No dia 4 de Setembro de 2010 foi lançado o livro com o título em epígrafe. A autoria do mesmo é do combatente Alfredo Fonseca, residente em S. Pedro de Alva (Penacova). Esse lançamento teve como cenário a linda zona turística da Senhora da Ribeira, na freguesia de Pinheiro de Ázere, durante o almoço anual da Companhia de Artilharia 1885.
Se Alfredo Fonseca já possui no seu bornal o lançamento de dois livros – “Memórias do Sofrimento”, em 2001 e “Pegadas dos Meus Pés”, em 2006 - continua na senha de escritos, os quais ficarão na memória de quantos sofreram na pele e na carne os anos passados em terras africanas.
A esta cerimónia participaram os Presidentes da Câmara Municipal de Penacova (Dr. Humberto Oliveira) e da Junta de Freguesia de S. Pedro de Alva (Luís Adelino), ambos tendo, na altura própria, realçado os valores humanos do escritor, evidenciando ainda as suas virtudes quanto ao seu apego a S. Pedro de Alva, não só como autarca, cujo trabalho relevaram, como no associativismo, concretamente a acção que vem desenvolvendo na Casa do Povo.
Falando de memória, há que registar as palavras da Dr.ª Maria Leonarda Tavares, de Arganil, que fez a apresentação do livro. Sendo esposa de um paraplégico, de nome Rui Morgado, um dos muitos que ainda vivem com as agruras e o sofrimento dessa guerra, recordou que foi desde 1968 “que a guerra também entrou na minha vida; e tenho lutado pela vossa causa que é também minha”. Estando ali a convite do autor, porque sabendo “o quanto tenho vivido o sofrimento de muitos dos que regressaram de África feridos no corpo e na alma”, recorda que o autor do livro “aponta o dedo aos senhores que nos governam por se alienarem desta questão e por abandonarem os ex-Combatentes à solidão da injustiça nunca assumida, nem resolvida”. Frisando que foi dentro do muito sofrido e muito duro e em situações de extrema dificuldade que se gera “uma coesão que perdura pela vida fora”, Leonarda Tavares reforça que “Quem ler o relato dos acontecimentos de Alfredo Fonseca não olvidará jamais os momentos mais impressionantes: a fome, as longas e penosas caminhadas, as saudades da família e dos amigos, a angústia de enfrentar o desconhecido, o perigo sempre iminente, o sofrimento dos camaradas feridos e pior ainda perder para sempre os que morreram a seu lado”. Concluindo as suas palavras, a apresentadora do livro enfatiza que “o sr. Alfredo Fonseca tem contribuído para que a memória da guerra não se apague. É um trabalho de cidadania responsável; é o esforço de um homem lutador que não desiste do reconhecimento que lhe cabe por direito, a si próprio e aos seus camaradas. Que a vida lhe conceda a paz de um dever bem cumprido que tem sabido partilhar com os outros”… e parabéns e obrigada por esta corajosa herança”.
Nesta sessão a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil esteve representada pelo seu porta-voz José Travassos de Vasconcelos, amigo de há muitos anos de Alfredo Fonseca.
Recorde-se que Alfredo Fonseca, depois de agradecer a presença de todos, deixou o desabafo de que já lançou a ideia de no concelho de Penacova se formar uma Associação de Combatentes, mas tem encontrado, segundo o próprio, o desinteresse daqueles que mais deviam fazer força para que a iniciativa vingasse.
Soubemos ainda que o autor deste livro tem em mãos um outro, sendo este relacionado com a história da sua freguesia – S. Pedro de Alva.
