sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Seminário "Ecos da Guerra Colonial"


Para quem não assistiu au seminário "Ecos da Guerra Colonial" realizado pela delegação dos Deficientes das Forças Armadas, delegação de Coimbra.
Um dos temas apresentados "Memórias subjigadas no Portugal Contemporâneo: A guerra Colonial e os Deficientes das Forças Armadas" - CES-Centro de Estudos Sociais - Universidade de Coimbra - pelo Dr. Sena Martins, envio o trailer do documentário.

Video enviado por: A. Rodrigues

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lembranças Marinha IV

Corveta João Coutinho


Dados principais
Deslocamento standard: 1203 Ton
Deslocamento máx. : 1380 Ton
Comprimento: 84.6 M - Largura: 10.3M
Calado: 3.6 M.
Tripulação / Guarnição: 100
Motores
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
2 x Motor a Diesel OEW 12PC2V280 (10560cv/hp)
Autonomia: 10600Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 23 nós
Canhões / armamento principal
1 x US Naval Gun Factory 76mm / 50 (US) Mk33 (Calibre: 76mm/Alcance: 12.8Km)
2 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (2 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)
Radares
- Northrop-Grumman/Westinghouse AN/SPG-34 (Director de tiro - Al.med: Km)
- ALENIA-Marconi MLA-1b (Pesquisa aérea - Al.med: 126Km)
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)
Embora com um registo iniciado por "F" o que algumas vezes implica a sua classificação como fragatas, na realidade a classe João Coutinho é muito mais uma classe de grandes corvetas, ou grandes navios patrulha.
A construção destes navios foi levada a cabo em estaleiros alemães e espanhóis, por falta de capacidade local para produzir a quantidade de navios requerida, num curto período de tempo. Seis navios em dezasseis meses, mais quatro em onze meses. O projecto foi considerado tão bom, que os estaleiros Bazán, produziram para a marinha espanhola uma variante de seis navios desta classe, a que deram o nome de Descubierta. As Descubierta - que foram lançadas á agua entre 1978 e 1982 (ver classe Descubierta)
As limitações da classe João Coutinho, podem parecer grandes hoje, mas não o eram em meados dos anos sessenta, quando o objectivo era garantir por todos os meios a impermeabilidade do mar português, no continente e em África.
Politicamente era muito importante manter essa presença e além do mais dava a Portugal um argumento junto de países africanos acusados de apoiar os movimentos de "libertação", quando se acusava aqueles de colaborar, não podendo os mesmos contra-argumentar que o apoio aos movimentos era feito por via marítima, dado que com a presença portuguesa no mar, tal não sería possível.
De resto, a utilização destes meios só era viável em operações militares na costa da Guiné, onde em alguns (poucos) canais a navegação era possível. Depois da guerra acabar, estes navios limitaram-se a missões de patrulha das aguas territoriais e Z.E.E.
Parte destes navios, estão já em fase de desarmamento, e serão rendidos pelos patrulhas oceânicos da classe/projecto NPO-2000 / Viana do Castelo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lembranças Força Aérea III

Lockheed C-130 H / H-30 Hercules


Motor:

4 motores Allison T-56-A-15

Dimensões:

Envergadura.................. 40,41 m / 40,41 m
Comprimento.................. 29,79 m / 34,36 m
Altura........................... 11,65 m / 11,65 m

Performances:

Velocidade máxima.......... 589 Km/h / 589 Km/h
Velocidade cruzeiro......... 547 Km/h / 547 Km/h
Raio de acção................ 6.480 Km / 6.480 Km
Tecto de serviço............. 35.000 fts / 35000 fts
Peso vazio..................... 80.000 lbs / 85.000 lbs
Peso máx. descolagem..... 15.5000 lbs /15.5000 lbs
Peso máx. de carga......... 40000 lbs / 35000 lbs
Passageiros.................... 92 / 128
Tropas de infantaria......... 78 / 114
Pára-quedistas................ 64 / 92
Macas/paramédicos..... 70/6 ou 74/2 / 93/8 ou 97/4
Combustivel.................... 64000 lbs / 64000 lbs

