terça-feira, 22 de março de 2011
Convívio dos «Filhos da Escola» de 64
Está marcado para o Louriçal (Pombal), o almoço comemorativo do 47.º aniversário dos «Filhos da Escola» que em 1 de Abril de 1964 iniciaram o seu tempo de tropa na Marinha.
No próximo dia 2 de Abril será a concentração dos «Escolinhas» no Largo do Mercado, naquela vila, pelas 10.30 horas, com porto de honra de boas-vindas e visita ao convento da vila de Louriçal.
O almoço, marcado para as 13 horas, será servido no Restaurante «O Zé», tendo como aperitivo não só os habituais acepipes, como também música ao vivo. E ao toque da música, serão distribuídas lembranças aos participantes.
«Filho da Escola», se ainda não te inscreveste, basta marcar: 469/José Gomes (963018181 – Arganil); 238/Ulisses Cadete (918836631 – Louriçal); e o 287/Zé Carlos (917806479). Comparece!
Zé Gomes.
Invasões Francesas Encontro/Debate
As origens, os efeitos e as consequências da Revolução Francesa
As origens da Revolução Francesa, estão no descontentamento da população, principalmente da população de Paris, nos fins do Século XVIII.
A 14 de Julho de 1789 a população de Paris, revolta-se contra o absolutismo e despotismo da Monarquia absoluta. A rebelião popular atinge o seu auge com a tomada da Bastilha.
Mas, se procurarmos ir mais longe, nas origens da Revolução Francesa, teremos que recuar no tempo, e ir analisar, a primeira grande Revolução dos tempos Modernos.
Essas origens, estarão certamente, na Revolução Americana, contra a grande potência colonizadora; a Inglaterra.
As ideias liberais e a luta da Revolução Americana, terminaram com a Independência dos Estados Unidos da América em 1776.
Perdendo assim a Inglaterra, a sua mais promissora Colónia da América do Norte.
A Carta Constitucional ou Constituição, dos Estados Unidos da América veio dar ”alma” e vida ao espírito revolucionário dos Franceses.
Da tomada da Bastilha, pela rebelião popular de Paris em 1789, contra a monarquia absoluta, até aos desmandos, excessos e arbítrios dos revolucionários, foi um “passo” para a Anarquia.
Aparecem sempre os salvadores das Revoluções.
Neste caso, o mais marcante foi: Napoleão Bonaparte. Um Oficial de Artilharia, em ascensão meteórica, que para travar uma manifestação popular em Paris, teve a “coragem” e o sangue frio, segundo o Conselho Revolucionário da altura, de esperar com a seus canhões armados, pela manifestação popular e disparar à queima-roupa sobre o Povo, a carnificina de Napoleão nesse dia, valeu-lhe a subida ao mais alto comando da Revolução e, ao temor, respeito e admiração de todos.
Estava “escolhido” o líder da Revolução Francesa. De Paris ao norte de Itália, ao Piemonte, à Áustria, à Alemanha, à Espanha e a Portugal, Napoleão venceu tudo e todos.
A 1ª Invasão Francesa a Portugal foi um sucesso para Napoleão, na pessoa do seu Comandante-em-Chefe o General Junot.
A entrada de Junot em Lisboa, foi saudada e louvada à entrada de Sacavém, a 27 de Novembro de 1807. Esperava-o uma grande Comissão de Honra, para lhe dar as boas vindas, constituída pela Maçonaria Francesa, pela Maçonaria Portuguesa, por altos membros do Clero e, pelos “menos” Nobres, que não conseguiram ter lugar na Esquadra Portuguesa, que nesse mesmo dia zarpou do Tejo, rumo ao Brasil, com o Príncipe Regente D. João, sua mãe a Rainha Dona Maria I, já em estado de loucura e, toda a Corte e a mais alta Nobreza.
Esta foi a estratégia de retirada, negociada e forçada pelos embaixadores Ingleses, com o Príncipe Regente, fundeados com a sua Esquadra de guerra, fora da barra do porto de Lisboa, em defesa do mesmo.
O General Junot, governou Lisboa em festa e em luxos sumptuosos. Os bailes sucediam-se constantemente, as recepções eram diárias. Instalado no Palácio dos Quintela, rico comerciante de Lisboa, governava por decreto.
Os comerciantes de tudo vendiam e enriqueciam, os pescadores satisfeitos, com o bom preço e bom pagamento dos franceses, manifestavam-se a favor do governo militar francês de Lisboa.
Os Ingleses no Brasil, eram os senhores do comércio. O embaixador Inglês no Rio de Janeiro, dava ordens de despacho comercial e alfandegário de privilégio, às mercadorias Inglesas. Era o início do pagamento da ajuda a Portugal, na luta contra o bloqueio continental, decretado por Napoleão, fechando todos os portos da Europa aos navios Ingleses.
As riquezas que não embarcaram para o Brasil com nobreza, estavam agora a saque das tropas francesas. O ano de 1808 iria ser penoso para o povo, já por si na miséria.
As tropas inglesas desembarcam em Portugal secretamente, dão luta aos franceses, com melhores armas, integram as tropas portuguesas no exército, coordenam as Milícias. Em poucas batalhas, os franceses retiram.
A 2ª Invasão pelo norte, comandada pelo General Soult, não teve capacidade para se instalar, graças à resistência popular e, obviamente à ajuda dos Ingleses com as milícias Portuguesas, agora mais empenhados em defender o seu bom acordo do Brasil, que muito melhorou para o seu lado, o antigo Tratado de Methuin.
A 3ª Invasão que agora se pretende relembrar, principalmente a sua retirada, aqui pela nossa Beira-Serra. Destacando certamente alguns pormenores, que outras intervenções irão relatar, como os oradores que me seguirão, de muito mais saber académico e de experiencia feito, como o Dr. João Pedro Portugal de São Martinho da Cortiça e o Dr. Francisco Antunes, distinto médico do vizinho concelho de Oliveira do Hospital, mas um verdadeiro conhecedor humanista da nossa região, em arqueologia, antropologia e sociologia, irá certamente ser um prazer ouvir o nosso amigo Dr. Francisco Antunes.
Limito-me apenas, a dar alguma cronologia da retirada, das tropas francesas da frente das Linhas de Torres:
Na noite de 5 para 6 de Março de 1811, Massena procura enganar o General Wellington, com algumas movimentações de tropas, para um ataque às Linhas de Torres.