Como se escreveu, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil esteve presente na FICABEIRA / Feira do Mont’Alto, entre os dias 4 e 8 de Setembro de 2010. O stand esteve bem ornamentado, onde os diversos cenários marcaram uma época e fazem reviver os anos que se passaram em sertões africanos. Além do mais, este espaço serviu também para o convívio. Diversos camaradas ali se abeiraram, e com tal panorama voltaram anos atrás, vivendo algo que só o Combatente sabe sentir e traduzir. Paralelamente ao convívio, houve quem nos transmitisse força e ânimo para não arrefecer a nossa luta, luta que passará também e doravante, no auxílio de camaradas e suas famílias que necessitarem de ajuda social e monetária, inclusivamente. Nestes termos, a nossa sede será o palco social para o efeito, cujas portas se abrirão em dias determinados. Também a salão-bar será o espaço de convívio e de confraternização de combatentes, sócios, amigos e familiares. Será, por assim dizer, um barco de apoio, onde a bonança será um clarim com toque à amizade. No dia inaugural da Feira visitaram o stand não só o Presidente da Câmara, Eng. Ricardo Pereira Alves, mas também o Presidente da Assembleia Municipal, Dr. José Dias Ferreira, o Assessor do Governador Civil de Coimbra, Dr. António Sérgio, o Presidente da Região Turismo do Centro, Dr. Pedro Machado, Vereadores Camarários Dr. Avelino Pedroso, Drs. António Cardoso e Luís Paulo Costa e Dr.ª Paula Inês Dinis e Dr. Miguel Ventura), Provedor da Santa Casa, Comendador José Dias Coimbra, Presidente da Junta de Freguesia de Arganil, João Travassos, e ainda os Presidentes de Câmara de Oliveira do Hospital e Penacova e um representante das autarquias de Góis e Tábua. Durante os dias que se seguiram outras personalidades passaram pelo nosso espaço, inclusive o habitual grupo de mulheres, devidamente identificado, que mais um ano quis que a sua presença fosse salutar e divertida, como se vê na foto.
Conforme estava previsto e divulgado, a nossa Associação participou na XXIX Ficabeira de Arganil, integrada na Feira do Mont'Alto. Foi como é costume, um sucesso. O stand foi visitado e chamou a atenção de muitos veraneantes. Tentamos com esta participação mostrar a todos o que somos, o que pretendemos. Tentamos levar a bom porto o nome da nossa/vossa Associação. Fomos interpolados pelos mais diversos escalões etários. Uns por curiosidades e outros para recordar velhos tempos. Deixamos aqui uma mostragem do nosso stand.
Ao lerem este título, dirão alguns: O que tem a ver a Filarmónica com a Associação de Combatentes? É simples. É que na banda arganilense militam Combatentes, quer executantes, quer dirigentes e, por isso, não fica descabido de, neste “Sítio”, mencionarmos o grande momento que a Instituição e a Comunidade viveram antes da realização da Procissão de Velas.
Oferecida pela arganilense professora e escritora Albertina Jorge Figueiredo, irmã de três executantes da banda (também combatentes), tia e cunhada de dois dirigentes, a bandeira foi benzida pelo nosso cónego reitor Manuel da Silva Martins, bênção que foi enriquecida com palavras muito honrosas para com a sua benfeitora.
Com a nossa vila em pano de fundo, a cerimónia foi muito enriquecedora social e culturalmente, pois a nossa banda, ao longo de 158 anos tem sido o emblema forte e vivo da cultura arganilense e por ela têm passado diversas gerações.
Registe-se que a bandeira agora substituída já datava de 1953 e neste andamento necessitava de ser substituída. Que o diga o seu porte bandeira, Horácio Ribeiro: Cada vez que lhe pegava o cuidado era sempre pouco.
Em nome da Associação dos Combatentes, aqui fica um forte e sentido aplauso à professora Albertina, por este gesto benemerente, pois demonstra, tal como seus irmãos e demais familiares, um forte carinho pela sua, pela nossa querida Filarmónica.
Como já vai sendo usual, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil estará presentes na FICABEIRA 2010, com um stand, onde os sócios e amigos poderão conviver e pôr em dia as suas obrigações para com a Associação, neste caso o pagamento de quotas. Sobre esta permanência daremos mais pormenores.
Como se sabe, a Feira decorre entre sábado dia 4 e quarta-feira dia 8.
Segundo convite endereçado à Associação para estar presente, tem lugar no dia 5 de Outubro de 2010, o 29.º Convívio Nacional dos Antigos Combatentes da Guiné. O local do encontro está aprazado para o Complexo Turístico D. Nuno, Estrada de Minde, n.º 326 – Boleiros – 2495-308 Fátima. As inscrições podem ser feitas através de 966003293 ou 232183926. Quem desejar escrever, põe fazê-lo para: Isaías Peralta – Apartado 42 – 3534-909 Mangualde.
Já escrevemos neste sítio sobre a figura do Eng. Francisco Borges Leitão, oriundo de Secarias. Para além de ser um amigo íntegro e de corpo inteiro da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, cuja bolsa está sempre aberta para colaborar, enviou agora à Associação um escrito histórico, com episódios passados durante o ano de 1961, que embora não fosse militar, mas soube sempre honrar aquele que usava farda, que mesmo a não usando, pegou em armas para defender a integridade nacional.