O C-130H é um avião quadrimotor, turbo-hélice, de asa alta e trem retráctil. O acesso ao compartimento de carga na fuselagem é feito pela parte traseira do avião, que se abre em rampa, facilitando, desta forma, não só as operações de carga e descarga, mas também o transporte de cargas volumosas, (por exemplo viaturas pesadas), o lançamento de carga em pára-quedas ou por extracção a baixa altitude e ainda, o lançamento de pára-quedistas. Na configuração sanitária o C-130H pode transportar até 74 macas e, na versão C-130H-30, poderão ser evacuados até 97 feridos ou doentes. As suas excepcionais características operacionais (robustez, versatilidade, capacidade, raio de acção e autonomia), garantem à Força Aérea Portuguesa a capacidade para a realização de missões de transporte aéreo táctico e transporte aéreo geral, de patrulhamento marítimo e de busca e salvamento, apoio logístico às Forças Armadas Portuguesas e Forças NATO, operações de combate a incêndios florestais, etc. A FAP possui três C-130H-30, versão que resulta do alongamento do C-130H, pela introdução na fuselagem de dois anéis, que aumentam o comprimento total da aeronave em 4,572 m, o que lhe confere maior capacidade volumétrica sem lhe alterar significativamente a "perfomance" básica. O C-130H e o C-130H-30 são operados pela Esquadra 501 da Base Aérea do Montijo.


domingo, 18 de setembro de 2011

Lembranças Marinha III

Navio Patrulha "Cuanza"

"O N.R.P. "Cuanza", indicativo NATO P 1144, é o quinto dos dez navios patrulhas da classe "Cacine". Foi construído nos Estaleiros Navais do Mondego na Figueira da Foz, sendo o início da construção em 1969. Foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada em 4 de Junho de 1970, tendo sido o 1TEN José Manuel Castanho Paes o seu primeiro Comandante. O seu nome, Cuanza, é proveniente de um rio da antiga colónia portuguesa de Angola, que nasce na meseta central do país - província do Bié e, depois de percorrer cerca de 970 km - sendo 190 navegáveis, desagua no Oceano Atlântico a cerca de 50 km a sul de Luanda.
Durante os primeiros anos o N.R.P. "Cuanza" cumpriu a sua missão nas antigas colónias portuguesas de Cabo Verde e da Guiné. A partir de 1975, passou a prestar serviço em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira."

Características
Deslocamento - 292t
Comprimento - 44m
Boca máxima - 7,7m
Calado - 2,2m
Velocidade Máximo - 20nós
Propulsão
2 Motores MTU 12V 538 TB80 Diesel - 3.750hp
Armamento e sensores
1 peça Bofors 40mm/60
1 peça Oerlikon 20mm/65
1 radar de navegação KH 1007
Guarnição
Oficiais - 3
Sargentos - 6
Praças - 24

Símbolo Heráldico (Crêsta)


De quatro bandas brancas e vermelhas, a primeira carregada com um brasão vermelho com três castelos dourados e uma faixa branca ondulada, e sobreposto à linha de separação das bandas um listel branco, filetado dos contrários, com a legenda em maiúsculas negras "N.R.P. CUANZA"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lembranças Força Aérea II

Agusta-Westland EH-101 Merlin

Motor:

3 motores Rolls Royce Turbomeca RTM 322-MK 250

Dimensões:

Comprimento.................. 19,30 m
Altura........................... 6,61 m
Diâmetro........................ 18,60 m

Performances:

Velocidade máxima.......... 150 kts
Velocidade cruzeiro......... 130 kts
Autonomia máxima........... 08H30
Tecto máximo................. 15.000 fts
Peso máx. descolagem..... 15.600 Kg
Peso máx. de carga......... 4.535 Kg
Passageiros.................... 30
Tropas de infantaria......... 35
Macas/paramédicos..... 16