Afinal, … já estava em retirada, e consegue um avanço considerável. Mas, a retirada de um exército com a logística pesada, ainda com mais de 40.000 homens, é porventura a manobra de guerra mais difícil, mais melindrosa e mais difícil de coordenar. Massena é um hábil Comandante, que apesar de cego de uma vista, teria como que um sexto sentido, para a guerra. Napoleão chamava-lhe o “querido da Vitória”.
Enfrenta a 12 de Março, na batalha da Redinha, devidamente entrincheirada nas encostas da serra, as tropas Luso-Inglesas. Perde apenas 150 homens, mas Wellington perde centenas, muito perto de 1.000 homens.
Em Miranda do Corvo a 14, havia um espesso nevoeiro, o seu ajudante de campo, o General Marbot, ia sendo apanhado á mão, pelos Dragões Ingleses, mas defendeu-se heroicamente e escapou à cilada.
Na Fonte Santa é o próprio Massena, que preparando-se para jantar ao ar livre, com o seu estado-maior, é atacado pelos Dragões Ingleses em golpe de mão, num ataque fulminante, mas a reacção rápida dos seus Granadeiros e Dragões da segurança próxima, livraram-no de ser apanhado. As culpas caíram sobre o seu general Ney, que descorou a segurança de defesa do estado-maior de Massena.
A 15 de Março, o exército francês, chega às margens do rio Ceira, frente a Foz de Arouce, onde se dá um combate desordenado mas com pronta reacção dos franceses.
A 16 à noite, a ponte na Mucela está reconstruída. Na madrugada de 17 começam a passar a ponte, São mais de 40.000 homens, milhares de cavalos, burros, mulas, bois, ovelhas, cabras, canhões, carros e carroças, com mantimentos munições, feridos e doentes.
A 17 e 18 há tropas por todo o lado, desde o Mucelão, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo, Arganil, Secarias, Mouronho, Meda de Mouros, Oliveira do Hospital etc. Mas o grosso das tropas francesas, pernoitaram na noite de 18 para 19 na Serra da Moita.
Foi na madrugada de 19 de Março de 1811, que as tropas francesas partiram deste local, sobranceiro para toda esta região, de terras de Arganil e Tábua.
No mesmo dia, acampam aqui, as tropas do General Wellington. Aqui permanecem dois dias, à espera de mantimentos de Lisboa e de ordens do Parlamento Inglês.
Os serviços secretos Ingleses, já sabiam da intenção de Napoleão, invadir a Rússia.
A “ordem” para Wellington, era de perseguição em força, aos franceses.
Foi aqui na Serra da Moita, que começou o princípio do fim de Napoleão. A guerra Peninsular ainda se prolonga em Espanha por 1811 e 1812, onde Wellington combate heroicamente, com as tropas Luso-Inglesas, mas já não contra Massena, que tinha sido destituído de Comandante em chefe e, mandado regressar a Paris, onde esperou um mês para ser recebido por Napoleão.
A campanha da Rússia, comandada pelo próprio Napoleão, foi um desastre, partiram de Paris 620.000 homens, regressaram a Paris menos de 20.000.
O desastre da 3ª Invasão a Portugal, foi apenas o prelúdio do desastre de Moscovo.
Aqui, na Serra da Moita ficou para sempre o marco da história, do princípio do fim do Império de Napoleão, que sonhou à imagem dos Estados Unidos da América, com o seu Império dos Estados Unidos da Europa.
Da revolução francesa guerreira, ficaram páginas negras da história universal, só o ideal prevalece, sintetizado em três palavras: “ Liberdade – Igualdade – Fraternidade”.
Autor: Constantino Ferreira
sexta-feira, 18 de março de 2011
Desde Moçambique há 43 Anos

Na Aldeia de Santo Antão «perfilou-se» o Batalhão de Caçadores 1878
Não fugindo à regra, o Batalhão de Caçadores 1878 reuniu, mais uma ano, em franco convívio, próximo da Batalha, local onde se ergue um monumento que encerra também uma época gloriosa, mais propriamente no Restaurante da Aldeia de Santo Antão.
De ano para ano notam-se ausências: uns porque os achaques começam a minar a sua estrutura corporal, outros porque a crise começa a notar-se também e outros ainda porque a morte já os chamou para a derradeira viagem. Estes não foram esquecidos, porque todos, de pé, e em silêncio (tal como quando saímos para o mato, apeados), se lhe guardou um minuto em sua memória.
Mesmo assim, a três companhias, formadas pela CCS, 1502, 1503 e 1504, lá estiveram formadas, não ao som do cornetim, mas aos gritos de alegria de quem chega e se abraça com frenesim e muita, muita amizade. Porque alguns que já não iam ao encontro há anos, ficavam um pouco apáticos, porque já quase não conheciam os camaradas de há 43 anos. Mas depois, falando nos apelidos ou nas alcunhas, logo o abraço era forte e as lágrimas faziam-lhes companhia.
Uns levam consigo, dentro de uns simples plásticos, algumas recordações, como fotografias, a lista dos que faziam parte do Batalhão, quem foi morto ou ferido, não faltando os jornalitos que eram editados por cada Companhia.
Ora sendo um Batalhão constituído por mais de 500 homens, nem todos acusam a chamada do Manuel Tomé e do Francisco Sabino Lopes, os camaradas que desde há anos têm organizado estes encontros. Se neste encontro estiveram cerca de 200 pessoas, combatentes registaram-se apenas metade. O restante são esposas, filhos, netos e familiares que acompanham estes valentes de há quatro décadas. E fazem-no com muito orgulho. Vê-se como os descendentes se orgulham de participar e como reagem ao sentimento dos seus em relação a uns e outros.
Foi em Moçambique que este Batalhão esteve em missão. Primeiro no distrito da Zambézia, depois em Cabo Delgado (Nangololo, Nancatari, Miteda e Miudumbe). Acabou a comissão em Montepuez, em 1968.
