo, este "andava de um lado para o outro... em 2015 fiz uma consulta de psiquiatria, disseram que ia ficar com 40% de incapacidade" por distúrbios de stress pós-traumático de guerra. A receber a pensão desde dezembro desse ano, Adriano Amado aceita contar alguns pormenores da sua vida: "Nunca mais fui enfermeiro... quando vim de África não consegui fazer mais" nada nesse domínio, depois de ter andado "a apanhar bocados de colegas espalhados no mato."
Foram "situações muito complicadas... colegas com quem estava a comer, a quem dava água do cantil e minutos depois estava a apanhar" os seus restos mortais, evoca Adriano Amado, que "de vez em quando [vai] à aldeia para mudar de ambiente a conselho médico". A tomar dezena e meia de comprimidos por dia, sem dormir em muitos deles, diz não conseguir falar sobre a doença. "Não estou em condições", responde, de forma entrecortada. "Há dias que não posso falar com ninguém. Hoje é um dia em que estou um pouco melhor e por isso estou a falar", acrescenta o antigo militar, reformado nos anos 1980 por dificuldades a nível profissional.
O Hospital das Forças Armadas tem um pólo em Lisboa (na foto) e outro no Porto.
Inauguração:
Os problemas do stress de guerra merecem hoje uma atenção inexistente durante anos, pois os militares destacados para missões no estrangeiro são acompanhados antes, durante o aprontamento e no regresso, conta ao DN a major Marianne Cordeiro, psicóloga no Edifício da Saúde Mental do HFAR, inaugurado oficialmente no dia 6 pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Pina Monteiro.
"O próprio militar e o comando estão atentos, pelo que os primeiros sinais são atacados logo" pela parte clínica e "não se desenvolvem situações complexas" nem os casos específicos de stress de guerra "chegam a ser tão agudos", indica a oficial da Força Aérea, enquanto mostra as salas para terapia individual e de grupo, os espaços para testes e análises neuropsicológicas ou psicoeducação de quem precisa de "ganhar rotinas de reabilitação" (como usar utensílios à mesa).
A capitão-tenente Inês Nascimento (à esquerda na foto) e a major Marianne Cordeiro chefiam
as áreas de psiquiatria e psicologia, respetivamente. | NUNO PINTO FERNANDES/GLOBAL IMAGENS
Este centro com controlos de acesso no pólo de Lisboa do HFAR resultou da fusão dos serviços dos três ramos das Forças Armadas, a partir de 2014, estando até agora a funcionar em instalações temporárias e apoiado em protocolos com hospitais civis e clínicas privadas, refere o seu diretor, brigadeiro-general António Lopes Tomé.
Médico neurologista da Força Aérea, António Tomé mostra-se convicto de que o centro de saúde mental das Forças Armadas "poderá ser uma área de excelência" e, se houver, com "capacidade sobrante para apoiar" o Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido às "novas instalações" e ao "pessoal formado e motivado" que está nas várias áreas: Hospital de Dia de Psiquiatria, serviços de Psicologia Clínica e de Saúde Ocupacional ou, ainda, o Centro de Epidemiologia e Intervenção Preventiva que dá apoio médico-sanitário aos militares enviados para missões no estrangeiro, elementos das forças de segurança, membros do Governo e diplomatas.
A capitão-tenente Inês Nascimento indica algumas "condições únicas" agora criadas, como a insonorizada Sala de Musicoterapia equipada com instrumentos musicais ou os quartos com janelas movidas por controlo remoto e espelhos especiais: "Não há nenhum serviço de psiquiatria no país com vidros inquebráveis", frisa a psiquiatra da Marinha.
No internamento, por estrear e onde há 13 camas - uma fixa ao chão, para receber doentes cujo estado os leva a fazer "coisas mirabolantes" - em sete quartos, também não há fios, cabides ou mobiliário que permita a automutilação ou suicídio, assinala o diretor, destacando ainda os meios de eletroconvulsioterapia - e que são uma "capacidade deficitária no SNS".
Fonte: Jornal "Diário de Noticias"
Fotos: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
terça-feira, 2 de maio de 2017
Convívio c/ Associação de Pampilhosa da Serra
O dia 28 de Abril ficará na história nos anais da Associação de
Combatentes do Concelho de Arganil. Saboreando uma caldeirada cozinhada e
oferecida pelo Zé Manel, de Pampilhosa da Serra, reuniu grandes autarcas, como
Carlos Alexandrino (Oliveira do Hospital), José Brito (Pampilhosa da Serra),
Humberto Oliveira (Penacova) e Ricardo Pereira Alves (Arganil), bem como o
pároco de Coja (Padre Rodolfo) e o médio, que já é arganilense (Manuel
Augusto).
