Graças a esse membro "Tonkat" a ao "FórumDefesa.com", iremos logo que possível divulgar algumas noticias de interesse, bem como algumas fotos.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Noticias da época I
Graças a esse membro "Tonkat" a ao "FórumDefesa.com", iremos logo que possível divulgar algumas noticias de interesse, bem como algumas fotos.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
De ARGANIL a OLHÃO… Quarenta anos depois… alegria e emoção.
Em Janeiro de 1967, depois de tirar a Recruta no RI 12, na Guarda, fui transferido para o Porto, Regimento de Transmissões, para tirar a especialidade de Telegrafista. Até Maio do mesmo ano ali permaneci e nestes cinco meses novas amizades se construíram. Uma delas, porém, marcou até final do serviço militar cumprido e mesmo decorridos quarenta anos.
Pertencíamos ao 4.º pelotão. Na despedida, concluída a especialidade, o Piedade seguiu para o quartel de Faro, a dois passos da sua terra (Olhão) e eu segui para Lisboa, Batalhão de Telegrafistas, na Graça.
decorridos que foram dois meses, já em Lourenço Marques, a fim de seguir para o norte de Moçambique, mais concretamente Muidumbe, zona de Mueda, no distrito de Cabo Delgado, eis que chega ao porto o Niassa, em cujo navio iria fazer a viagem até Mocímboa da Praia. Qual não foi o meu espanto quando vi o Piedade, que também ia para o mesmo Batalhão (1878), mas cada um para diferente Companhia: ele para a 1502 (Miteda), eu para a 1504 (Muidumbe).
Como o Batalhão tinha já 15 meses quando nos integrámos, em Montepuez ficámos à espera de colocação. Veio a ordem oficial que íamos integrar o Comando de Agrupamento do Sector F de Tete.
Fomos os dois e daqui jamais nos separámos. Entretanto, meses antes, recebera o Piedade a notícia de que fora novamente pai de outra menina. E foi por causa das meninas e com medo que algo lhe acontecesse, pois faltavam poucos meses para irmos para a Beira, que fui no lugar dele para uma operação, partilhada com os rodezianos, realizada na zona de Gago Coutinho, na fronteira com a Zâmbia. Falou-me ao coração e eu acedi, e hoje sinto orgulho por isso. Foram 12 dias que por lá andei, que até a minha família acabou por ficar incomodada, por estar tanto tempo sem mandar notícias. Felizmente cheguei são e salvo, apenas com a barba de 12 dias…
Durante esses dias acabei por abraçar também um amigo de Torrozelas, o Belmiro Domingos, que era padeiro. Nada faltou, nem tão-pouco a «água-Lisboa»… vinho para os brancos. Hoje, quando vem «à cidade», recordamos esses tempos.
Passada toda esta vivência, eis que chegou a hora do regresso, depois de termos passado oito meses na Beira. Foi no final de Agosto de 1969. Embarcámos no «Angola», o mesmo navio que me tinha levado.
O desembarque aconteceu no dia 22 de Setembro, no cais de Alcântara. Aguardavam-no a esposa do Piedade, a Aura, com as filhas, e da minha parte o meu saudoso e sempre querido irmão Silvino.
Despedimo-nos, abraçados por momentos. Calados, mas com uma lágrima traiçoeira a roçar o rosto de cada um. Decorridos dois anos, porém, encontrámo-nos em Fátima. Depois, não mais nos vimos, somente nos escutamos ao telemóvel.
Decorridos quarenta anos a hora chegou. No passado dia 15 de Julho, tendo ido com familiares ao Algarve, não podia deixar de ver o meu amigo Piedade. Lá fui a Olhão, à Rua Almirante Reis, n.º 34. Sabendo que o Piedade luta com doença que não perdoa, situada num pulmão, mais uma força interior me impeliu para o ir visitar e dar-lhe um abraço de força, de amizade, de solidariedade.
O abraço foi tão forte, que as lágrimas de ambos se misturaram com a alegria dos netos que brincavam mesmo ali e que são o seu enlevo. A Aura, sempre solícita, generosa, bom coração, que ainda tem tempo para ajudar outros que precisam, não deixa o marido em qualquer circunstância, mesmo quando anda em tratamentos dolorosos para lhe atenuar a doença. Lá estava sempre prazenteira e com um sorriso nos lábios.
Embora as dificuldades sejam o pão de cada dia daquele casal, essa dificuldade é atenuada pela alegria e amizade entre a família, sendo uma mais-valia daquela casa, pois o Piedade e a Aura tiveram ainda mais dois filhos, que lhe deram 9 netos e três bisnetos. É uma família que se ajuda irmãmente e vêem nos progenitores uns pais de verdade.
A casa do Piedade é um espaço aberto, de grandes dimensões. É como aquela casa que o Solnado clamava: «Tragam-me a sopa!». Nas paredes, a galeria da família, desde os verdes anos de cada um e já adultos.
O Piedade teve um lugar de peixe no mercado de Olhão. Mas devido à doença teve que deixar. Como se atrasou nos pagamentos à Segurança Social, agora quando podia receber a sua reforma, tem que esperar mais alguns meses, até que as contas com o Estado estejam saldadas. É uma pequena renda de uma loja que lhe vai atenuando as despesas. Os filhos, esses, lá estão na retaguarda, sempre a ver de que os pais precisam.
É uma família que, mesmo com adversidades tão acentuadas, vivem de uma forma aberta, simpática, sem grandes lamentos, só aqueles que doem no corpo e na alma.
Chegou a despedida. Um abraço forte e a promessa de nos voltarmos a abraçar. Prometo Piedade, com lágrimas e tudo… Já no carro ainda os lobrigámos na varanda, dizendo adeus. Um adeus forte e… com muita esperança.