A Companhia a que estive incorporado foi na 1504, que tinha como lema «Nós ou Ninguém». Ainda assim, é uma Companhia da qual ainda comparecem algumas dezenas, inclusive o seu comandante, Capitão Jónatas, hoje Coronel na reforma. É o único comandante de Companhia que ainda não deixou os seus homens. Tal como o fazia em campanha, demonstrou ainda a sua maneira de ser: altivo, disciplinado, dialogante, sereno, sentimental. E nas suas palavras de despedida, deixou a mensagem de que todos, até ao fim, mantenham esta união, esta amizade, este sentido de ver o que é a paz, pois os anos em que estivemos juntos, soubemos agir com dignidade, sentido patriótico, sentido de responsabilidade, sentido de sacrifício. Deixou votos de que para o ano todos voltem a reencontrar-se, a fim de que esta chama se apague apenas no momento derradeiro da nossa vida.
O regresso é sempre um pouco embaraçoso. Abraços para aqui, abraços para ali, no fundo fica a esperança de que, para o ano, todos ou quase todos voltem a sentir este calor de amizade, que só quem andou nestas andanças sabe sentir e avaliar.
José Travassos de Vasconcelos.
terça-feira, 15 de março de 2011
12 de Março dia de Assembleia Geral

Com a sala da sede repleta, reuniu em assembleia-geral, no passado sábado, dia 12, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil. Para além de serem tratados os habituais assuntos, particularmente a aprovação das contas, há que registar também a eleição de novos órgãos sociais, que hão-de gerir os destinos da colectividade durante 2011-2012. Foram integrados novos elementos, que certamente irão dar mais vida e mais vitalidade ao momento saudável que a Associação atravessa, enquanto outros elementos mudaram de lugar.
O primeiro ponto discutido dizia respeito à aprovação do Regulamento Interno, particularmente o artigo 19.º. Posto à discussão e com explicações adequadas para melhor elucidação dos sócios, foi aprovado por unanimidade. Esta proposta diz respeito a que Direcção passe a ser composta por 11 elementos e não por 7. Entre os seis vogais haverá dois suplentes que se tornarão efectivos à medida que se derem as vagas pela ordem que tiverem sido eleitos.A gratidão, no Sarzedo, demora a chegar
Precedida a discussão do relatório e contas, o presidente da Direcção, Leonel Costa, frisou o ano de trabalho desenvolvido no ano de 2010, cujas realizações mantiveram o ponto alto da Associação. Entre essas iniciativas, recorde-se a ida a Lisboa, no dia 10 de Junho, a fim de participarem nas comemorações do Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas. Há ainda a referir, contudo, a Passagem de Ano, o Baile de Carnaval, o Baile da Primavera, convívios na sede, almoço de aniversário, a presença da Associação na festa do 15 de Agosto e na Feira do Mont’Alto, Passeio ao Douro e Baile da Noite Branca, homenagem aos Combatentes do concelho mortos, com deposição de flores nos monumentos de Pomares, Abrunheira (S. Martinho da Cortiça) e Arganil e palestra sobre o Stress de Guerra. Sobre o caso da nomenclatura de rua do Sarzedo a um combatente falecido, Leonel Costa lamentou que, apesar de a Associação, quer por escrito, quer pessoalmente, se ter dirigido à Junta de Freguesia, ainda não tenha sido feito o devido gesto de gratidão, o que não se compreende, afirmou.
Sobre as contas, bem elaboradas, aliás, elas traduzem a boa organização e honorabilidade que os responsáveis neste campo demonstram. Assim, o tesoureiro, José Rodrigues Gomes, informou que o total das receitas atingiu 23.480,14 euros e as despesas 21. 455,69 euros. Assim, o saldo que transita para 2011, é de 2.024,49 euros.Nestas contas há que registar o pagamento da dívida que a Associação tinha para com o presidente da Direcção, de 3.000 euros, que declinou receber os respectivos juros, que totalizavam ainda elevada importância. Foi registado com aplauso este gesto, adiantando Abel Fernandes que é mais relevante se torna, atendendo a que não fica registado publicamente essa quantia, quando podia ficar registado como donativo.
Em relação ao orçamento para 2011 ele aponta para 23.224,49 euros de receita e de despesa, 23.000 euros.
Leonel Costa relevaria a importância das contas, cujo esforço foi notório por parte de todos os elementos, com empenho, com trabalho e porque não com devoção.
António Augusto saiu mas ficou na reserva…
António Augusto Henriques, um Combatente que desde a primeira hora integrou o corpo da Associação, um trabalhador nato e muito empenhado nas questões sociais da instituição, um moderador e também um poeta, deixa que o seu nome não figurasse nesta constituição directiva. Segundo a sua versão, são motivos pessoais que o levam a tomar tal posição. É com pena, muita pena e pesar que deixa de pertencer à Associação. Porém, advertiu que foi uma experiência espectacular, mas acrescentou que quando soar o toque de reunir, ele tentará estará presente e não deixará de cumprir com as suas obrigações sociais.E seria precisamente António Augusto, presidente do Conselho Fiscal, a ler o parecer do mesmo, o qual foi inteiramente favorável às contas, apresentadas com toda a clareza e sabedoria, pediu um voto de louvor à direcção pelo trabalho desenvolvido, com empenho e muita garra, voto que foi aprovado por unanimidade e aclamação.
Eleição dos novos órgãos sociais
O terceiro ponto da ordem de trabalhos rodeava a eleição de nova lista contendo os órgãos sociais que hão-de gerir a Associação entre 2011 e 2012. Aprovada que foi por unanimidade e aclamação, a referida lista ficou assim constituída:Assembleia-Geral – Presidente, Manuel Marcelino Martins Silva; Secretário, José Travassos de Vasconcelos; Secretário-Adjunto, José Ricardo André.
Direcção – Presidente, Leonel da Conceição Costa; Vice-Presidente, Abel Ventura Fernandes; Secretário, João Alexandre Mateus Pimenta; Secretário-Adjunto, Manuel Henrique Amaro Ferreira; Tesoureiro, José Augusto Rodrigues Gomes; Vogais: Marílio Ramos Gonçalves, António José Travassos de Vasconcelos, José Fernando Simões e Pedro Matos Alvoeiro; Vogais-Suplentes: José Alberto Leitão Guerreiro e João Miguel Alvoeiro Alves.
Conselho Fiscal – Presidente, José Carlos Trindade Ventura; Secretário, Romão Gonçalves Mateus; Vogal, Artur Manuel Travassos Correia.