Além de outros convidados combatentes, as palavras proferidas pelos
autarcas foram de realce e de admiração pelo que presenciaram naquela casa,
onde o espírito de amizade e de camaradagem foram tidas em conta. Não falando
das memórias que ali foram encontrar. Sobretudo os de fora prometeram voltar.
Mas que grande noite, que muito orgulha e orgulhará os Combatentes, a
Associação e Arganil.
domingo, 23 de abril de 2017
Dia da Marinha 2017
Filhos da Escola/Marinha
O Dia da Marinha 2017 volta ao Norte do país com a celebração da data da chegada de Vasco da Gama a Calecute na Índia a 20 de maio de 1498, a ser celebrada este ano na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde, duas localidades marcadamente marítimas e com grande devoção ao mar.
Este ano celebramos também os 700 anos do diploma régio em que D. Dinis outorgou o título de Almirante a Manuel Pessanha, a 1 de fevereiro de 1317. O contrato fixado pelo diploma régio evocado determinou a organização, de forma permanente, da Armada portuguesa, sendo o documento decisivo para o almirante Manuel Pessanha liderar o processo que tornou o país numa potência naval relevante.
Serão várias as atividades de interesse para o público que irão decorrer de 13 a 21 de maio. Dos vários pontos de interesse há a destacar exposições temáticas, desafio fotográfico, concertos da Banda da Armada, navios abertos a visitas, cerimónia militar com uma grande interação com a comunidade local, entre outras atividades a divulgar em breve.
Este ano celebramos também os 700 anos do diploma régio em que D. Dinis outorgou o título de Almirante a Manuel Pessanha, a 1 de fevereiro de 1317. O contrato fixado pelo diploma régio evocado determinou a organização, de forma permanente, da Armada portuguesa, sendo o documento decisivo para o almirante Manuel Pessanha liderar o processo que tornou o país numa potência naval relevante.
Serão várias as atividades de interesse para o público que irão decorrer de 13 a 21 de maio. Dos vários pontos de interesse há a destacar exposições temáticas, desafio fotográfico, concertos da Banda da Armada, navios abertos a visitas, cerimónia militar com uma grande interação com a comunidade local, entre outras atividades a divulgar em breve.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
“Filhos da Escola” Abril 1964 na ACCA
No passado dia 8, Arganil foi palco de encontro de marinheiros. Desta vez estiveram presentes “Filhos da Escola” do recrutamento de Abril de 1964 a festejar o seu 53º aniversário, que entre militares, familiares e amigos somaram mais de centena e meia de convivas. Da Base Naval de Lisboa (Portão Verde) largou um autocarro com destino a Arganil, tendo chegado pelas 11,30 horas.
A comitiva foi recebida na sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, por dois responsáveis da organização, Acácio Almeida e José Gomes, estes do nosso concelho e também pelo presidente da Associação, António Vasconcelos. Seguidamente aos visitantes foi oferecido um “porto de honra” para aconchego de estômagos.
Pelas 12,30 horas e já no memorial dos combatentes (Sobreiral) Abel Fernandes presidente da Assembleia da ACCA, saudou os presentes e de seguida foi feita uma simbólica homenagem aos marinheiros falecidos, sendo recordado o arauto destes convívios o Sargtº António Pereira da Palma falecido recentemente. Aqui a esposa do falecido D. Maria dos Anjos Palma e o Comandante Manuel Mendes, elemento também deste grupo de marinheiros, depositaram uma palma de flores, seguido de um minuto de silencio ao toque da música “Silêncio”. Nesta homenagem estiveram presentes o Vice-presidente da Câmara Municipal de Arganil, Dr. Luís Paulo Costa, o Presidente da Junta de Freguesia, João Travassos e o Comandante Jaime Lopes, oriundo do nosso concelho mais propriamente de Sobral Gordo.
Depois da fotografia de grupo, a comitiva dirigiu-se às instalações dos multiusos Cerâmica Arganilense onde foi servido um lauto almoço que a todos agradou. A animação karaoke esteve a cargo de Pedro Teixeira, filho de um marinheiro desta “escola”.