Na sua carta, referindo-se ao grande acontecimento que foi a celebração de mais um aniversário, no dia 8 de Agosto, e referindo-se à falta de colaboração do Exército na obtenção de material ara exposição, escreve: “…lamentavelmente não foi possível obter-se colaboração do Exército, mas penso que não há razão para desistir. Por vezes, uma “cunha” a um Sargento ou Oficial subalterno resulta mais do que a influência dos Altos Comandos. Vamos tentar descobrir a tal “cunha” numa das unidades da Zona Militar de Coimbra…” A terminar a sua carta, o Eng. Leitão conta dois episódios que revelam a sua admiração pela Tropa: “Um desses episódios refere-se à chegada do primeiro grande contingente de tropas a Luanda, facto que ainda hoje muito me emociona. O outro, já bastante mais descontraído, verificou-se numa das minhas intervenções profissionais no respeitante ao fornecimento de combustíveis a unidades militares”. E remata assim: “Foram casos como estes e tantos outros vividos durante aqueles anos de guerra, que me levaram a ter um especial carinho pela Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, a que muito me honra pertencer”.
A convite da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, com sede em Tondela, a Associação de Combatentes do Concelho de Arganil vai estar representada ao mais alto nível nos 28 anos de existência daquela Associação e, ao mesmo tempo, participará na inauguração do edifício que se destina a gabinete médico. Este departamento fica instalado na antiga escola primária daquela cidade, sendo esta oferecida, há anos, àquela instituição pela Câmara Municipal, através de assinatura protocolar.
Assim, no dia 12 de Setembro de 2010, as celebrações têm início às 9 horas, com concentração na sede (ao mercado); 10 horas, inauguração do Gabinete Médico; 10.30 horas, homenagem aos mortos, com concentração junto ao Monumento na Rotunda dos Combatentes; 11 horas, Sessão Solene no Auditório Municipal; 12 horas, missa celebrada em memória dos Combatentes, na Igreja do Carmo; 13 horas, almoço no Pavilhão junto ao Estádio João Cardoso. As comemorações têm o seu culminar pelas 16 horas, com convívio na sede. Podem ver o programa completo AQUI: http://www.faroldanossaterra.net/antigos-combatentes-do-ultramar-vao-ter-um-gabinete-de-apoio-medico-em-tondela/#comment-3741
Como se tem falado e escrito, as obras da sede da nossa Associação consumiram alguns milhares de euros. Com o crer de muitos, particularmente das autarquias locais, corpos sociais, sócios e amigos, essas obras foram concretizadas, com a angariação de fundos. A certa altura do caminho, deviam-se algumas centenas de milhar. Para que os fornecedores e firmas encarregadas dos trabalhos de maior envergadura não estivessem à espera, foi o Presidente da Associação, Leonel Costa, que emprestou 3 mil euros à Associação. Por via disso, na altura ficou aprovado em acta e após aprovação em reunião de Direcção que fosse estipulado um juro dessa importância. Como na última reunião de 2 de Agosto de 2010, depois do tesoureiro, José Gomes, ter informado que já tinha liquidado o empréstimo em questão, frisou que o Presidente prescindiu dos juros, que somados, seriam algumas dezenas de euros. Tendo em consideração este gesto magnânimo, os corpos sociais presentes aplaudiram com elevação esta disposição do ofertante, que, aliás, e vinque-se bem, foi um dos principais entusiastas da restauração da sede.
Desde há uns anos a esta parte que os corpos sociais da Associação tiveram a ideia de estarem presentes com uma barraca de comes-e-bebes na Festa do dia 15 de Agosto. Não só permitiria angariar fundos para colmatar as despesas absorvidas com as obras de restauração da sede, como seria também um espaço de convívio para todos: quer para os Combatentes, seus familiares e amigos.
A ideia tornou-se numa forte realidade. Embora com algum sacrifício, a barraca tem-se montado e tem proporcionado bons frutos, particularmente em termos de convivência e de festa.
Como sempre, o Sr. Presidente da Câmara, Eng. Ricardo Pereira Alves, um amigo de coração dos Combatentes (não tivesse sido seu pai também um combatente), não deixa de visitar a nossa “tenda de campanha”, convivendo aberta e simplesmente com todos.
Durante as guerras coloniais, raro era o Arganilense que não fosse ao Mont’Alto pedir a bênção à Santa, que consideram sua padroeira, enquanto durasse a sua permanência em terras africanas; e quando regressava são e salvo, subia novamente ao monte para Lhe agradecer o voto de confiança e de fé que lhe havia transmitido na sua partida.