Os Eleitos:
Há 50 anos iniciaram-se as Guerras do UltramarinasNo que diz respeito ao Plano de Actividades para o ano em curso, o Presidente da Direcção anunciou que, embora já passado, realizou-se o Baile de Carnaval e na passada terça-feira, dia 15, pelas 12 horas, realizou-se uma cerimónia junto ao Monumento dos Combatentes, no Sobreiral, com a presença de alguns Combatentes, a fim de recordar que foi neste dia que se iniciaram as Guerras Ultramarinas e ao mesmo tempo evocaram-se os mortos, cujos nomes se encontram inscritos numa lápide. As iniciativas prosseguem: no sábado, dia 19, a Associação apoia o programa comemorativo da retirada das tropas francesas na Moita da Serra, com almoço no Restaurante «A Saborosa»; 7 e 8 de Maio, Excursão a Espanha; 5 de Junho, presença na inauguração da toponímia do Maladão, para prestar homenagem a todos os Combatentes; 10 de Junho, ida a Lisboa para assistir às cerimónias do Dia de Camões e das Comunidades; em Junho a habitual sardinhada; 7 de Agosto, realização do almoço de aniversário; em Agosto e Setembro, presença, respectivamente, no 15 de Agosto e Feira do Mont’Alto; mês de Outubro, possível prova de rali-paper; 1 de Novembro, homenagear os mortos em combate, com deposição de flores nos três Monumentos; Novembro, o tradicional magusto; e 31 de Dezembro, passagem de ano.
Como nada se deve, outras prioridades em campo
No último ponto da ordem de trabalhos, discussão de outros assuntos importantes para a Associação, o agora presidente da Assembleia-Geral, Manuel Silva, já que todos os elementos tomaram posse logo ali, informou que estando as contas totalmente equilibradas, a Associação passará a entrar noutros campos de apoio, estando disponível para resolver qualquer assunto que surja aos Combatentes associados.
No final, o ainda presidente da mesa, José Carlos Trindade Ventura, felicitaria os novos elementos nas missões que foram investidos, desejando a todos as maiores felicidades, acrescentando aquela Associação, é um espaço de paz, de concórdia e de amizade, tal como o afirmaria também o agora vice-presidente da Direcção, Abel Fernandes.
Foi com amizade que todos conviveram, numa noite que ficará a atestar, mais uma vez, a função da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil, que é a preservação de uma memória que marcou uma época.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Invasões Francesas 2º Centenário
quinta-feira, 3 de março de 2011
Assembleia Geral - Convocatória
José Carlos Trindade Ventura, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, convoca nos termos do n.º 2 do art.º 13.º dos seus Estatutos, uma assembleia-geral ordinária, que terá lugar na Sede da Associação (Bairro do Prazo), no dia 12 de Março, pelas 20.30 horas, com a seguinte
Ordem de Trabalhos:
1.º - Alteração do Regulamento Interno.
2.º - Leitura, apreciação, discussão, aprovação ou rejeição do Relatório e Contas da Direcção, relativo ao ano de 2010 e Parecer do Conselho Fiscal.
3.º - Apreciação e votação do Orçamento e Plano de Actividades para o ano em curso.
4.º - Outros assuntos de interesse para a Associação.
5.º - Eleição dos novos Corpos Gerentes para o biénio de 2011-2012
Se à hora marcada não houver número legal para a assembleia poder funcionar, terá a mesmo lugar, meia hora depois, com qualquer número de associados presentes, conforme previsto no n.1 do art.º 16.º dos Estatutos em vigor.
O Presidente da Assembleia, - José Carlos Trindade Ventura
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Carnaval 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Boas Festas
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Os Combatentes são assim…
Os Combatentes estão em todo o lado, sobretudo em Arganil. Nas instituições e colectividades há sempre um combatente: seja nos Bombeiros ou na Santa Casa da Misericórdia, seja na Filarmónica ou em grupos folclóricos.É que este “Nosso Alferes” recebeu das mãos de elementos daquela comissão uma placa de xisto, tendo nela gravado o símbolo da Associação Humanitária, como prova da dedicação e empenho que desenvolveu em torno da realização desses mesmos eventos.
Não é, para nós, estranha a atitude tomada, já que conhecemos bem a faceta do também Secretário da Direcção dos Combatentes. Onde se integra, a sua figura é sempre uma mais-valia, como bom conselheiro, bom trabalhador, aplicado.
Por isso, é para nós uma honra ver um camarada nosso a ser reconhecido pela função para que foi escolhido, quando a maior parte ocupa lugares somente para aparecer o seu nome e para alimentar o seu ego.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Passagem de Ano 2010/2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A informação em devido tempo
Já que sobre esta situação vieram a terreiro alguns comentários, informa a Direcção da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil que em 12 de Março de 2011, a partir das 20.30 horas, na sua sede, vai realizar-se a Assembleia-Geral anual para a habitual apresentação de contas. Como o ano referido coincide com a eleição de novos Corpos Gerentes, que funcionarão durante dois anos, será um dos pontos da agenda de trabalhos dessa reunião magna.
Assim sendo, convidam-se os Sócios, Combatentes e Amigos para participarem nesta sessão, a fim de terem conhecimento da forma como são empregues os dinheiros das quotizações e dos subsídios dos amigos e das autarquias, e ainda para verificarem, pessoalmente, o trabalho que a Associação fez na restauração da Casa do Cantoneiro para a sua sede.
As portas estão abertas a toda a gente que quiser comungar da nossa amizade, do nosso convívio.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Formas de sentir momentos difíceis de cada Combatente
Possamos dizê-lo de alto som, porque vivemos esses milagres, de balas que passaram ao lado de órgãos que não foram afectados, embora outros tenham sofrido algumas mutilações, mas a vida, para esses, continua também com as mazelas presentes no dia-a-dia e que já se habituaram a viver com elas.
Um dos momentos que me marcou recentemente, foi na Feira dos Santos, em Mangualde. Reparámos, por acaso, que um Combatente de Angola, de 1967 a 1969, natural daquele concelho, sofreu uma armadilha e dela resultou ter ficado sem o braço esquerdo, ficando só com metade do braço direito; e foi precisamente o gesto que presenciámos que me impressionou: ao atender o telemóvel com o antebraço e depois de desligado, com os dentes pegou no “atilho” do aparelho e colocou-o no bolso da camisa.