Texto de: José Travassos de Vasconcelos
domingo, 21 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Nós estivemos lá
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Lembranças Exercito II

Início de produção em 1942, manteve-se ao serviço neste país até 1980.
A combinação da arma e projéctil mostrou uma grande versatilidade o que permitiu a sua permanência em serviço muitas décadas para lá de 1945.
Mantém-se em serviço no Paquistão, Nova Zelândia, África do Sul.
Nome: OBUS 140 mm, campanha modelo 1941
Fabricante: Gran Bretanha
Guarnição: 9 Militares
Dimensões:
Comprimento: 4,70 metros
Largura: 2,54 metros
Altura: 2,67 metros
Comprimento do tubo: 4,2 m
Peso: 5,850 Kg
Elevação: -5 to +45 degrees
Desempenho:
Velocidade Inicial: 510 metros por segundo
Cadência: 3 tiros por minuto
Peso da munição: 45,36 kg (100 lb)
Alcance: 16.400 metros com granada de alto explosivo de 37 Kg
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
ÚLTIMA HORA:
Fazem parte do seguinte espólio que também nos foi cedido:
- Um barrete de pano a azul ferrete e verde, instituído aquando do primeiro plano de uniformes da Guarda Nacional Republicana, em 31 de Outubro de 1910. Esta peça de fardamento transitou para a GNR a partir de 3 de Maio de 1911, com a adaptação do monograma “GNR”. Assim se vem mantendo até aos nossos dias, tal como as calças, o dolmem e a generalidade do uniforme privativo da GNR.
- Uma Boina utilizada pela Guarda Nacional Republicana em missões de manutenção de PAZ da ONU, designadamente no Afeganistão, Bósnia, Kosovo e Timor.
- Um Crachá de Armas de Peito do Comando Geral da GNR.
- Um Apito com fiador utilizado pelas patrulhas no serviço rural.
- Um Coldre em couro, utilizado para a pistola Walther, P38, calibre 9mm, com fiador.
- Um Freio e Estribos de metal utilizado nos cavalos do antigo Regimento de Cavalaria da GNR, datado de 1873.
- Um Bastão em couro utilizado pela GNR nas várias saídas em serviço.
Cada vez mais, o Museu da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, vai ficando enriquecido com as diversas dádivas e cedências de Associados e Departamentos dos vários Ramos das Forças Armadas e Militarizadas.
A todos o nosso muito obrigado.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Lembranças Força Aérea I
É um desenvolvimento do Alouette II, tendo um tamanho maior e uma maior capacidade de carga. Originalmente propulsado por uma turbina Turbomeca Artouste IIIB, o Alouette é reconhecido pelas suas capacidades de operação em grandes altitudes, sendo o ideal para o salvamento em áreas montanhosas.
A primeira versão do Alouette III, o protótipo SE-3160 voou pela primeira vez em 28 de Fevereiro de 1959. A sua produção foi iniciada em 1968, mantendo-se até 1968. Em 1968 começou a ser produzida a versão SA-316B.
Descrição:
Fabricante:Aérospatiale (antes Sud-Est e Sud Aviation) / França
Missão:Utilitário ligeiro de transporte
Tripulação: 1 piloto + 6 passageiros
Dimensões:
Comprimento: 10,2 m,
Envergadura: 11 m Altura 2,9 m Área (asas) 110,50 m²
Peso
Peso total 1.105 kg, Peso bruto máximo 2.100 kg
Propulsão Motores: 1 turbina Turbomeca Artouste IIIB de 870 CV
Performance: Velocidade máxima 220 km/h
Alcance 1.300 km
Teto máximo: 6.100 m
Armamento: Metralhadoras 1 canhão lateral de 20 mm
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Lembranças Exercito I
sábado, 6 de agosto de 2011
O "TOBIAS"
Soldado Raso, assentou praça em Viseu, depois da recruta foi colocado em Tavira onde esteve 16 meses, tendo sido mobilizado para Timor, regressando à metrópole em 1972.
É ele que recebe todos os que querem visitar o nosso Museu. Vestido a rigor, está sempre pronto para as visitas guiadas que sejam solicitadas todos os domingos das 15 ás 19 horas.
Companheiro, camarada e sempre com um sorriso nos lábios, é o TOBIAS que descreve a história de cada um dos objectos exposto. Muitos têm uma história boa e alegre outros, uma história triste e má.
O espólio do nosso Museu existe, graças á boa vontade de muitos Combatentes e em especial à Marinha, Exercito e Força Aérea Portuguesa, aos quais a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, agradece do fundo do coração.
Todos os dias os nosso Museu é engrandecidos com mais uma recordação dos tempos Guerra do Ultramar.
Visitas guiadas para grupos ou individuais, ao nosso Museu podem e devem ser pedidas por Correio electrónico: combatentes.arganil@hotmail.com, ou junto de qualquer elemento da direcção da Associação, que posteriormente informará a data para a visita.
Horário das visitas: Domingos das 15 horas ás 19 horas.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Lembranças Marinha I

Tipo ... Navio misto de 1 hélice
Construtor ... Société Anonyme Cockerill-Ougrée
Local construção ... Hoboken - Bélgica
Ano de construção ... 1955
Ano de abate ... 1979
Registo ... Capitania do porto de Lisboa, em 31 de Agosto de 1955, com o número H 435
Sinal de código ... C S A W
Comprimento fora a fora ... 151,27 m
Boca máxima ... 19,44 m
Calado à proa ... 8,37 m
Calado à popa ... 8,37 m
Arqueação bruta ... 10.742,32 Toneladas
Arqueação Líquida ... 6.256,62 Toneladas
Capacidade ... 13.249 m3
Porte bruto ... 9.706 Toneladas
Aparelho propulsor ... Um motor diesel, de 6 cilindros, modelo Doxford de embolos opostos, construido em 1955 pelo Stabilimento Meccanico Ansaldo S. A. em Sampierdarena, Génova.