O EH-101 MERLIN é um helicóptero de transporte médio, trimotor, com trem de aterragem triciclo, semi-retráctil, com rodas duplas em cada unidade e rotor principal de 5 pás. A FAP adquiriu 12 EH-101 em três variantes distintas para três tipos de missões diferentes. A frota consiste em 6 de variante SAR (Busca e Salvamento), 2 de variante SIFICAP (Sistema de Fiscalização das Pescas) e por 4 de variante CSAR (Busca e Salvamento em Combate). Possui flutuadores de emergência, 2 barcos internos de 20 pessoas, 1 guincho primário e um guincho secundário, NITESUN e FLIR. É equipado com um RADAR de busca da GALILEO com capacidade de identificar e monitorizar 32 alvos de superfície em simultâneo. Todas as aeronaves têm a capacidade para operarem em ambiente NVG. A variante CSAR está equipada com “Defensive Aids Suite” (DAS), que consiste num sistema integrado de auto-protecção electrónica, formado pelos seguintes subsistemas: um “Radar Warning Receiver” (RWR), um “Missile Warning System” (MWS) e um “Counter Measures Dispensing System” (CMDS). Tem a capacidade para reabastecimento “Hovering In Flight Refueling” (HIRF) e “Air to Air Refueling” (AAR).

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lembranças Exercito IV

Botas da Tropa

Em primeiro normalmente quando se falar em algo relacionado com o tema militar vem logo à cabeça as famosas botas da tropa:
Estas botas têm tipo temperamento próprio dado que existe quem se dá muito bem com elas (o meu caso) e quem não consegue caminhar 100 metros com elas.

Isto deve-se ao facto serem compostas por uma sola de borracha maciça e o corpo da bota em couro. Para correr e saltar em solo duro (cimento, alcatrão ou calçada) torna-se doloroso dado serem muito rijas. Mas fora este assunto são extremamente boas porque como deve acontecer em calçado para actividades que exijam corridas e caminhadas em solos irregulares apoiam totalmente a estrutura do pé e tornozelo. Estas têm na minha opinião um aspecto importante que é a biqueira reforçada (aço) que protege os dedos que são sensíveis e fáceis de partir.
O uso deste tipo de botas é melhor em terra, areia ou outro qualquer tipo de solo macio.

Em segundo, as botas militares modernas:

Estas botas são extremamente confortáveis para qualquer tipo de actividade, desde correr em solo rijo, correr em areia, ou fazer um salto em comprimento.
Tal como as botas acima referidas apoiam totalmente a estrutura do pé e tornozelo.
Possuem um ponto negativo que é não terem biqueira reforçada que protege os dedos. (Mas isto acontece neste modelo outros modelos já têm biqueira reforçada)

São então umas botas ideais ao nosso desporto, dado que protegem os pés e são confortáveis.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Contos do Ultramar


Este projecto tem como objectivo o registo de histórias reais ocorridas na guerra colonial portuguesa , através dos veteranos do Ultramar que se disponibilizem para contar-nos histórias que interessam a todos. Especialmente focado na Força Aérea mas não só, tencionamos recriar através de simuladores de voo algumas das histórias dos nossos veteranos. A viabilidade do projecto dependerá inteiramente do contributo dos ex-combatentes que venham a estar disponíveis para fazerem parte do objectivo a que nos propomos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Exercício de Busca e Salvamento Marítimo


Praia de Melides-Aberta nova

"Estou na posição 38º 10.6´ N - 008º 51.5´W, houve uma explosão a bordo há cerca de 20 minutos. O incêndio está extinto. Tenho 4 pessoas a bordo e um dos homens foi projectado para o mar na sequência de explosão. Tenho uma entrada de água incontrolável e preciso de evacuar a tripulação."

Este foi o cenário inicial para o exercício de Busca e Salvamento Marítimo que a Marinha promoveu ontem, dia 13 de Dezembro, através da interacção entre o MRCC Lisboa e os Capitães dos Portos de Sines e Setúbal, e que contou com a participação para além de várias Unidades Navais e meios marítimos, de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa (FAP) e da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC).

O sinistro simulado na embarcação de pesca de Sines "Avô Tibúrcio" desencadeou uma série de acções de busca de um tripulante desaparecido, envolvendo diversos meios da marinha, tais como a Lancha de Fiscalização "Escorpião" e a corveta "António Enes", o Salva-vidas "N. Sra. das Salvas" e meios terrestres da Autoridade Marítima, o Aviocar da FAP e o Helicóptero Bell 212, da ANPC. O exercício culminou na evacuação dos sobreviventes, figurantes dos Mergulhadores da Armada, que após accionamento de uma jangada salva-vidas, foram resgatados pelo Salva-Vidas "N. Sra. das Salvas", do Instituto de Socorros a Náufragos e conduzidos para o porto de Sines. Um outro sobrevivente viria a ser içado, com o auxílio de um recuperador, pelo Helicóptero Bell 212, e transportado para as Instalações Navais de Troia.