Atrevi-me a falar com este Combatente e disse-me que durante todos estes anos teve que se habituar à ideia… e nem por isso deixou de constituir família. A esposa, filhos e netos participavam também na feira, alegres, com sorrisos nos lábios.
É que este Combatente até é do meu ano de tropa. Portanto com 65 anos.
* * *
Também era do meu tempo o António Gata, que residia em S. Pedro da Lameira (Luso). Fizemos a recruta no Regimento de Infantaria 12, na Guarda, de Outubro a Dezembro de 1966. Ao vir de Moçambique visitei-o na sua casa; e antes de ter falecido, há 5 anos, de doença súbita, tinha antes convivido alguns momentos com ele na sua casa, onde a alegria nos trespassou de emoção e alegria. Ainda tentou visitar-me, aqui, em Arganil, mas teve azar, porque nesse domingo não estava em casa. È que o Gata dava a camisola a um amigo se dela precisasse. E tantos amigos tivera na vida…
Recentemente, um irmão do nosso benquisto amigo e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, Prof. José Dias Coimbra, ao ser sepultado no cemitério do Luso, recordou-me que ali estaria a repousar eternamente o António Gata. Para nos informar, perguntámos a dois indivíduos que se encontravam a conversar. Um deles era o Presidente da Junta de Freguesia do Luso. Não só me deu deu a informação, como me levou à sepultura onde repousa o corpo do amigo Gata, que afinal também era seu particular amigo.
Conversa puxa conversa, acabei por saber que aquele autarca, também do nosso ano, combateu na Guiné e de lá veio sem a perna esquerda.
Como são as coisas. Com este gesto de acompanhar um cidadão para uma residência que não voltará, acabei por dar de caras com a fotografia de um amigo e esbarrar com outro que também foi vítima da guerra colonial.
São as contradições, são as vivências de uma vida militar que, apesar de tantos dissabores e maleitas, fez de nós alguém que nos faz sentir interiormente o mal dos outros, com exemplos que nos faz sentir humanos, onde a solidariedade e o amor são duas virtudes que jamais se apagarão da nossa vida, enquanto a saúde e a lucidez nos derem o prazer de viver.
José Travassos de Vasconcelos
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Quanto significa um gesto!…
Costuma dizer-se que a nossa querida terra Arganil é um chão de solidariedade. As associações, sejam elas de que cariz for, encontram sempre no seio dos “Pintassilgos” a maior abertura em todos os capítulos sociais. Se os Bombeiros precisam de equipamento, ou a Filarmónica de instrumental e fardamentos, não falando da Associação de Combatentes, dos grupos folclóricos, ou outros, lá estão os Arganilenses de ouvido afiado a colaborar sem apelo nem agravo. Podem até em alturas de reuniões magnas não comparecerem, por saberem que tudo está bem, mas na hora da verdade eles, todos nós, acorrem nas horas que são chamados a dizerem que a sua colaboração é necessária.Este alinhavado tem por missão relevar mais uma vez o condão da amizade solidária que os Combatentes transmitem e que as pessoas sabem acolher no seu coração. E porque a gratidão é a palavra mais fina e sublime que um cidadão pode absorver, que traída causa o mais sombrio sinal de injustiça, o Sílvio do Restaurante “O Filipe”, paredes-meias com a nossa sede, habitual amigo de todos nós, porque está em fim de concessão, e porque é um assíduo visitante da sede, mesmo em tempo de reuniões, resolveu convidar os órgãos sociais da Associação para um jantar. Este convívio (e foi isso que aconteceu precisamente) registou-se no final do mês de Novembro, em vésperas do 1.º de Dezembro, outra data que a solidariedade e a bravura dos portugueses veio ao de cima, restaurando a autonomia nacional.
Pois bem, o Sílvio, a esposa Ivone (funcionária competente, simpática e muito educada do Centro de Saúde, que sabe sorrir) e a filha Sílvia, recentemente licenciada em História, que agora vai “espairecer” por terras da Polónia, ofereceu a todos uma belíssima ceia, acompanhada por uma simpatia a todos os títulos notáveis.
Essa simpatia e gratidão passam por um gesto significativo: é que o Sílvio fez questão que todos pagassem 5 euros, preço do jantar, e que o total revertesse a favor da Associação dos Combatentes. Vincando a sua personalidade, pagou também a sua refeição.
Por isso é que tanto o Presidente da Assembleia-Geral (José Carlos Trindade Ventura), o Vice-Presidente da mesma Assembleia (Abel Ventura Fernandes) e o Presidente da Direcção (Leonel Costa), deixaram palavras de muita estima e consideração pelo gesto verificado, que apesar de vir de um cidadão simples, que no dia-a-dia luta pela vida, ao invés de outros de mais posses que tudo lhes passa ao lado, tem um significado relevante, que por muito que se diga, eleva a sua honra, eleva a sua personalidade por muito bem fazer em prol dos outros, sobretudo daqueles que souberam defender aquilo que outros querem denegrir e até maltratar, esquecendo os também portugueses que sofrem por uma luta que nada lhes dizia, mas que eram obrigados a intervir, pois era a Pátria que os chamava. Hoje por haver reflexos dessa intervenção, há seres humanos, nossos camaradas, a morrerem de solidão, de stress de guerra, porque um dia viram morrer a seu lado o companheiro amigo, o conselheiro do seu dia-a-dia, durante dois anos.
Em nome da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil aqui fica o abraço, amigo Sílvio e família, aquele abraço de que só um Combatente sabe sentir e partilhar entre amigos do coração.
Uma nota: Neste convívio esteve presente o nosso Embaixador no Luxemburgo, o Combatente José Ricardo André, que não se fazendo rogado, até trouxe a esposa, a também Arganilense Adelina, muito bem aceite no grupo, bem como as demais mulheres quando há iniciativas, ajudando mesmo quando é necessário.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Stress de Guerra foi tema abordado na sede

A sessão de Arganil iniciou-se às 17.30 horas, cuja participação foi enorme, porque a sede da Associação esteve repleta, com a particularidade de terem como participantes algumas mulheres e filhas de Combatentes.