Potência ... 6.800 cavalos
Velocidade máxima ... 18,4 nós
Velocidade normal ... 16,2 nós
Passageiros ... Alojamentos para 22 em primeira classe, 300 em classe turistica, no total de 322 passageiros.
Tripulantes ... 132
Armador ... Companhia Nacional de Navegação - Lisboa

quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Os Combatentes na Nossa Senhora do Mont'Alto
No próximos dias 14 e 15 de Agosto, vão-se realizar os festejos em honra de Nossa Senhora do Mont'Alto.Como é habitual a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil irá estar presente com o seu habitual Kioske, onde todos os Associados, Amigos e companheiros poderão desfrutar da boa camaradagem, relembrar tempos antigos e claro matar a sede e a fome que habitualmente aparece nesses dias de festejos.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Guerra Colonial - anos 60/70 - GUINÉ
Vídeo nunca divulgado acerca da guerra no nosso Ultramar.
Guerra Colonial - anos 60/70 ...
(Atenção algumas cenas pesadas)
Guerra Na Guine...
É o único filme feito na Guiné que apanhou uma sequência real de guerra.
Os jornalistas franceses que seguiam nesta patrulha, mandada executar para que eles tomassem conhecimento com o dia a dia das NT estacionadas em BULA, um pouco a Norte do Rio Mansoa, apanharam um "cagaço", mas registaram algo que mais nenhum registou. Se não estou errado ia também uma jornalista.
A emboscada que as NT sofreram, não estava "no programa", mas isto era o que podia acontecer sempre que se saía para o mato e neste caso julgo que foi para os lados do CHOQUEMONE, uma das zona quente onde o IN tinha "acampamento(s)", na área entre BULA-BISSORÃ-S. VICENTE (já no Rio Cacheu).
O Spínola, com a seu ajudante de campo (era ainda o Almeida Bruno) e o Cmdt do Batalhão de BULA foram lá, mal tiveram conhecimento do que tinha acontecido.
Fonte: YouTube-JUAQUIMNUNEZ
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Falecimento de Associado

1941 - 2011
Á familia enlutada apresentamos os nossos Sentidos Pêsamos
Nota: As nossas desculpas pelo atraso da noticia.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Mais um convívio que marcou pela positiva
Cheguei à linda sede da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil, que tão gratas recordações nos deixam, por ter sido a Casa do Cantoneiro (e continua com essa designação), onde viveram pessoas amigas e que essa amizade ainda perdura.
Chegados lá, já o Marílio, o Zé Carlos, o Zé Simões, o Artur Travassos, o António Vasconcelos estavam de volta dos assadores, onde a sardinha e as febras iam cheirando, enquanto o presidente Leonel e o Abel Fernandes iam tratando do pão, e do vinho, e o Zé Gomes, na retaguarda, ia vendo o que mais era preciso. O Manel do Tribunal, o João Pimenta no balcão do bar e o Manel Silva ia tratando dos tocadores: o sempre bem-vindo e acarinhado Zé d’Almeida e os «aprendizes»: António Pereira (Tornomoita) e o Vítor da Tasquinha.
Além do mais, a presença das mulheres foi em grande número, o que é sempre salutar e enriquecedor nestes encontros, e também os netos de alguns deram um cheiro forte de jovialidade ao ambiente.
Foi bom ver também o Manuel Vasconcelos, que de vez em quando se desloca à sua terra, desde Torres de Cotilhas (Espanha). E quando há coincidências com a sua estada, não deixa de participar nestes convívios.
Foi mais uma confraternização que marcou mais uma vez o estado de espírito da Associação, unida e forte.
Recordo quando, em 1964 ou 65, assisti à chegada do primeiro combatente da Barreira e da vila, que tinha ido para Angola, que foi o António Carriço. À sua chegada fez-se uma festa rija no lagar do Sr. Carlos Carneiro, lançando-se ao ar alguns foguetes. Também baile não faltou e uma grande merenda. Infelizmente este amigo já não pertence ao nosso número.
Aliás, daí para diante foi sempre usual que quando chegava um militar da guerra, a população recebia-os festivamente, com bailes na Casa do Povo e não só.
José Vasconcelos
domingo, 10 de julho de 2011
Sardinhada 2011
Com grande afluência de associados, amigos e familiares.
A Associação agradece a comparência de todos neste evento, houve alegria, confraternização, convívio entre todos os presentes.
Neste dia até os Membros dirigentes cantaram o fado, ao som do acordeões tocados pelos companheiros José de Almeida, Vitor da Tasquinha e António Pereira
A Associação de Combatentes do Concelho de Arganil agradece a todos, pelos momentos de alegria e convívio que prestaram neste evento.
José Alberto Soares - Oferece quadro
O amigo José Alberto Soares tem representado incansavelmente a nossa Associação junto dos três ramos das Forças Armadas em Lisboa.
"O branco representa a esperança do fim da Guerra
O preto os dias negros dos Combatentes.
Os traços as chicotadas de Cristo.
O Dourado a riqueza do Soldado"
Obrigado Amigo Alberto. Os Combatentes Agradecem.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Sardinhada Anual

Comparece e trás um Amigo.