Compareceram marinheiros de norte a sul do país, estes que no ano de 1964 juraram que serviam com honra Portugal e a Marinha de Guerra Portuguesa. Que bela jornada esta, apesar de que cada vez são menos, pois a idade não perdoa. A organização esteve a cargo, em Almada, pelos “Filhos da Escola” Romão Durão e José Gião e em Arganil, Acácio Almeida, José Gomes e Ulisses Cadete. Chegou a hora de levantar “ferro” e pelas 19.30 horas estes marinheiros partiram para as suas moradas, felizes por mais um encontro, comentando que Arganil recebeu muito bem a comitiva.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
UM DIA ACONTECEU ASSIM
Tínhamos chegado ao nosso acampamento de Cambamba, havia apenas dois meses. A 19/07/1973, foi o meu pelotão e outro da 1ª C CAV, em conjunto com mais dois pelotões de Zemba, integrados numa “Operação” ao designado NUFUQUE (também designado pelo morro 1020) com a finalidade de ir ao objectivo.
Pernoitando no chamado morro da artilharia, fomos acordados bem cedo pelo som provocado pelas peças de artilharia, e dirigimo-nos ao “objectivo” com a finalidade de destruirmos tudo o que restava do bombardeamento.
Chegados a cerca de 500 metros fomos recebidos por tiros de arma automática, pelo que nos abrigámos, mas ripostadas por disparos do portátil morteiro 60 trabalhado pelo impecável apontador Fagundes. Com a passa - palavra chegou até mim o pedido para o 07 FONSECA chegar à frente, pois que era necessário neutralizar uma mina anti pessoal.
Inteirando-me de que me esperava e confirmado pelo Guia que apenas era só aquilo, procedi ao levantamento da mesma depois de tomadas todas as precauções. Tentei entrega-la ao meu carregador, mas este recusou-se a transporta-la pois disse que ela explodia e ele morria.
Chegados ao dito acampamento, que em termos de limpeza estava impecável, com bancos escavados no próprio terreno, e houve até um alferes (da 1ª C. CAV) que queria ali permanecer mais tempo e almoçarmos lá, mas depressa nos desmotivámos e abalámos tendo contudo queimado todas as palhotas, (daí as fotos já publicadas no Blogue do Batalhão). Porém os soldados nativos tiveram a ousadia de recolher todo o amendoim e outros bens que por lá encontraram.
Foi assim o primeiro “Baptismo “ de guerra para uns jovens maçaricos que mal sabiam retomar a picada para regressar ao acampamento.
Foi a partir desta altura que começámos a ouvir na rádio ”Maria Turra” que nos baptizou como os “JOVENS CAVALEIROS ASSASSINOS DE CAMBAMBA”.
******/*****
Baptizados que estávamos com o sobe e desce os morros e com o couro cabeludo macio do cacimbo “cacimbados”, coube-me um dia fazer uma coluna para ir levar os outros dois pelotões ao mato, para um operação de 2/3 dias, com saída do quartel a meio da tarde, e com local de apeamento para os lados de Mucondo, transitando por uma picada em que nunca tínhamos passado e quase intransitável.
Chegados ao local e após apeados os colegas que ficavam, deu-se a mensagem de partida da coluna, simplesmente que o amigo rádio “RACAL” pregou-nos a partida de não quer funcionar. Entretanto começou a anoitecer e hesitou-se entre o pernoitar em conjunto com os outros ou o avançarmos sem comunicações. Todo o resto do pessoal que estava no quartel estava incomodado com o nosso silêncio. Eu e o meu colega Moura tomámos a resolução de partir, embora tendo consciência do perigo que estávamos a correr, pois íamos passar em frente ao célebre Mufuque e eramos um alvo a abater dado que transitávamos com as luzes ligadas. Entregámo-nos nas mãos de Deus e rezei durante o percurso para que nada nos acontecesse. Felizmente tudo correu bem, e quando começámos a subir a picada de acesso ao quartel quase chorei de alegria.
*****/*****
Certo dia, estando dois pelotões na mata em operação, onde estava também o comandante de Companhia, estava o meu pelotão de serviço e eu de Sargento Dia. Como não tinha oficial comandante de pelotão, (pois foi na altura em que o alferes Sommer de Andrade tinha pedido transferência para o Leste), o alferes do outro assumia as funções de Oficial de Dia. Durante o dia tudo correu bem.