A sessão foi orientada e comentada pelo Dr. António Ferraz, Presidente daquela Associação Nacional, com sede em Tondela, um jurista que para além de sofrer na carne as agruras da guerra colonial, mais propriamente em Cabo Delgado (Moçambique), tudo tem feito para que a sua acção em prol dos que precisam tenham um futuro mais suave e risonho, aliviando o chamado stress de guerra, stress que foi absorvido pela perda de uma camarada de luta ou da vivência de situações que só os que por lá andaram sabem avaliar e dar valor. Não era só dar tiros. Era também sofrer com a sede, fome e sobretudo o desgaste físico, sem qualquer ajuda por perto: apenas a solidariedade do camarada do lado.
Esta sessão, feita em tempo de paz, foi para dar a conhecer o que se pode fazer para aliviar este trauma. Para isso há já Associações que dão apoio, particularmente a citada Associação Nacional, que para o efeito, de mãos dadas com a Câmara Municipal de Tondela, onde o seu Presidente, Carlos Marta, tem dado toda a cobertura aos anseios dos Combatentes, restaurou a Escola Conde Ferreira para sua sede e construiu um posto médico para dar apoio aos que precisam de ajuda. Esse posto médico, inaugurado no dia 12 de Setembro, conforme foi noticiado neste sítio, entrará em pleno funcionamento a partir do mês de Janeiro de 2011, o qual será composto por um médico, um psicólogo e uma assistente social.
Foi uma sessão de esclarecimento que teve a colaboração de José Afonso no áudio-visual. Este filme divulgou os traumas de outras guerras, mas que estes sofredores combatentes tiveram outro tratamento que não igual ao do Português.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Cemitério em Moçambique onde estão corpos de militares portugueses
Deixamos aqui a reportagem para que todos os combatentes que não viram, possam agora dar uma olhada e rever locais que há muito tempo não viam.
domingo, 28 de novembro de 2010
O Gato “que quer ser Fotógrafo”…

Veja-se, na foto, como o Gato Branco está atento como o seu “professor” maneja o computador, fazendo aquelas “malandrices” de que é exímio.
Há coisas que acontecem neste mundo globalizante, mas esta de um Gato ser aprendiz de Fotografia, não lembra ao Diabo.
Até nós, Combatentes, que apenas tínhamos como entretém o cão ou o macaco, grandes companheiros das companhias ou batalhões, longe estávamos de perceber como é que um gato pode chegar a um patamar profissional tão dignificante.
sábado, 27 de novembro de 2010
A “Barbearia do Senhor Guilherme” e os Combatentes
Com o encerramento da “Barbearia do Senhor Guilherme”, assim era conhecido este estabelecimento comercial, perde-se mais um espaço arganilense que ao longo de sete décadas os seus trabalhadores desfizeram a barba e cortaram cabelo a muitas gerações de adultos e crianças. Dentro destas gerações, podem contar-se muitos Combatentes. Nós, por exemplo, agora com 65 anos, passámos também por ela. Sendo a barbearia onde meu tio António ia cortar o cabelo, e obrigatoriamente teria que ser a minha também, porque era ele que pagava, recordo o sempre educado e prestável Sr. António Teixeira, dos Cadavais, que com toda a delicadeza colocava um banquito na cadeira de adultos, para me ele poder cortar o cabelo. E aquelas gotas de brilhantina, no final do corte, que polvilhava sobre a cabeça… Saía dali tão bem cheiroso e com ar de vaidade que toda a gente dava por ela.
Aos sábados, sobretudo, era na Barbearia conhecidas as novidades, as passadas durante a semana e no dia-a-dia de cada um, não faltando as conversas daquilo que cada um iria fazer durante a semana seguinte, caso não fosse segredo… mesmo este, por vezes, era ali espiolhado…
Não posso esquecer também o Sr. Simões, da Sarcina, bem como o António da Ribeira, da Aveia, o Armindo, da Urgueira (S. Martinho da Cortiça) e outros barbeiros que por ali passaram. No entanto, o último que teimou em manter a Barbearia com a porta aberta, foi o amigo Manuel Soares. Foram cerca de 40 anos que esta figura diariamente ali se via, marcando uma antiguidade, sem seguidores.
Como tudo tem um fim, dado que agora até as cabeleireiras fazem esse trabalho, a barbearia começou a definhar em clientela. Por este facto, o amigo Manuel acabou por encerrar as portas no passado dia 30 de Setembro de 2010. A par deste gesto está também o cansaço, que acabou por ditar o encerramento de mais um espaço histórico da praça comercial arganilense.
Recorde-se que o Senhor Guilherme Ferreira Rodrigues, de seu nome completo, que fundou a Barbearia, foi uma figura emblemática da comunidade arganilense. Depois de regressar da I Primeira Grande Guerra (1914-1948), onde foi Combatente, fez parte do corpo clínico do Hospital Condessa das Canas, onde foi, durante dezenas e dezenas de anos, dedicado Enfermeiro. A par com o Dr. Fernando Vale fizeram uma dupla que acabaria por marcar uma época que jamais será esquecida nos anais históricos de Arganil e sobretudo dos Combatentes, pois a totalidade deles tiveram sobre os seus ombros as mãos amigas destes duas figuras que muito nos honram e serviram (e servem ainda) de exemplo a todos nós pela vida fora.
A outra Barbearia, a do Sr. Amorim, que continua a ser explorada pelo antigo empregado Constantino “da Quinta”, ainda se arrasta no tempo, enquanto as forças deste amigo… de bata branca, não enfraqueçam.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Sessão de esclarecimento Stress de guerra

A acção, conjuntamente com a Federação Portuguesa das Associações de Combatentes do Ultramar, terá lugar na nossa sede: Casa do Cantoneiro, Prazo, Arganil e contará com a presença de António Ferraz, jurista, que prestará informações acerca da doença de stress de guerra, dos direitos dos combatentes, das estruturas de apoio e das reivindicações da associação.
Combatente precisa de ajuda

Recebemos no nosso email um pedido de ajuda da filha de um Antigo Combatente.
transcrevemos aqui na integra a email enviado por Claudia Pereira:
"Ex.mo sr.
o meu pai e um ex combatente de guerra e sofre de stress de guerra gostaria de saber onde me posso dirigir na zona de Tondela ou Viseu para pedir mais esclarecimentos sobre esta doença e pedir ajuda medica para o meu pai.
muito obrigada.