Ainda hoje, mesmo que tenham já decorrido mais de cinco décadas, os Combatentes continuam a afirmar a sua devoção para com a sua santa protectora, pois de quando em vez, nas procissões, carregam com a imagem aos ombros, como prova do seu amor a Nossa Senhora do Mont’Alto.
Aliás, mesmo não sendo Combatente, todo o Arganilense e mesmo os demais que habitam para lá das fronteiras da paróquia, sentem forte fé na nossa padroeira, não falando dos ausentes, que a maior parte não falha, sobretudo incorporando-se na majestosa Procissão de Velas.
Já lá vão quase quarenta anos que o “Mexicano” abalou para as terras de França, depois de ter combatido na Guiné. Primeiro vestiu as camisolas do Grupo Desportivo Argus e depoisdo Clube de Oliveira do Hospital. Como nesta cidade (antes ainda vila) se enamorou, casou e lá foi ele para as terras gaulesas.
Embora viesse quase todos os anos passar férias, só agora foi possível reunir-se com a sua malta da escola, o que quer dizer dos tempos da sua juventude. E nada melhor do que durante o convívio de aniversário da Associação.
Como é de calcular, o saudosismo foi mais forte e por isso as lágrimas tiveram de correr rosto abaixo.
De seu nome natural Carlos Afonso Gomes (à direita na foto, com os amigos e vizinhos de vivência, os irmãos José e António Vasconcelos), esperamos que na próxima oportunidade nos visite com mais tempo e possamos todos conviver com mais força, a fim de colocarmos a conversa em dia.
Mostragem fotográfica do Almoço de Aniversário, realizado no passado dia 8 de Agosto, no Restaurante Mont'Alto. Derivado ao alto grau fotogénico de alguns elementos, os mesmo podem não parecer quem são.
Em reunião recente da Associação, ficou decidido que aos Combatentes em geral, lhes tenham sido atribuídos louvores, os façam chegar à sede da Associação, para que a memória dos que viveram as guerras, seja mais uma acha enriquecedora para o Museu da Associação. Basta tirarem uma fotocópia em A4 e entregarem-na: ou pessoalmente, no estabelecimento do Zé Gomes (Elsil), ou pelo correio – Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, Bairro do Prazo – 3300-017 Arganil.
Como tudo é memória e história, também seria interessante que se algum foi sujeito a castigo (“porrada” em gíria militar), também o remetesse pela mesma via.
Note-se que por vezes aconteceu militares serem punidos com castigos e logo a seguir serem louvados. Ambas as normas eram lidas das ordens de serviço.
Embora na vida civil, o Eng. Francisco Leitão, em 1961, quando rebentou a rebelião dos nativos no Norte de Angola, foi um combatente acérrimo em defesa dos fazendeiros e dos que trabalhavam para eles, nas grandes roças do café, do chá, do algodão, etc. Vestiu farda e soube honrá-la, em nome da sua pátria, tendo também ele orgulho de ser português. Hoje, o Engenheiro Leitão, natural de Secarias, com a idade que está a rondar a nona década, não deixa de estar presente também nos eventos da Associação. Sendo uma figura de uma sensibilidade e educação extremas, onde a educação e a simplicidade falam alto, todos lhe dedicam vénias de agradecimento por conviver com todos em horas que são gradas para os Combatentes, particularmente para a Associação.
São dois Combatentes que não deixam de estar presentes nas iniciativas da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, como ainda recentemente aconteceu, nas comemorações do oitavo aniversário da instituição, Albino Paulino e Anselmo Costa, ambos combatentes na Índia, em 1960-1961.
São duas figuras que orgulham a Associação, pois o seu espólio e as suas narrativas do tempo em que estiveram naquela antiga possessão portuguesa, são de molde a enriquecer a história da Associação, já que esta presença portuguesa em terras indianas foi diferente das guerras africanas, já que estavam no terreno outras culturas, outro povo, outras formas de viver e de lutar, onde a religião também marcou, tanto mais tendo calcorreado por aqueles paragens grandes missionários portugueses dos tempos áureos dos Descobrimentos, como Francisco Xavier, José Anchieta, Francisco de Assis, grandes Portugueses que ainda hoje é recordada a sua passagem por terras de Goa, Damão e Diu e não só.
Pois bem, estas duas figuras honram todos com a sua presença, estimulando a Associação para continuar a desenvolver mecanismos tanto culturais como sociais, tendo em mente a sua Direcção promover a breve trecho o apoio a sócios ou combatentes que vão sentindo na carne o stress de guerra ou outras mazelas provocadas pelas guerras que duraram entre 1961 e 1974.