Aproveita e visita o nosso MUSEU.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
"Esquecidos pela Pátria"
No programa “Linha da Frente” transmitido pela RTP1, em 2011-06-15, ficamos nós, ex. combatentes e os telespectadores em geral a saber um pouco mais sobre o que foi a guerra no Ultramar Português, (Angola, Guiné e Moçambique) e suas sequelas, que alguns, ainda teimam em fazer esquecer, outros nem sequer falar, senti em mim como que uma revolta ver aqueles Homens ex. combatentes que lado a lado combateram junto de nós, sofreram! Como se pode ver com as marcas bem visíveis no corpo, lembro que passados quase meio século não fosse capaz de ver o drama destes ex. combatentes e muito mais o esquecimento a que por vezes estão sujeitos, é que já lá vão dez anos a viver em quartéis, longe das suas terras, de seus familiares, sem que o Estado Português reconheça aquilo a que têm direito, mas as injustiças não se ficam por aqui, pois todos sabemos que ficaram por lá muitos ex. combatentes que tombaram em combate, que até hoje não descansam em paz no seu País nas suas terras junto de seus familiares, isso me envergonha, enquanto Português e ex. combatente. Em grito de revolta digo, façam por estes Homens, algo que merecem! Que amanhã não seja tarde de mais! Depois em vez de receberem aquilo a que têm direito e por certo mais barato, recebe a família o subsídio de funeral.
ex. Combatente na Guiné, Jolmete 1969/71 - CCAÇ 2585 (Mais Alto)
Informação de Sousa de Castro
Texto de José Rodrigues Firmino
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Nota de Falecimento
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Comemorações do 10 de Junho de 2011

Visando nesse dia solene em que se celebra a Nação, homenagear, recordar e não deixar esquecer, aqueles que um dia ao longo da nossa história, tombaram e derramaram o seu sangue em defesa de Portugal.
Inscrições;
Leonel Costa - 961 119 239
Zé Gomes - 963 018 181
Zé Carlos - 967 964 368
Email: combatentes.arganil@hotmail.com
domingo, 15 de maio de 2011
Um alerta para Idanha-a-Nova
Aquele ex-militar, na carta que nos enviou, escreve:
Caros Amigos: Venho através da vossa Associação e se puderem pôr no vosso sítio, este meu pedido. Perdemo-nos já há perto de 35 anos e mesmo passando férias naquela terra nunca o encontrei.
Muito obrigado pela vossa atenção. Foi através de José Ricardo André que me contou a vossa missão nesse concelho e o amor e empenho que têm em prol dos Combatentes.
Estes espaços são mesmo para isto. Para nos pormos cada vez mais próximos uns dos outros.
Sempre ao dispor, seja de quem quer que seja.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Depois de 42 anos: de Moçambique a Aveiro…

Passados que são 42 anos, mais um convívio se vai realizar, no próximo dia 28, sempre no último sábado de Maio, como ficou deliberado em anos anteriores, e lê-se na carta: «Estamos a convocar-te para passares um dia maravilhoso, vivendo o presente, recordando o passado, esperando que o futuro nos proporcione muitos mais convívios e outros dias felizes. Aqueles que costumam estar presentes, sabemos que tudo farão para não faltar e até terão alguma ansiedade para que chegue depressa o dia 28 de Maio; por conseguinte, contamos com a tua confirmação. Aos outros, por este ou por aquele motivo têm ficado algumas vezes ausentes destes convívios ou nunca vieram, nós fazemos um apelo no sentido de fazerem algum esforço para estarem presentes, pois a festa é de todos nós. Com o passar dos anos as nossas capacidades vão-se esfumando, ficando cada vez mais comprometidos estes encontros».
A concentração registar-se-á às 10.30 horas, junto ao Estádio Municipal de Aveiro, com visita ao mesmo. Dali, rumo ao Restaurante «A Estufa», na Gafanha da Encarnação, onde será servido o almoço a partir das 13 horas. O repasto será recheado de diversa gastronomia, como sopa de legumes, bacalhau assado com batata a murro, leitão à Bairrada, não faltando as entradas e as sobremesas e… o cafezinho. Mas antes, cada um deve levar a carteira mais ou menos aberta, porque o Calafate e o Abrantes lá estarão para vos «apoiar». Para as inscrições marquem os números do telemóvel: do primeiro, 967288936, do segundo, 960292056.
Camaradas e amigos: não faltem a mais este convívio, embora para alguns já não seja possível, porque, entretanto, deixaram de viver connosco, mas estarão em espírito.
JOSÉ deVASCONCELOS
terça-feira, 10 de maio de 2011
Abertura da SEDE no dia 15 MAIO

Inicialmente o horário de Abertura será aos Domingos das 15 ás 19 horas.
O Nosso Museu estará aberto a todos as pessoas que quiserem dar-nos a honra da sua visita.
Estaremos sempre aos dispor de todos os Associados para a resolução de qualquer problema relacionado com a Lei 9/2002 tanto da Caixa Geral de Aposentações como do Centro Nacional de Pensões. Bem como qualquer outro assunto de interesse para os Associados.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Excursão a Espanha

Dia 7
Ás 6 e 30 horas - Saída junto ao Teatro.
Pela auto-estrada, passagem por Porto, entrada em Espanha por Vila Nova de Cerveira. Seguindo para VIGO com visita á cidade, com saída pelas 13 horas pelas Rias de Vigo, passagem por Pontevedra, em direcção a Xanxanxo, com paragem em Vichona para almoço no Hotel Troncoso.
Pelas 15,30horas – Saída para visita ás Rias e na Vila O GROVE (capital do marisco) opcionalmente e não incluído possibilidade de fazer passeio em barcos panorâmicos de fundo de vidro com visita ás plataformas/viveiros, a bordo é servido mexilhão fresco e bebidas.