Atentamente,
Claudia Pereira"
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Esposa de Combatente lança novo livro



Ainda não lemos o livro, mas pelo estilo da autora, temos em conta que vai ser mais uma obra de grande relevância literária, tanto mais sendo uma escritora que nos habituou à escrita a raspar a simplicidade, passando pelo amor, aliado a uma solidariedade bem viva e vivida.
Depois de ter lançado já a obra na capital, agora é a vez de Arganil, terra da sua residência, cujo lar comunga com seu marido, um arganilense que há mais de 40 anos sofre as agruras de uma vida sem vida normal, mas que sua esposa sabe dar-lhe força para viver um dia de cada vez.
O “Bem-me-Querem” vai ser apresentado no auditório da Biblioteca Municipal Miguel Torga, na quinta-feira, dia 18, pelas 21.30 horas.
Espera-se assim boa participação de pessoas, enriquecendo assim o acto, mas particularmente a Dr.ª Leonarda Tavares, pela sua luta e perseverança que ao longo da sua vida, particularmente conjugal, tem demonstrado; e por se considerar uma autêntica “Pintassilga”, é por esse facto que aqui se deixa este apelo: Compareçam!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Jara e Manel em Cabinda - Angola

Retrata o Manolo e o seu companheiro JARA em Cabinda Angola
O nosso obrigado a grande MANOLO e esperamos que muitos combatentes sigam as pegadas dele e nos enviem fotos ou recortes ou mesmos noticias sobre a GUERRA.
Navio Escola Sagres

História
O Navio-Escola "Sagres" foi construído, em 1937, nos estaleiros Blohm & Voss (Hamburgo), tendo recebido o nome de "Albert Leo Schlageter". Foi o terceiro de uma série de quatro navios construídos para a marinha alemã que incluía o "Horst Vessel" (actual "Eagle" dos Estados Unidos), o Gorch Fock (actual "Tovarish" da Ucrânia) e um outro casco, nunca concluído nem aparelhado. Um quinto navio, o "Mircea", foi propositadamente construído para a marinha romena. O aparelho do navio não concluído encontra-se no actual Gorch Fock, navio-escola alemão, construído em 1958, de acordo com os mesmos planos. Este facto atesta bem o valor das qualidades náuticas dos navios construídos vinte anos antes.
Em 1945, o “Albert Leo Schlageter”, danificado durante a guerra, foi capturado em Bremerhaven pelas forças americanas e posteriormente cedido ao Brasil, em 1948.
Em 1962 Portugal adquire-o ao Brasil para substituir o então N.E. "Sagres". Este tinha sido também um navio alemão, o "Rickmer Rickmers", construído em 1896, em Bremerhaven. Durante a 1ª Guerra Mundial foi tomado por Portugal nos Açores, no porto da Horta, em 1916. Nessa altura foi-lhe então dado o nome “Flores” e posto à disposição dos ingleses que o utilizaram para transportar material de guerra. Após o final da guerra, o veleiro foi devolvido pela Inglaterra e terminou a sua utilização como navio mercante. Em 1924, é então incorporado na marinha portuguesa, como navio-escola. Esta razão explica o facto de, nomeadamente no estrangeiro, o actual N.E. "Sagres" ser muitas vezes apelidado, erradamente, de "Sagres II". Na realidade este é o terceiro navio-escola com o nome "Sagres". Na realidade, o primeiro foi uma corveta em madeira, construída em 1858, em Inglaterra, que armava em galera. Fundeada no rio Douro serviu como navio-escola, para alunos-marinheiros, entre 1882 e 1898
“Albert Leo Schlageter"
(1937-1948)
O navio foi encomendado ao estaleiro no dia 2 de Dezembro de 1936 e a sua construção terminou no dia 15 de Julho de 1937. Foi lançado à água a 30 de Outubro de 1937.
Em 1938/39 efectuou algumas viagens de instrução, onde se destaca uma viagem às Caraíbas. Esteve então parado até ao início de 1944, altura em que foram reactivados os navios de treino devido ao facto de se constatar que os cadetes, apesar de bem preparados tecnicamente, tinham uma deficiente preparação marinheira.
No dia 14 de Novembro de 1944, no decorrer de uma viagem de instrução no Báltico, com mau tempo, o navio embateu numa mina tendo danificado seriamente a proa e colocando em risco de vida toda a guarnição.
"Guanabara"
(1948-1962)
O “Albert Leo Schlageter” foi vendido pelos Estados Unidos ao Brasil, em 1948, pelo preço simbólico de 5000 dólares, tendo o seu reboque para o Rio de Janeiro, onde chegou a 6 de Agosto, custado outro tanto. A 27 de Outubro desse mesmo ano, com o nome de “Guanabara”, foi incorporado na marinha brasileira. Como navio-escola efectuou, regularmente, várias viagens de instrução ao longo da costa brasileira. No final de 1960, insuficiente para satisfazer as necessidades de instrução e treino, foi desarmado e nele foi instalado o comando da Flotilha de Patrulheiros.
Por seu turno Portugal procurava, desde 1960, um veleiro para substituir o então N.E. “Sagres”, em fase final da sua vida útil. Por sugestão do Dr. Teotónio Pereira, e após visita e aprovação, foi negociada a aquisição do “Guanabara”. A bandeira do Brasil foi definitivamente arriada a 10 de Outubro de 1961.
"Sagres"
(desde 1962)
O N.E. “Sagres” foi aumentado ao efectivo da marinha portuguesa a 8 de Fevereiro de 1962, em cerimónia realizada no Rio de Janeiro. No dia 25 de Abril largou do Brasil e chegou a Lisboa a 23 de Junho. A continuidade de um navio-escola na marinha portuguesa teve como principal objectivo assegurar a formação marinheira dos cadetes de forma a complementar a instrução técnica e académica ministrada na Escola Naval.
Desde 1962 o N.E. “Sagres” efectuou todos os anos viagens de instrução, excepto em 1987 e 1991, devido a paragens relacionadas com a sua modernização. Aliás, foi em 1991 que o motor original foi substituído e montado a bordo um dessalinizador. Este facto, a par do ar condicionado montado em 1993, muito contribuiu para a melhoria das condições de habitabilidade.