A Associação de Combatentes do Concelho de Arganil, ao celebrar mais um aniversário – o oitavo – primou para que, a partir do passado dia 8 deste mês de Agosto, na sua sede, no Bairro do Prazo, inseria na emblemática Casa do Cantoneiro, cujas obras de restauração foram inauguradas no ano passado, a memória continue a estar acesa, através do enriquecimento do Museu, com novas peças dos três ramos das Forças Armadas, com mais incidência da Marinha, com grande quantidade de antigas e sempre modernas referências, destacando-se uma âncora colocada sobre pedestal granítico, a condizer com a sua força de sustentação. A Força Aérea primou com a disponibilização da cauda de um helicóptero (Alouette III),
que se encontra exposto no átrio da sede, “enfiado” na parede, dando a entender que se despenhou. É um símbolo bastante forte para todos os Combatentes, porque quando em combate, eram estas “aves grandes”, como diziam os negros, que acudiam aos feridos graves, com evacuações para os hospitais mais próximos. É justo dizer que foi graças à Base Aérea de Beja que tal orgulho foi concretizado.
Quanto ao Exército, neste dia de festa, e após diversas e aturadas diligências da Direcção para que a Associação pudesse também mostrar um símbolo que enobrecesse também a referida instituição militar, afinal a que maior número envolveu os Combatentes nos três campos de guerra ultramarinas, não foi possível, porque as burocracias, dentro desta esfera militar ainda não foram sanadas, o que é pena, porque a geração, de 1961 a 1974, defendeu sob as ordens de quem entendia que as nossas províncias deviam ser defendidas, com honra, brio e denodo, defendendo a sua pátria, tendo como força e ânimo “A Portuguesa” e a Bandeira verde rubra, dois símbolos que ainda hoje os Combatentes têm bem juntinho ao seu coração.
Dentro deste contexto, tanto os presidentes da Assembleia-Geral (José Carlos Trindade Ventura) e da Direcção da Associação (Leonel Conceição Costa), no uso da palavra, foram bastante claros quanto a esta situação e chamaram a atenção para alguns graduados do Exército presentes, embora já na reforma, mas certamente ainda com certa influência no ramo, possam ajudar a desanuviar este cenário, a fim de que o Exército, na realidade, seja uma palavra bem marcante na sede da Associação de Combatentes do Concelho de Arganil.
Após o descerramento das fotografias dos presidentes acima referidos, que ficarão a perpetuar a “Galeria dos Presidentes”, no salão da sede e os descerramentos simbólicos do helicóptero e a âncora, o Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, Presidente da Liga dos Combatentes,
depois de ouvir as palavras um pouco críticas dos anfitriões, fez um discurso de molde a envolver a harmonia entre as diversas instituições e associações, referindo que todos são combatentes, porque se ontem se bateram em campos da batalha, hoje, embora em moldes diferentes, combatem também por Portugal, ajudando a manter a paz, com a mesma nobreza e galhardia de que é caracterizada a raça Portuguesa. Acentuou que os Combatentes estão acima de tudo, sobretudo no campo político.
O Presidente da Câmara Municipal de Arganil, Eng. Ricardo Pereira Alves, um autarca amigo dos Combatentes, pois foi graças à sua intervenção que não só foi entregue à Associação a Casa do Cantoneiro, como colaborou nas obras da sua restauração. Por isso, como referiu, este é um espaço de convívio e de memória, com projecção no futuro, e assim sendo, enfatizou que os Combatentes merecem mais respeito.
Abre-se aqui um parêntesis para recordar, e aproveitando o andamento, das palavras do responsável das comemorações do 10 de Junho de 2010, António Barreto, que defende que as Associações de Veteranos de Guerra devem ser consideradas de Utilidade Pública, e salientou que o país deve respeito aos que fizeram a guerra e ainda, “merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido” e fazerem parte nas cerimónias públicas e oficiais.
Participaram também nestas cerimónias o Major General Aguda, da Liga dos Combatentes, o comandante Rodrigues Pereira, Director do Museu da Marinha, o Presidente da Junta de Freguesia de Arganil, João Travassos.
E a cerimónia que se seguiu foi a visita ao Monumento dos Combatentes do Concelho, que recorda os falecidos em combate. Nele foram depostas palmas de flores, particularmente da Associação de Arganil, de Tondela e da Federação Portuguesa das Associações de Combatentes, composta por vários elementos, tendo à cabeça o seu Presidente, Dr. António Ferraz.