Elaborada a escala de serviço para a noite, havia o hábito de permanecerem no posto avançado da Enfermaria sempre os três elementos que se revezavam de duas em duas horas. Pelas uma horas da manhã e estando eu deitado a ler um livro, fui surpreendido pela visita do meu colega Furriel Mecânico perguntando-me que estava naquela hora de serviço na Enfermaria, pois que tinha lá ido passar ronda e ninguém lhe respondeu, dando o posto um género de abandono total com as mantas estendidas para fora. Consultando a escala de serviço disse-lhe: pelo homem que está nesta hora, ponha as mãos no lume, pois é o gajo mais reguíla da Companhia, mas não dorme em serviço e então onde está.
Rumámos em direcção a esse posto, montados num Jipe apetrechado com faróis de caça e repetida a operação anterior de chamar a sentinela focando o posto, ninguém respondeu. Tomada a decisão de dar dois tiros sobre o posto, assim fiz. Apareceram então as três sentinelas e um alferes. Este tinha-lhes dito para não responderem ao chamamento que era para ver se nós tínhamos a coragem de subir ao posto para acordar os mesmos, ou ver o que se tinha passado. Claro, escusado será dizer que se gerou uma confusão total entre oficial e sargentos, discussão que durou até cerca das três da manhã com ameaças de participações. Noite em claro.
No quartel apenas se encontrava aquele oficial.
Quem saía de serviço, entrava de escolta. Era necessário ir recolher o pessoal que estava na mata, e quando a coluna estava formada e prontos para partir aparece esse oficial dizendo que também ia na coluna, (quando era Oficial Dia). Como era meu superior indiquei-lhe a primeira viatura e como tal comandante de coluna e eu fui para a ultima viatura.
Chegados ao local de recolha, o comandante de Companhia tomou o lugar na primeira viatura e veio para junto de mim um dos outros oficiais que começou por me perguntar o que se tinha passado para que o quartel tivesse ficado sem oficial algum, apenas entregue ao 1º Sargento, (que estou convencido que na altura nem se terá apercebido de tal), e aos três furriéis do outro pelotão, que ficou de serviço.
Sempre me regi, e assim continuo na vida, pela verdade, ainda que por isso seja prejudicado. Comecei então por contar todo o passado ao outro oficial, que ficou admirado do sucedido, embora tendo perfeito conhecimento que o que estaria a ser contado ao Capitão não era a realidade.
Chegados ao quartel e depois de mandar o pessoal destroçar, fui tomar um banho e aguardei que fosse chamado ao Capitão, o que não tardou a acontecer. Mal entrei no gabinete deste, verifiquei que esse senhor alferes não estava presente. Inquirido sobre tudo o que se tinha passado, apenas disse a verdade e comprovei com a presença do meu colega furriel mecânico que entretanto se mandou chamar. Apareceu também esse alferes que foi mandado chamar e claro, começou novamente a discussão, sendo ameaçado que iria participar de mim. Porém o Capitão, com o seu poder de comando e conhecendo perfeitamente o nosso carácter e personalidade conseguiu pôr água na fervura por ali.
Como quem não se sente não é filho de boa gente, como diz o nosso povo, fora do gabinete continuou a conversa amena.
Era alguém que pensava em acabar com a guerrilha e pensava que os galões faziam tudo.
Situações vividas, com final feliz, e que jamais esquecerão.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Os Portugueses vão honrar os que serviram Portugal
A Sociedade Civil quer prestar uma justa homenagem a todos os que serviram Portugal em tempo de guerra, em qualquer condição e circunstância. Será junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, ao lado da Torre de Belém, a 10 de Junho. Lembram-se, no Dia de Portugal, os que defenderam os valores nacionais e a perenidade da nação portuguesa da nação portuguesa é um dever cívico actual e que as gerações vindouras devem continuar.
O Presidente da Comissão Executiva para esta Homenagem, Tenente-General Fidalgo Ferreira, convida os portugueses a acorrer a Belém, porque honrar os que serviram Portugal é um dever cívico de permanente reconhecimento por parte das gerações vindouras e celebrar esta memória facilita o encontro com o norte que nos vai orientar nos combates do futuro.