Para além das viagens de instrução, o N.E. “Sagres” tem como missão a representação de Portugal, e da marinha portuguesa, funcionando como embaixada itinerante. Cumprindo as suas missões o N.E. “Sagres” já efectuou, inclusivamente, duas circum-navegações, em 1978/79 e 1983/84 e outras viagens de duração superior a oito meses, e já visitou 45 países. Nas duas voltas ao mundo efectuadas, o navio passou o canal do Panamá, bem como na viagem em que participou na Regata Colombo, em 1992. Em 1993 passou o cabo da Boa Esperança, fez escala em Cape Town, na África do Sul, e visitou o Japão pela terceira vez.
O Infante D. Henrique (1394-1460)
O Infante D. Henrique, figura de proa do N.E. “Sagres”, terceiro filho de D. João I, foi o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses. No início da expansão portuguesa em África. Participou ao lado de seu pai na conquista de Ceuta, em 1415. Durante o período em que o Infante viveu, Portugal consolida a sua opção atlântica, já patente aquando da aliança com Inglaterra, estabelecida em 1373. O grande mérito da sua acção em apoiar e incentivar as viagens de descobrimento foi crucial para o impulso da exploração geográfica e económica das terras do litoral africano e das ilhas atlânticas. Tal facto possibilitou a descoberta (1419) e colonização da Madeira (1425), o dobrar do cabo Bojador (1434), a descoberta (1427) e colonização dos Açores (1439), o chegar ao cabo Branco (1441), à ilha de Arguim (1443), ao rio Senegal (1444), ao arquipélago de Cabo Verde (1456) e à Serra Leoa (1460).
Com uma postura pragmática e calculista, criou as bases para a expansão marítima que iniciou e que pôde, após a sua morte, ser continuada. Na realidade, quando ordenou as primeiras viagens para sul, os seus objectivos, face aos valores da época, não seriam inovadores. Mas os resultados dessas navegações foram extraordinários para Portugal e para o mundo. A sua divisa “talant de bien faire” (vontade de bem fazer) é pois com toda a justiça utilizada no brasão de armas da Escola Naval.
domingo, 14 de novembro de 2010
Parabens a Voçê
Faz precisamente hoje 4 anos, que foi fundada oficialmente, a nossa Associação de Combatentes do Concelho de Arganil.
Como se dizia no primeiro poste colocado neste Blogue:"Foi o arganilense José Carlos Trindade Ventura que em dia especial veio para a Praça do Município (ou Simões Dias), na sua “4L”, com uma Bandeira Nacional a deixar publicamente a intenção e chamando para o efeito a atenção dos combatentes para essa união que, tal como ele, tinham passado pelos sertões africanos, quer do lado asiático, oriental ou ocidental. Pois bem, a ideia deixou moças, de tal forma, porque passado algum tempo a “malta combatente” uniu-se e criou um Núcleo, que se manteve até há três anos, altura em que foi ultrapassado pela criação de um órgão que abrangesse todo o Município: assim nasceu a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil."
domingo, 7 de novembro de 2010
Jantar Noite Branca
Compareceram vários combatentes a esta jornada gastronómica que devoraram a ementa que o amigo Paulo tinha estipulado para o repasto.
Como habitual nestas lides o final da festa estava a cargo do Duo Musical "Ritmofonia"e os Combatentes e as suas caras metade mostraram os seus dotes de dança.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A minha homenagem ao amigo Paiva
Foi com alegria que, no longínquo mês de Janeiro de 1974, recebi a notícia, na Guiné, mais concretamente no Chugué, em plenas matas do Tombali, no sul, onde me encontrava há longos meses, da chegada de um conterrâneo desconhecido.
A alegria e a curiosidade de saber quem era, levou-me a assistir à atracagem da LDM da Marinha, no Rio Cumbijá, a qual nos trazia mantimentos, material de guerra e… o tal conterrâneo desconhecido. Fiquei a conhecê-lo nesse dia. Tratava-se do António Fernando Ribeiro de Paiva, de Vila Cova do Alva.
Como “velhinho”, e como era da praxe, levei-o ao bar para mitigar a sede. Aí começámos a travar longa conversa. Já cansados, acabou por se instalar nos seus “luxuosos aposentos”, já que eu, nessa noite, estava de serviço.
Entretanto, continuei a acompanhá-lo sempre que podia e daí a nossa grande amizade ao longo do tempo, tanto na tropa como mais tarde na vida civil. Ele como funcionário da Câmara Municipal de Arganil, eu ligado às telecomunicações, encontrávamo-nos amiudadas vezes e essas vezes serviam para trocar dois dedos de conversa. Essa conversa ia direitinha aos tempos idos da vida militar, como não podia deixar de ser, mas também não passava despercebida a que se passava no dia-a-dia.
Mas a morte, sempre à espreita, deixou marcas profundas em mais um lar e com ela deixou a dor e o luto, com o desaparecimento prematuro deste vilacovense.
Mesmo minado por doença que não perdoa, o amigo Paiva falava da sua doença com uma naturalidade que pasmava. Já debilitado, dizia que tudo estava a correr bem e que era uma questão de tempo.
Tinhas razão, meu amigo… foi só uma questão de tempo… para deixares esta vida, uma vida de um Grande Combatente, tanto no sertão guineense, como depois na vida civil, rodeado da família e dos amigos.
Não esquecer ainda que o amigo Paiva foi um grande amigo da sua terra, pois deu boa colaboração às instituições locais, nomeadamente ao Grupo Desportivo Vilacovense, de que foi um dos fundadores.
Por tudo isto e mais que fica por dizer em abono da memória deste amigo, aqui fica a minha homenagem. Que descanse em paz.
Até um dia, amigo Paiva.
António José Vasconcelos.
PS – Se a foto que se insere retrata a saída do mato de nós os dois (o António Paiva à direita, eu à esquerda) de regresso a Bissau, a fotocópia documenta a rendição individual que o Paiva foi fazer na Companhia.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Magusto muito animado
Foi mais um encontro de pura amizade e confraternização, que mais uma vez cimentou a união entre os que viveram tempos amargurados, e que dentro dessas amarguras e sacrifícios ficaram amizades especiais e duradouras pelo tempo fora.