Pelas 19 horas regresso ao Hotel para distribuição de quartos. Seguidamente será servido o jantar. A partir das 22horas animação na discoteca do Hotel.
DIA 8
Ás 8 horas - Pequeno almoço, logo de seguida saída para visita á cidade da CORUNHA. No regresso visita a Santiago de Compostela.
Pelas 14 horas almoço no Hotel. De seguida inicio da viajem de regresso pela costa Atlântica vindo por BAIONA, LA GUARDIA e outras localidades do litoral com entrada em Portugal por Vila Nova de Cerveira.
As refeições terão como base a magnífica gastronomia da GALIZA, com serviço personalizado á mesa estando incluído vinho e água.
Marcações de Lugares:
Leonel Costa: 961119239
Zé Gomes: 963018181
Zé Carlos: 967964368
Email: combatentes.arganil@hotmail.com
quarta-feira, 23 de março de 2011
Os Combatentes de Arganil e o início da Guerra do Ultramar

Lembrando os que morreram nessas guerras, naturais do concelho, cujos nomes se encontram inscritos numa lápide, o presidente da Assembleia-Geral da Associação, Manuel Marcelino Martins Silva, salientou o momento e deu graças ao Senhor por se estar ali vivendo uma paz que a todos nos alivia e consola. Não esqueceu também os camaradas que não chegaram a regressar e por eles, em sua memória, foi guardado, com toda a dignidade, um minuto de silêncio.
terça-feira, 22 de março de 2011
Convívio dos «Filhos da Escola» de 64
Está marcado para o Louriçal (Pombal), o almoço comemorativo do 47.º aniversário dos «Filhos da Escola» que em 1 de Abril de 1964 iniciaram o seu tempo de tropa na Marinha.
No próximo dia 2 de Abril será a concentração dos «Escolinhas» no Largo do Mercado, naquela vila, pelas 10.30 horas, com porto de honra de boas-vindas e visita ao convento da vila de Louriçal.
O almoço, marcado para as 13 horas, será servido no Restaurante «O Zé», tendo como aperitivo não só os habituais acepipes, como também música ao vivo. E ao toque da música, serão distribuídas lembranças aos participantes.
«Filho da Escola», se ainda não te inscreveste, basta marcar: 469/José Gomes (963018181 – Arganil); 238/Ulisses Cadete (918836631 – Louriçal); e o 287/Zé Carlos (917806479). Comparece!
Zé Gomes.
Invasões Francesas Encontro/Debate
As origens, os efeitos e as consequências da Revolução Francesa
As origens da Revolução Francesa, estão no descontentamento da população, principalmente da população de Paris, nos fins do Século XVIII.
A 14 de Julho de 1789 a população de Paris, revolta-se contra o absolutismo e despotismo da Monarquia absoluta. A rebelião popular atinge o seu auge com a tomada da Bastilha.
Mas, se procurarmos ir mais longe, nas origens da Revolução Francesa, teremos que recuar no tempo, e ir analisar, a primeira grande Revolução dos tempos Modernos.
Essas origens, estarão certamente, na Revolução Americana, contra a grande potência colonizadora; a Inglaterra.
As ideias liberais e a luta da Revolução Americana, terminaram com a Independência dos Estados Unidos da América em 1776.
Perdendo assim a Inglaterra, a sua mais promissora Colónia da América do Norte.
A Carta Constitucional ou Constituição, dos Estados Unidos da América veio dar ”alma” e vida ao espírito revolucionário dos Franceses.
Da tomada da Bastilha, pela rebelião popular de Paris em 1789, contra a monarquia absoluta, até aos desmandos, excessos e arbítrios dos revolucionários, foi um “passo” para a Anarquia.
Aparecem sempre os salvadores das Revoluções.
Neste caso, o mais marcante foi: Napoleão Bonaparte. Um Oficial de Artilharia, em ascensão meteórica, que para travar uma manifestação popular em Paris, teve a “coragem” e o sangue frio, segundo o Conselho Revolucionário da altura, de esperar com a seus canhões armados, pela manifestação popular e disparar à queima-roupa sobre o Povo, a carnificina de Napoleão nesse dia, valeu-lhe a subida ao mais alto comando da Revolução e, ao temor, respeito e admiração de todos.
Estava “escolhido” o líder da Revolução Francesa. De Paris ao norte de Itália, ao Piemonte, à Áustria, à Alemanha, à Espanha e a Portugal, Napoleão venceu tudo e todos.
A 1ª Invasão Francesa a Portugal foi um sucesso para Napoleão, na pessoa do seu Comandante-em-Chefe o General Junot.
A entrada de Junot em Lisboa, foi saudada e louvada à entrada de Sacavém, a 27 de Novembro de 1807. Esperava-o uma grande Comissão de Honra, para lhe dar as boas vindas, constituída pela Maçonaria Francesa, pela Maçonaria Portuguesa, por altos membros do Clero e, pelos “menos” Nobres, que não conseguiram ter lugar na Esquadra Portuguesa, que nesse mesmo dia zarpou do Tejo, rumo ao Brasil, com o Príncipe Regente D. João, sua mãe a Rainha Dona Maria I, já em estado de loucura e, toda a Corte e a mais alta Nobreza.
Esta foi a estratégia de retirada, negociada e forçada pelos embaixadores Ingleses, com o Príncipe Regente, fundeados com a sua Esquadra de guerra, fora da barra do porto de Lisboa, em defesa do mesmo.
O General Junot, governou Lisboa em festa e em luxos sumptuosos. Os bailes sucediam-se constantemente, as recepções eram diárias. Instalado no Palácio dos Quintela, rico comerciante de Lisboa, governava por decreto.