São convidados de honra desta homenagem o Presidente da República, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, enquanto anfitriã, todos os Municípios portugueses, o Ministro da Defesa Nacional, as Chefias Militares, o Comandante Geral da GNR, o Director Nacional da PSP, a Secretária Executiva da CPLP, os Adidos Militares e Culturais dos países da CPLP, os Combatentes agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e os Presidentes das Associações de Combatentes.
No final da cerimónia haverá um almoço-convívio nos jardins frente ao Monumento aos Combatentes.
sábado, 1 de abril de 2017
A missão da nossa Associação continua
Presidida pelo seu titular Abel Ventura Fernandes, na assembleia ficou bem patente esse querer dos Combatentes presentes, ajudar e promover a amizade e a fraternidade, num clima de paz e concórdia. O presidente da mesa e outros presentes não deixaram de vincar, de forma elogiosa, a actividade que a casa vai tendo, com grande evidência mantida em 2016.
José Gomes explanou as contas, as quais, pela sua amplitude gráfica, dão para perceber que o deve-haver da Associação está em forma, consistente, enquanto o presidente da direcção, António Vasconcelos, confirma esta realidade, isto devido aos sócios e à contribuição voluntária que se vai verificando de pessoas que visitam a sede, que não deixam de «saudar» a «Joaninha», fazendo penetrar na sua ranhura donativos que, depois somados, dão boa vontade para continuar a dizer que a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, como já aqui se disse, é uma colectividade que vinca o nome do território arganilense, bastando analisar quantas Associações similares não vêm a Arganil para visitar a Casa do Cantoneiro e realizarem os seus convívios localmente, vincando também essa posição os convites que são feitos para a Associação estar presente em realizações de outras por esse país fora.
Como disseram o tesoureiro e o presidente da direcção, para que tudo isto aconteça, é necessário ter uma equipa coesa e dinâmica, que arregaça as mangas, e isso reflecte-se pelas obras que nesta gerência foram feitas, com as quais enriqueceram as instalações, sobretudo em conforto e espaço, não falando no envolvimento museológico, com o engrossamento de novos livros e de artigos militares, que na generalidade cada um utilizava em momentos difíceis da sua vida de militar.
E a confirmar a justeza da actividade atrás referida, foi o Conselho Fiscal, na voz do seu presidente, José Carlos Trindade Ventura, ao aprovar as contas, a deixar um voto de louvor a todos os elementos dos órgãos directivos, «pela grande actividade e dedicada colaboração prestada à Direcção».
Estas, pelo seu número, como disse o presidente António Vasconcelos, vão-se manter ao longo do ano, com saliência para o convívio de aniversário em 20 de Maio; a presença nas comemorações do 10 de Junho, em Lisboa; no mesmo mês a tradicional sardinhada; presença na Festa de Nossa Senhora do Mont’Alto e na FICABEIRA; a realização de um rali paper, não esquecendo a presença nos monumentos existentes no concelho, a fim de ali se deporem flores em memória dos combatentes falecidos em combate; e no mesmo mês (Novembro), a realização do magusto e a finalizar, a celebração da passagem de ano.
Com uma ou outra alteração e pelas palavras proferidas pelo presidente reeleito, são mais dois anos de luta e de dedicação por uma casa que se quer solidária, mantendo um ambiente de forma a dispor bem a quem ali se deslocar, não deixando de ir ajudando outros que precisam, e sobretudo lutando para que o nome de Arganil seja elevado com a Associação de Combatentes do Concelho. Eis a lista votada por unanimidade e por aclamação:
ASSEMBLEIA GERAL – Presidente, Abel Ventura Fernandes; secretário, António Manuel Ventura Fernandes; secretário-adjunto, Orlando Costa.
DIRECÇÃO – Presidente, António José Travassos de Vasconcelos; vice-presidente, Marílio Ramos Gonçalves; secretário, João Alexandre Mateus Pimenta; secretário-adjunto, Pedro Matos Alvoeiro; tesoureiro, José Augusto Rodrigues Gomes; vogais: José Alberto Leitão Guerreiro, Artur Manuel Travassos Correia, José Fernando Simões e Leonel Ribeiro; vogais-suplentes: José Ricardo André e Romão Gonçalves Mateus.
CONSELHO FISCAL – Presidente, José Carlos Trindade Ventura; secretário, José Travassos de Vasconcelos; vogal, Manuel Marcelino Martins Silva.