Estes exercícios têm como objectivos agilizar os procedimentos entre o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa e os Órgãos Locais de Autoridade Marítima de forma a testar os níveis de proficiência, e exercitar a integração e coordenação das entidades do Serviço Nacional de Busca e Salvamento Marítimo, operacionalizando assim o Protocolo-Quadro de cooperação entre a Marinha, a Força Aérea e a ANPC.

sábado, 10 de setembro de 2011

Festival Aéreo - Força Aérea Portuguesa -Air Force Helicópteros EH-101.

Festival Aéreo - Força Aérea Portuguesa - Helicópteros EH-101. Portuguese Air Force.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Adeus Até ao Meu Regresso: Soldados do Império (2ª Parte)

Documentário de Paulo César Fajardo, baseado em depoimentos de ex-combatentes da Guerra do Ultramar (2007)(2ª Parte).

Adeus Até ao Meu Regresso: Soldados do Império (1ª Parte)

Documentário de Paulo César Fajardo, baseado em depoimentos de ex-combatentes da Guerra do Ultramar (2007)(1ª Parte).


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Feira do Mont'Alto 2011 - Estamos lá II


A vista das Entidades Oficiais, Presidente da Câmara e Secretário de Estado

Tirando as Barrigas, estão todos operacionais


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Marinha, 1972 - A corveta "Augusto Castilho" em Angola

Trata-se de um pequeno documentário filmado, em 1972, a bordo da corveta "Augusto Castilho", numa operação rotineira de fiscalização da costa em Angola, mostrando a capacidade de interagir com um helicóptero por estar equipada com uma plataforma para o efeito.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Força Aérea Portuguesa

Como a Feira do Mont'Alto começou hoje dia 6 e ainda não temos nenhuma foto do acontecimento, publicamos um video que o nosso Amigo, representante da ACCA em Lisboa e ex Mecânico de Material Aéreo e Sistemas da Força Aérea Portuguesa, NM 029488, José Alberto Soares arranjou na Web e nos enviou com o seguinte comentário:

"SE DEUS QUISESSE QUE O HOMEM VOASSE, TINHA-LHE DADO ASSAS. ENTÃO, DEUS DEU ASSAS ÁS AVESTRUZES E AOS PINGUINS PORQUÊ???"

O Afundamento do Navio "GEBA"


Mais uma vez a minha navegação na WEB dá frutos.
Encontrei o afundamento do "GEBA" Navio da República Portuguesa.
Mas navios há muitos na nossa Marinha.
Porquê o "GEBA"?
Porque recentemente foi-nos oferecido diverso material pela Marinha Portuguesa, para embelezamento da Rotunda onde está inserido o Monumento aos Combatentes mortos no Ultramar e para o nosso museu.
De entre várias peças encontra-se o magnifico SINO que pertencia ao Navio "GEBA".
Obrigado Marinha Portuguesa.
Por isso aqui está a resposta aos porquê deste post.



Às primeiras horas da manhã do dia 21 de Junho, numa área a Sudoeste de Sagres, foi realizado um exercício de tiro que culminou com o disparo de sete mísseis, por cinco fragatas participantes no exercício Swordfish 08.

Com o objectivo de avaliar a operacionalidade e a eficácia dos sistemas de combate e em especial dos mísseis de defesa aérea contra alvos de superfície, foi executado um exercício de tiro real contra o ex-NRP "Geba", o qual foi especialmente preparado para servir de alvo, tendo sido efectuada a remoção de todos os elementos combustíveis e poluentes.

Terminada a fase planeamento e preparação, o exercício teve início esta manhã, a cerca de 200 milhas a Sudoeste do Cabo de S. Vicente, cumprindo-se as normas de segurança internacionais.

Para este exercício, foi criado um cenário táctico onde os sete navios participantes evoluíram por fases, com o objectivo de deter uma ameaça caracterizada por um navio tipo patrulha em aproximação rápida à Força.