Os comerciantes de tudo vendiam e enriqueciam, os pescadores satisfeitos, com o bom preço e bom pagamento dos franceses, manifestavam-se a favor do governo militar francês de Lisboa.
Os Ingleses no Brasil, eram os senhores do comércio. O embaixador Inglês no Rio de Janeiro, dava ordens de despacho comercial e alfandegário de privilégio, às mercadorias Inglesas. Era o início do pagamento da ajuda a Portugal, na luta contra o bloqueio continental, decretado por Napoleão, fechando todos os portos da Europa aos navios Ingleses.
As riquezas que não embarcaram para o Brasil com nobreza, estavam agora a saque das tropas francesas. O ano de 1808 iria ser penoso para o povo, já por si na miséria.
As tropas inglesas desembarcam em Portugal secretamente, dão luta aos franceses, com melhores armas, integram as tropas portuguesas no exército, coordenam as Milícias. Em poucas batalhas, os franceses retiram.
A 2ª Invasão pelo norte, comandada pelo General Soult, não teve capacidade para se instalar, graças à resistência popular e, obviamente à ajuda dos Ingleses com as milícias Portuguesas, agora mais empenhados em defender o seu bom acordo do Brasil, que muito melhorou para o seu lado, o antigo Tratado de Methuin.
A 3ª Invasão que agora se pretende relembrar, principalmente a sua retirada, aqui pela nossa Beira-Serra. Destacando certamente alguns pormenores, que outras intervenções irão relatar, como os oradores que me seguirão, de muito mais saber académico e de experiencia feito, como o Dr. João Pedro Portugal de São Martinho da Cortiça e o Dr. Francisco Antunes, distinto médico do vizinho concelho de Oliveira do Hospital, mas um verdadeiro conhecedor humanista da nossa região, em arqueologia, antropologia e sociologia, irá certamente ser um prazer ouvir o nosso amigo Dr. Francisco Antunes.
Limito-me apenas, a dar alguma cronologia da retirada, das tropas francesas da frente das Linhas de Torres:
Na noite de 5 para 6 de Março de 1811, Massena procura enganar o General Wellington, com algumas movimentações de tropas, para um ataque às Linhas de Torres.
Afinal, … já estava em retirada, e consegue um avanço considerável. Mas, a retirada de um exército com a logística pesada, ainda com mais de 40.000 homens, é porventura a manobra de guerra mais difícil, mais melindrosa e mais difícil de coordenar. Massena é um hábil Comandante, que apesar de cego de uma vista, teria como que um sexto sentido, para a guerra. Napoleão chamava-lhe o “querido da Vitória”.
Enfrenta a 12 de Março, na batalha da Redinha, devidamente entrincheirada nas encostas da serra, as tropas Luso-Inglesas. Perde apenas 150 homens, mas Wellington perde centenas, muito perto de 1.000 homens.
Em Miranda do Corvo a 14, havia um espesso nevoeiro, o seu ajudante de campo, o General Marbot, ia sendo apanhado á mão, pelos Dragões Ingleses, mas defendeu-se heroicamente e escapou à cilada.
Na Fonte Santa é o próprio Massena, que preparando-se para jantar ao ar livre, com o seu estado-maior, é atacado pelos Dragões Ingleses em golpe de mão, num ataque fulminante, mas a reacção rápida dos seus Granadeiros e Dragões da segurança próxima, livraram-no de ser apanhado. As culpas caíram sobre o seu general Ney, que descorou a segurança de defesa do estado-maior de Massena.
A 15 de Março, o exército francês, chega às margens do rio Ceira, frente a Foz de Arouce, onde se dá um combate desordenado mas com pronta reacção dos franceses.
A 16 à noite, a ponte na Mucela está reconstruída. Na madrugada de 17 começam a passar a ponte, São mais de 40.000 homens, milhares de cavalos, burros, mulas, bois, ovelhas, cabras, canhões, carros e carroças, com mantimentos munições, feridos e doentes.
A 17 e 18 há tropas por todo o lado, desde o Mucelão, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo, Arganil, Secarias, Mouronho, Meda de Mouros, Oliveira do Hospital etc. Mas o grosso das tropas francesas, pernoitaram na noite de 18 para 19 na Serra da Moita.
Foi na madrugada de 19 de Março de 1811, que as tropas francesas partiram deste local, sobranceiro para toda esta região, de terras de Arganil e Tábua.
No mesmo dia, acampam aqui, as tropas do General Wellington. Aqui permanecem dois dias, à espera de mantimentos de Lisboa e de ordens do Parlamento Inglês.
Os serviços secretos Ingleses, já sabiam da intenção de Napoleão, invadir a Rússia.
A “ordem” para Wellington, era de perseguição em força, aos franceses.
Foi aqui na Serra da Moita, que começou o princípio do fim de Napoleão. A guerra Peninsular ainda se prolonga em Espanha por 1811 e 1812, onde Wellington combate heroicamente, com as tropas Luso-Inglesas, mas já não contra Massena, que tinha sido destituído de Comandante em chefe e, mandado regressar a Paris, onde esperou um mês para ser recebido por Napoleão.
A campanha da Rússia, comandada pelo próprio Napoleão, foi um desastre, partiram de Paris 620.000 homens, regressaram a Paris menos de 20.000.
O desastre da 3ª Invasão a Portugal, foi apenas o prelúdio do desastre de Moscovo.
Aqui, na Serra da Moita ficou para sempre o marco da história, do princípio do fim do Império de Napoleão, que sonhou à imagem dos Estados Unidos da América, com o seu Império dos Estados Unidos da Europa.
Da revolução francesa guerreira, ficaram páginas negras da história universal, só o ideal prevalece, sintetizado em três palavras: “ Liberdade – Igualdade – Fraternidade”.