À última hora soubemos que, na última reunião da Direcção, ficou aprazada a celebração do aniversário da Associação, que é no dia 3 de Junho 2017.
ZÉ VASCONCELOS.
quinta-feira, 23 de março de 2017
O Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente nas celebrações do 10 de Junho
Nas instalações da Associação de Comandos, na Bataria da Laje, em Oeiras, que teve por objectivo concertar os esforços de todas as Associações de Combatentes e de Militares com o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes, no passado dia 22 de Fevereiro realizou-se uma sessão de trabalho, onde estiveram presentes 19 Associações, entre as quais a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, com três elementos (o presidente e tesoureiro, respectivamente António Vasconcelos e José Gomes e o secretário do Conselho Fiscal, José de Vasconcelos), num total de 35 ex-combatentes. Os trabalhos demonstraram espírito de colaboração e de amizade; e ao fim de duas horas de apreciação e debate das propostas apresentadas, sempre dentro de um clima de consenso e amizade, foi aprovado o programa proposto para a cerimónia, que é o seguinte:
10.30 Horas - Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos seus mortos, nos Jerónimos; 12.15 Horas - Abertura da cerimónia junto ao Monumento; 12.15 Horas - Palavras de abertura do Presidente da Comissão Executiva; 12.21 Horas - O presidente lê mensagem do Presidente da República; 12.25 Horas - Cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana; 12.33 Horas - Discurso alusivo feito pelo orador; 12.41 horas - Homenagem aos mortos e deposição de flores; 13.04 Horas - Hino Nacional pela Banda da GNR (salva por navio da Marinha); 13.07 Horas – Passagem de aeronaves da Força Aérea; 13.10 horas - Passagem final pelas lápides; 13.30 Horas - Salto de Pára-quedistas do Exército; 13.35 Horas - Almoço-convívio nos terrenos frente ao Monumento.
Foi tornado público que o Cardeal Patriarca de Lisboa aceitou presidir à liturgia nos Jerónimos e que o Grupo de Cantares Alentejanos da GNR vai participar na missa cantada. Será orador convidado para a cerimónia junto ao Monumento, o Dr. Bernardo Manuel Diniz de Ayala, advogado é ex-aluno do Colégio Militar e filho de um Coronel Piloto-Aviador.
Nos últimos anos têm sido convidados os jovens da Casa Pia de Lisboa para cantarem o Hino Nacional. Como ficou reconhecido, por ter sido tão interessante a sua postura e tão aprumada a sua figura, que foram propostos mais uma vez para serem convidados para tal função, com a garantia de que será exemplarmente desempenhada. Nenhum dos presentes levantou dúvidas ou se mostrou em desacordo pelo que serão convidados mais uma vez.
Entretanto soube-se que foi proposto aos CTT a execução de um selo comemorativo com a efígie do Monumento. A ideia foi bem acolhida e as comemorações de 2018, na celebração do 25.º aniversário da realização destas cerimónias no dia 10 de Junho, foi anunciado que a ideia foi muito bem acolhida e o projecto virá a concretizar-se e assim será, sem dúvida, um acontecimento importante para lembrar os Combatentes.
Foi manifestada mais uma vez a necessidade de o Museu do Combatente estar aberto para ser visitado por todos os que vêm a Lisboa, alguns só nesse dia do ano. Porém, o representante da Liga dos Combatentes afirmou que isso será possível estando o Museu aberto para entradas grátis do público até às 11.30 horas.
Os trabalhos terminaram pelas 13 horas e seguiu-se um almoço-convívio, em que o serviço foi considerado “bom, abundante e bem confeccionado”, onde a camaradagem e a amizade foram o forte de mais esta jornada.
Nesta reunião participaram o Tenente-General Rui Alberto Fidalgo Ferreira e Tenente-Coronel Morais Pequeno, respectivamente Presidente e Secretário da Comissão Executiva da Comissão; Francisco van Uden, Tenente-Coronel Brandão Ferreira (Presidente da Associação de Comandos), Dr. Lobo do Amaral, Francisco Monteiro, Coronel José Evaristo, Filipe Macedo (Delegado da Liga), Major Correia do Amaral (delegado da Força Aérea Portuguesa), Major Siborro Alves (Delegado do Exército), Major Diogo Dores (Delegado da GNR) e 1.º Tenente Reis Santos (Delegado da Armada).
Zé de Vasconcelos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