Pela primeira vez foi possível, no mesmo exercício, reunir as três fragatas da classe "Vasco da Gama" que, num ambiente táctico, efectuaram o lançamento de mísseis contra o mesmo alvo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lembranças Marinha II

Navio TIMOR

Tipo ... Navio misto de 2 hélices
Construtor ... Bartram & Sons, Ld.
Local construção ... Sunderland - Inglaterra
Ano de construção ... 1950
Ano de abate ... 1974
Registo ... Capitania do porto de Lisboa, em 13 de Julho de 1950, com o número H 399
Sinal de código ... C S K N
Comprimento fora a fora ... 131,42 m
Boca máxima ... 17,98 m
Calado à proa ... 7,80 m
Calado à popa ... 7,80 m
Arqueação bruta ... 7.655,95 Toneladas
Arqueação Líquida ... 4.223,83 Toneladas
Capacidade ... 9.254 m3
Porte bruto ... 6.761 Toneladas
Aparelho propulsor ... Dois motores diesel, de 4 cilindros cada, construídos em 1950 por Richardsons, Westgarth & Co. Ld. em West Hartlepool - Inglaterra.
Potência ... 5.750 cavalos
Velocidade máxima ... 15,0 nós
Velocidade normal ... 14,5 nós
Passageiros ... Alojamentos para 4 em classe de luxo, 60 em primeira classe, 25 em terceira e 298 em terceira suplementar, no total de 387 passageiros.
Tripulantes ... 120
Armador ... Companhia Nacional de Navegação - Lisboa

domingo, 4 de setembro de 2011

Feira do Mont'Alto 2011 - Estamos lá

Como acontece todos os anos, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil estará presente na Feira do Mont'Alto 2011 que se realiza de 6 a 10 de Setembro. Estaremos num dos Stands da Ficabeira, a aguardar a vossa visita.
Todos os Associados e Amigos poderão dar-nos a honra da sua visita.

Noticias da época II

O Código do Comando

(Clike na imagem para ampliar)

Fonte: "Tonkat" e "FórumDefesa.com"

sábado, 3 de setembro de 2011

A Marinha em Angola 1973 - 2ª Parte


O rio Zaire, fronteira natural de Angola, com fortes correntes de 4 a 8 nós, foi sempre utilizado pelos terroristas para as infiltrações no território.
Ao longo das 90 milhas de margem fronteiriça, cabia à Marinha, com um dispositivo de Unidades Navais e Fuzileiros a fiscalização de margens e múltiplos canais, as "muilas".
No pequeno trecho filmado que se apresenta, os fuzileiros embarcam na LFP "Rigel" que os levará aos diferentes postos de vigilância do rio Zaire.
No Zaire, como em toda a costa de Angola navegavam também muitas outras unidades navais. São visíveis neste resumo filmado a fragata "Comandante Sacadura Cabral" - F 482, os navios-patrulha "Cunene" - P 1141 e "Mandovi" - P 1142 e as LDP's 209 e 213.
Ali prestaram serviço inúmeros oficiais da Reserva Naval.

A Marinha em Angola 1970 - 1ª Parte


O rio Zaire, fronteira natural de Angola, com fortes correntes de 4 a 8 nós, foi sempre utilizado pelos terroristas para as infiltrações no território. Ao longo das 90 milhas de margem fronteiriça, cabia à Marinha, com um dispositivo naval de Lanchas e Fuzileiros a fiscalização de margens e múltiplos canais.
No pequeno trecho filmado que se apresenta, os fuzileiros embarcam na fragata "Vasco da Gama" que larga das Instalações Navais das Ilha do Cabo (INIC) em Luanda, com armas e bagagens, rumo ao norte, numa viagem que os levará aos diferentes postos de vigilância do rio Zaire.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Exercício de Fuzileiros - Guine 1966



Um exercício modelo que, na prática, se identifica com as verdadeiras operações com Fuzileiros. As etapas iniciais, desde a saída da Base Naval até ao local de desembarque em terra, eram quase repetitivas!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Noticias da época I

Navegando por esta vasta estrada que é a WEB, fiz uma visita ao ForumDefesa.com. Lá encontrei um manuscrito do Jornal "Voz da Guiné" de Sábado, 30 de Junho de 1973, da autoria do membro "Tonkat" que aqui divulgo, talvez alguém recorde os momentos nele mencionados.