Autor: Constantino Ferreira
sexta-feira, 18 de março de 2011
Desde Moçambique há 43 Anos

Na Aldeia de Santo Antão «perfilou-se» o Batalhão de Caçadores 1878
Não fugindo à regra, o Batalhão de Caçadores 1878 reuniu, mais uma ano, em franco convívio, próximo da Batalha, local onde se ergue um monumento que encerra também uma época gloriosa, mais propriamente no Restaurante da Aldeia de Santo Antão.
De ano para ano notam-se ausências: uns porque os achaques começam a minar a sua estrutura corporal, outros porque a crise começa a notar-se também e outros ainda porque a morte já os chamou para a derradeira viagem. Estes não foram esquecidos, porque todos, de pé, e em silêncio (tal como quando saímos para o mato, apeados), se lhe guardou um minuto em sua memória.
Mesmo assim, a três companhias, formadas pela CCS, 1502, 1503 e 1504, lá estiveram formadas, não ao som do cornetim, mas aos gritos de alegria de quem chega e se abraça com frenesim e muita, muita amizade. Porque alguns que já não iam ao encontro há anos, ficavam um pouco apáticos, porque já quase não conheciam os camaradas de há 43 anos. Mas depois, falando nos apelidos ou nas alcunhas, logo o abraço era forte e as lágrimas faziam-lhes companhia.
Uns levam consigo, dentro de uns simples plásticos, algumas recordações, como fotografias, a lista dos que faziam parte do Batalhão, quem foi morto ou ferido, não faltando os jornalitos que eram editados por cada Companhia.
Ora sendo um Batalhão constituído por mais de 500 homens, nem todos acusam a chamada do Manuel Tomé e do Francisco Sabino Lopes, os camaradas que desde há anos têm organizado estes encontros. Se neste encontro estiveram cerca de 200 pessoas, combatentes registaram-se apenas metade. O restante são esposas, filhos, netos e familiares que acompanham estes valentes de há quatro décadas. E fazem-no com muito orgulho. Vê-se como os descendentes se orgulham de participar e como reagem ao sentimento dos seus em relação a uns e outros.
Foi em Moçambique que este Batalhão esteve em missão. Primeiro no distrito da Zambézia, depois em Cabo Delgado (Nangololo, Nancatari, Miteda e Miudumbe). Acabou a comissão em Montepuez, em 1968.
A Companhia a que estive incorporado foi na 1504, que tinha como lema «Nós ou Ninguém». Ainda assim, é uma Companhia da qual ainda comparecem algumas dezenas, inclusive o seu comandante, Capitão Jónatas, hoje Coronel na reforma. É o único comandante de Companhia que ainda não deixou os seus homens. Tal como o fazia em campanha, demonstrou ainda a sua maneira de ser: altivo, disciplinado, dialogante, sereno, sentimental. E nas suas palavras de despedida, deixou a mensagem de que todos, até ao fim, mantenham esta união, esta amizade, este sentido de ver o que é a paz, pois os anos em que estivemos juntos, soubemos agir com dignidade, sentido patriótico, sentido de responsabilidade, sentido de sacrifício. Deixou votos de que para o ano todos voltem a reencontrar-se, a fim de que esta chama se apague apenas no momento derradeiro da nossa vida.
O regresso é sempre um pouco embaraçoso. Abraços para aqui, abraços para ali, no fundo fica a esperança de que, para o ano, todos ou quase todos voltem a sentir este calor de amizade, que só quem andou nestas andanças sabe sentir e avaliar.
José Travassos de Vasconcelos.
terça-feira, 15 de março de 2011
12 de Março dia de Assembleia Geral

Com a sala da sede repleta, reuniu em assembleia-geral, no passado sábado, dia 12, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil. Para além de serem tratados os habituais assuntos, particularmente a aprovação das contas, há que registar também a eleição de novos órgãos sociais, que hão-de gerir os destinos da colectividade durante 2011-2012. Foram integrados novos elementos, que certamente irão dar mais vida e mais vitalidade ao momento saudável que a Associação atravessa, enquanto outros elementos mudaram de lugar.
O primeiro ponto discutido dizia respeito à aprovação do Regulamento Interno, particularmente o artigo 19.º. Posto à discussão e com explicações adequadas para melhor elucidação dos sócios, foi aprovado por unanimidade. Esta proposta diz respeito a que Direcção passe a ser composta por 11 elementos e não por 7. Entre os seis vogais haverá dois suplentes que se tornarão efectivos à medida que se derem as vagas pela ordem que tiverem sido eleitos.A gratidão, no Sarzedo, demora a chegar
Precedida a discussão do relatório e contas, o presidente da Direcção, Leonel Costa, frisou o ano de trabalho desenvolvido no ano de 2010, cujas realizações mantiveram o ponto alto da Associação. Entre essas iniciativas, recorde-se a ida a Lisboa, no dia 10 de Junho, a fim de participarem nas comemorações do Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas. Há ainda a referir, contudo, a Passagem de Ano, o Baile de Carnaval, o Baile da Primavera, convívios na sede, almoço de aniversário, a presença da Associação na festa do 15 de Agosto e na Feira do Mont’Alto, Passeio ao Douro e Baile da Noite Branca, homenagem aos Combatentes do concelho mortos, com deposição de flores nos monumentos de Pomares, Abrunheira (S. Martinho da Cortiça) e Arganil e palestra sobre o Stress de Guerra. Sobre o caso da nomenclatura de rua do Sarzedo a um combatente falecido, Leonel Costa lamentou que, apesar de a Associação, quer por escrito, quer pessoalmente, se ter dirigido à Junta de Freguesia, ainda não tenha sido feito o devido gesto de gratidão, o que não se compreende, afirmou.