(clikar na imagem para ampliar)

Graças a esse membro "Tonkat" a ao "FórumDefesa.com", iremos logo que possível divulgar algumas noticias de interesse, bem como algumas fotos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

De ARGANIL a OLHÃO… Quarenta anos depois… alegria e emoção.

Em Janeiro de 1967, depois de tirar a Recruta no RI 12, na Guarda, fui transferido para o Porto, Regimento de Transmissões, para tirar a especialidade de Telegrafista. Até Maio do mesmo ano ali permaneci e nestes cinco meses novas amizades se construíram. Uma delas, porém, marcou até final do serviço militar cumprido e mesmo decorridos quarenta anos.
Manuel Santos Piedade, esguio, fumador, casado e com uma filha, vindo a ser pai enquanto tropa, é um algarvio forte, mas que a doença vai minando a pouco-e-pouco.
Pertencíamos ao 4.º pelotão. Na despedida, concluída a especialidade, o Piedade seguiu para o quartel de Faro, a dois passos da sua terra (Olhão) e eu segui para Lisboa, Batalhão de Telegrafistas, na Graça.
decorridos que foram dois meses, já em Lourenço Marques, a fim de seguir para o norte de Moçambique, mais concretamente Muidumbe, zona de Mueda, no distrito de Cabo Delgado, eis que chega ao porto o Niassa, em cujo navio iria fazer a viagem até Mocímboa da Praia. Qual não foi o meu espanto quando vi o Piedade, que também ia para o mesmo Batalhão (1878), mas cada um para diferente Companhia: ele para a 1502 (Miteda), eu para a 1504 (Muidumbe).
Como o Batalhão tinha já 15 meses quando nos integrámos, em Montepuez ficámos à espera de colocação. Veio a ordem oficial que íamos integrar o Comando de Agrupamento do Sector F de Tete.
Fomos os dois e daqui jamais nos separámos. Entretanto, meses antes, recebera o Piedade a notícia de que fora novamente pai de outra menina. E foi por causa das meninas e com medo que algo lhe acontecesse, pois faltavam poucos meses para irmos para a Beira, que fui no lugar dele para uma operação, partilhada com os rodezianos, realizada na zona de Gago Coutinho, na fronteira com a Zâmbia. Falou-me ao coração e eu acedi, e hoje sinto orgulho por isso. Foram 12 dias que por lá andei, que até a minha família acabou por ficar incomodada, por estar tanto tempo sem mandar notícias. Felizmente cheguei são e salvo, apenas com a barba de 12 dias…
Durante esses dias acabei por abraçar também um amigo de Torrozelas, o Belmiro Domingos, que era padeiro. Nada faltou, nem tão-pouco a «água-Lisboa»… vinho para os brancos. Hoje, quando vem «à cidade», recordamos esses tempos.
Passada toda esta vivência, eis que chegou a hora do regresso, depois de termos passado oito meses na Beira. Foi no final de Agosto de 1969. Embarcámos no «Angola», o mesmo navio que me tinha levado.
O desembarque aconteceu no dia 22 de Setembro, no cais de Alcântara. Aguardavam-no a esposa do Piedade, a Aura, com as filhas, e da minha parte o meu saudoso e sempre querido irmão Silvino.
Despedimo-nos, abraçados por momentos. Calados, mas com uma lágrima traiçoeira a roçar o rosto de cada um. Decorridos dois anos, porém, encontrámo-nos em Fátima. Depois, não mais nos vimos, somente nos escutamos ao telemóvel.
Decorridos quarenta anos a hora chegou. No passado dia 15 de Julho, tendo ido com familiares ao Algarve, não podia deixar de ver o meu amigo Piedade. Lá fui a Olhão, à Rua Almirante Reis, n.º 34. Sabendo que o Piedade luta com doença que não perdoa, situada num pulmão, mais uma força interior me impeliu para o ir visitar e dar-lhe um abraço de força, de amizade, de solidariedade.
O abraço foi tão forte, que as lágrimas de ambos se misturaram com a alegria dos netos que brincavam mesmo ali e que são o seu enlevo. A Aura, sempre solícita, generosa, bom coração, que ainda tem tempo para ajudar outros que precisam, não deixa o marido em qualquer circunstância, mesmo quando anda em tratamentos dolorosos para lhe atenuar a doença. Lá estava sempre prazenteira e com um sorriso nos lábios.
Embora as dificuldades sejam o pão de cada dia daquele casal, essa dificuldade é atenuada pela alegria e amizade entre a família, sendo uma mais-valia daquela casa, pois o Piedade e a Aura tiveram ainda mais dois filhos, que lhe deram 9 netos e três bisnetos. É uma família que se ajuda irmãmente e vêem nos progenitores uns pais de verdade.
A casa do Piedade é um espaço aberto, de grandes dimensões. É como aquela casa que o Solnado clamava: «Tragam-me a sopa!». Nas paredes, a galeria da família, desde os verdes anos de cada um e já adultos.
O Piedade teve um lugar de peixe no mercado de Olhão. Mas devido à doença teve que deixar. Como se atrasou nos pagamentos à Segurança Social, agora quando podia receber a sua reforma, tem que esperar mais alguns meses, até que as contas com o Estado estejam saldadas. É uma pequena renda de uma loja que lhe vai atenuando as despesas. Os filhos, esses, lá estão na retaguarda, sempre a ver de que os pais precisam.
É uma família que, mesmo com adversidades tão acentuadas, vivem de uma forma aberta, simpática, sem grandes lamentos, só aqueles que doem no corpo e na alma.
Chegou a despedida. Um abraço forte e a promessa de nos voltarmos a abraçar. Prometo Piedade, com lágrimas e tudo… Já no carro ainda os lobrigámos na varanda, dizendo adeus. Um adeus forte e… com muita esperança.