Sobre as contas, bem elaboradas, aliás, elas traduzem a boa organização e honorabilidade que os responsáveis neste campo demonstram. Assim, o tesoureiro, José Rodrigues Gomes, informou que o total das receitas atingiu 23.480,14 euros e as despesas 21. 455,69 euros. Assim, o saldo que transita para 2011, é de 2.024,49 euros.Nestas contas há que registar o pagamento da dívida que a Associação tinha para com o presidente da Direcção, de 3.000 euros, que declinou receber os respectivos juros, que totalizavam ainda elevada importância. Foi registado com aplauso este gesto, adiantando Abel Fernandes que é mais relevante se torna, atendendo a que não fica registado publicamente essa quantia, quando podia ficar registado como donativo.
Em relação ao orçamento para 2011 ele aponta para 23.224,49 euros de receita e de despesa, 23.000 euros.
Leonel Costa relevaria a importância das contas, cujo esforço foi notório por parte de todos os elementos, com empenho, com trabalho e porque não com devoção.
António Augusto saiu mas ficou na reserva…
António Augusto Henriques, um Combatente que desde a primeira hora integrou o corpo da Associação, um trabalhador nato e muito empenhado nas questões sociais da instituição, um moderador e também um poeta, deixa que o seu nome não figurasse nesta constituição directiva. Segundo a sua versão, são motivos pessoais que o levam a tomar tal posição. É com pena, muita pena e pesar que deixa de pertencer à Associação. Porém, advertiu que foi uma experiência espectacular, mas acrescentou que quando soar o toque de reunir, ele tentará estará presente e não deixará de cumprir com as suas obrigações sociais.E seria precisamente António Augusto, presidente do Conselho Fiscal, a ler o parecer do mesmo, o qual foi inteiramente favorável às contas, apresentadas com toda a clareza e sabedoria, pediu um voto de louvor à direcção pelo trabalho desenvolvido, com empenho e muita garra, voto que foi aprovado por unanimidade e aclamação.
Eleição dos novos órgãos sociais
O terceiro ponto da ordem de trabalhos rodeava a eleição de nova lista contendo os órgãos sociais que hão-de gerir a Associação entre 2011 e 2012. Aprovada que foi por unanimidade e aclamação, a referida lista ficou assim constituída:Assembleia-Geral – Presidente, Manuel Marcelino Martins Silva; Secretário, José Travassos de Vasconcelos; Secretário-Adjunto, José Ricardo André.
Direcção – Presidente, Leonel da Conceição Costa; Vice-Presidente, Abel Ventura Fernandes; Secretário, João Alexandre Mateus Pimenta; Secretário-Adjunto, Manuel Henrique Amaro Ferreira; Tesoureiro, José Augusto Rodrigues Gomes; Vogais: Marílio Ramos Gonçalves, António José Travassos de Vasconcelos, José Fernando Simões e Pedro Matos Alvoeiro; Vogais-Suplentes: José Alberto Leitão Guerreiro e João Miguel Alvoeiro Alves.
Conselho Fiscal – Presidente, José Carlos Trindade Ventura; Secretário, Romão Gonçalves Mateus; Vogal, Artur Manuel Travassos Correia.
Os Eleitos:
Há 50 anos iniciaram-se as Guerras do UltramarinasNo que diz respeito ao Plano de Actividades para o ano em curso, o Presidente da Direcção anunciou que, embora já passado, realizou-se o Baile de Carnaval e na passada terça-feira, dia 15, pelas 12 horas, realizou-se uma cerimónia junto ao Monumento dos Combatentes, no Sobreiral, com a presença de alguns Combatentes, a fim de recordar que foi neste dia que se iniciaram as Guerras Ultramarinas e ao mesmo tempo evocaram-se os mortos, cujos nomes se encontram inscritos numa lápide. As iniciativas prosseguem: no sábado, dia 19, a Associação apoia o programa comemorativo da retirada das tropas francesas na Moita da Serra, com almoço no Restaurante «A Saborosa»; 7 e 8 de Maio, Excursão a Espanha; 5 de Junho, presença na inauguração da toponímia do Maladão, para prestar homenagem a todos os Combatentes; 10 de Junho, ida a Lisboa para assistir às cerimónias do Dia de Camões e das Comunidades; em Junho a habitual sardinhada; 7 de Agosto, realização do almoço de aniversário; em Agosto e Setembro, presença, respectivamente, no 15 de Agosto e Feira do Mont’Alto; mês de Outubro, possível prova de rali-paper; 1 de Novembro, homenagear os mortos em combate, com deposição de flores nos três Monumentos; Novembro, o tradicional magusto; e 31 de Dezembro, passagem de ano.
Como nada se deve, outras prioridades em campo
No último ponto da ordem de trabalhos, discussão de outros assuntos importantes para a Associação, o agora presidente da Assembleia-Geral, Manuel Silva, já que todos os elementos tomaram posse logo ali, informou que estando as contas totalmente equilibradas, a Associação passará a entrar noutros campos de apoio, estando disponível para resolver qualquer assunto que surja aos Combatentes associados.
No final, o ainda presidente da mesa, José Carlos Trindade Ventura, felicitaria os novos elementos nas missões que foram investidos, desejando a todos as maiores felicidades, acrescentando aquela Associação, é um espaço de paz, de concórdia e de amizade, tal como o afirmaria também o agora vice-presidente da Direcção, Abel Fernandes.
Foi com amizade que todos conviveram, numa noite que ficará a atestar, mais uma vez, a função da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil, que é a preservação de uma memória que marcou uma época.