Texto de: José Travassos de Vasconcelos

domingo, 21 de agosto de 2011

Lembranças Exercito III


Para quem não as conhece e para aqueles que foram obrigados a conhece-las.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nós estivemos lá

Decorreram animados os festejos em honra de Nossa Senhora do Mont'Alto. O kiosque da nossa Associação esteve bastante concorrido.
Foram muitos os Associados e amigos que nos honraram com a sua visita, aproveitando para matar a sede já que o calor era muito.




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Lembranças Exercito II

OBUS 140 mm


Início de produção em 1942, manteve-se ao serviço neste país até 1980.
A combinação da arma e projéctil mostrou uma grande versatilidade o que permitiu a sua permanência em serviço muitas décadas para lá de 1945.

Mantém-se em serviço no Paquistão, Nova Zelândia, África do Sul.

Nome: OBUS 140 mm, campanha modelo 1941
Fabricante: Gran Bretanha
Guarnição: 9 Militares
Dimensões:
Comprimento: 4,70 metros
Largura: 2,54 metros
Altura: 2,67 metros
Comprimento do tubo: 4,2 m
Peso: 5,850 Kg
Elevação: -5 to +45 degrees
Desempenho:
Velocidade Inicial: 510 metros por segundo
Cadência: 3 tiros por minuto
Peso da munição: 45,36 kg (100 lb)
Alcance: 16.400 metros com granada de alto explosivo de 37 Kg

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ÚLTIMA HORA:

Hoje dia 11, o nosso Director da Delegação de Lisboa José Alberto Soares, fez a recepção de diverso material que nos foi cedido pela Guarda Nacional Republicana, através da divisão de História e Cultura da GNR, o qual destacamos esta belíssima peça:


Um Capacete de Couro Nº 1 de Infantaria, utilizado no uniforme de gala, pelos militares da GNR, em formaturas e cerimónias festivas nos inícios do século XX.

Fazem parte do seguinte espólio que também nos foi cedido:

- Um barrete de pano a azul ferrete e verde, instituído aquando do primeiro plano de uniformes da Guarda Nacional Republicana, em 31 de Outubro de 1910. Esta peça de fardamento transitou para a GNR a partir de 3 de Maio de 1911, com a adaptação do monograma “GNR”. Assim se vem mantendo até aos nossos dias, tal como as calças, o dolmem e a generalidade do uniforme privativo da GNR.

- Uma Boina utilizada pela Guarda Nacional Republicana em missões de manutenção de PAZ da ONU, designadamente no Afeganistão, Bósnia, Kosovo e Timor.

- Um Crachá de Armas de Peito do Comando Geral da GNR.

- Um Apito com fiador utilizado pelas patrulhas no serviço rural.

- Um Coldre em couro, utilizado para a pistola Walther, P38, calibre 9mm, com fiador.

- Um Freio e Estribos de metal utilizado nos cavalos do antigo Regimento de Cavalaria da GNR, datado de 1873.

- Um Bastão em couro utilizado pela GNR nas várias saídas em serviço.

Cada vez mais, o Museu da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, vai ficando enriquecido com as diversas dádivas e cedências de Associados e Departamentos dos vários Ramos das Forças Armadas e Militarizadas.
A todos o nosso muito obrigado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lembranças Força Aérea I

Alouette III


O Alouette III é um helicóptero utilitário ligeiro de transporte, monomotor, fabricado pela Aérospatiale, na França.
É um desenvolvimento do Alouette II, tendo um tamanho maior e uma maior capacidade de carga. Originalmente propulsado por uma turbina Turbomeca Artouste IIIB, o Alouette é reconhecido pelas suas capacidades de operação em grandes altitudes, sendo o ideal para o salvamento em áreas montanhosas.
A primeira versão do Alouette III, o protótipo SE-3160 voou pela primeira vez em 28 de Fevereiro de 1959. A sua produção foi iniciada em 1968, mantendo-se até 1968. Em 1968 começou a ser produzida a versão SA-316B.

Descrição:
Fabricante:Aérospatiale (antes Sud-Est e Sud Aviation) / França
Missão:Utilitário ligeiro de transporte
Tripulação: 1 piloto + 6 passageiros
Dimensões:
Comprimento: 10,2 m,
Envergadura: 11 m Altura 2,9 m Área (asas) 110,50 m²
Peso
Peso total 1.105 kg, Peso bruto máximo 2.100 kg
Propulsão Motores: 1 turbina Turbomeca Artouste IIIB de 870 CV
Performance: Velocidade máxima 220 km/h
Alcance 1.300 km
Teto máximo: 6.100 m
Armamento: Metralhadoras 1 canhão lateral de 20 mm

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Lembranças Exercito I

OBUS (Montanha) 7,5 cm 18


Nome: OBUS (Montanha) 7,5 cm 18

Modelo 1940

Fabricante: Itália

Dimensões:
- Comprimento: 4,17 metros
- Largura: 1,30 metros
- Altura: 1,35 metros

Peso: 1,050 Kg em posição de fogo

Desempenho:
Velocidade Inicial: 425 metros por segundo
Alcance: 9.500 metros

sábado, 6 de agosto de 2011

O "TOBIAS"


Muitos dos veraneantes que visitam o nosso Museu, já conhecem "O TOBIAS", é o guardião do Museu da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil.
Soldado Raso, assentou praça em Viseu, depois da recruta foi colocado em Tavira onde esteve 16 meses, tendo sido mobilizado para Timor, regressando à metrópole em 1972.
É ele que recebe todos os que querem visitar o nosso Museu. Vestido a rigor, está sempre pronto para as visitas guiadas que sejam solicitadas todos os domingos das 15 ás 19 horas.
Companheiro, camarada e sempre com um sorriso nos lábios, é o TOBIAS que descreve a história de cada um dos objectos exposto. Muitos têm uma história boa e alegre outros, uma história triste e má.
O espólio do nosso Museu existe, graças á boa vontade de muitos Combatentes e em especial à Marinha, Exercito e Força Aérea Portuguesa, aos quais a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, agradece do fundo do coração.
Todos os dias os nosso Museu é engrandecidos com mais uma recordação dos tempos Guerra do Ultramar.
Visitas guiadas para grupos ou individuais, ao nosso Museu podem e devem ser pedidas por Correio electrónico: combatentes.arganil@hotmail.com, ou junto de qualquer elemento da direcção da Associação, que posteriormente informará a data para a visita.

Horário das visitas: Domingos das 15 horas ás 19 horas.