Abel Fernandes, o responsável do protocolo, leu os inscritos na placa e quando cada nome foi referido, todos em coro retorquiram: “Presente”!
Passados que foram estes momentos de grande solenidade, os convidados e demais presentes dirigiram-se para o Mont’Alto, em cujo restaurante foi servido o bom almoço, almoço que proporcionou a que todos continuassem a viver e a conviver uns com os outros.
E como apontamento final, recorde-se que a fotografia de José Carlos Trindade Ventura foi descerrada pelos três netos; e de Leonel Costa, pela filha. À inauguração simbólica do helicóptero e da âncora, os descerramentos foram feitos, respectivamente, pelo membro da Associação, José Ricardo, paraquedista na Guiné e Presidente da Câmara, e pelo Director do Museu da Marinha e dos “Filhos da Escola”, João Travassos e José Augusto Rodrigues Gomes.
Oportunamente daremos noticias fotograficas do que se passou no Almoço.
O sequestro do navio Santa Maria, à época o mais importante da Marinha Mercante Portuguesa, ocorrido em 22 de Janeiro de 1961, o assalto em Luanda à Casa de Reclusão e à Esquadra da PSP, em 4 de Fevereiro e posteriormente, o início das atrocidades cometidas pelos guerrilheiros da União das Populações de Angola - UPA contra as populações do Norte de Angola, em 15 de Março de 1961, fizeram despertar em Portugal um movimento patriótico de solidariedade entre um grupo de mulheres.
Propunham-se prestar apoio aos desalojados e repatriados de Angola, às famílias e aos militares expedicionários que entretanto eram mobilizados para o Ultramar, em defesa do território nacional.
Nascia assim, em 28 de Abril de 1961, o Movimento Nacional Feminino (MNF) que conforme constava nos seus Estatutos era independente do estado e não continha cariz político.
No artigo 1º dos Estatutos do M N F, estão definidos os seus objectivos: “O Movimento Nacional Feminino é uma Associação com personalidade jurídica, sem carácter político e independente do Estado, que se destina a congregar todas as mulheres portuguesas interessadas em prestar auxílio moral e material aos que lutam pela integridade do Território Pátrio”.
Esta organização, chegou a congregar cerca de 82 000 mulheres, distribuídas pelas suas estruturas em Portugal e nas Províncias Ultramarinas. O MNF foi responsável pela edição de um jornal mensal chamado “Guerrilha”, uma revista intitulada “Presença” e uma emissão de rádio com o título “Espaço”.
Organizou, logo desde Dezembro de 1961, o “Natal do Soldado”, espectáculos para os soldados, esteve presente nos cais de embarque a prestar apoio às tropas e fez deslocar com frequência, as suas dirigentes em visita, aos militares em combate. Desenvolveu um serviço de madrinhas de guerra, que em 1965 contava já com 24 000 inscrições.
O MNF, para além destas actividades, mantinha um serviço bem organizado de distribuição de diversas lembranças aos militares expedicionários.
Cerca de um mês e meio após a formação do MNF, começaram as iniciativas desta instituição para a concessão de isenção de franquia postal, para os militares expedicionários e suas famílias, o que veio a ser concretizado com a publicação da Portaria 18 545, de 23 de Junho de 1961 assinada pelo Ministro das Comunicações e do Ultramar.
Estabelecia a referida portaria, que ficavam isentos temporariamente do pagamento de porte e sobretaxa aérea, as cartas e bilhetes postais com correspondência de índole familiar, que fossem expedidos para qualquer ponto do território português, pelo pessoal dos três ramos das forças armadas ou das corporações militarizadas destacadas nas Províncias Ultramarinas, bem como, os expedidos do continente e ilhas adjacentes para aquele pessoal, pelos seus familiares e madrinhas de guerra.
O MNF deu assim corpo a uma das suas mais importantes e conhecidas iniciativas, a emissão dos aerogramas militares.
Com o acordo entre a Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones (CTT), Correios, Telégrafos e Telefones do Ultramar (CTTU) e o Secretariado Geral da Defesa Nacional, foi por este distribuída a circular número 1956 / B, de 4 de Agosto de 1961, que regulamentava o uso dos aerogramas.
Seriam impressos carta, constituídos por uma folha de papel, com o peso máximo de 3 gramas, dobrável em duas ou quatro partes, de modo que as dimensões resultantes da dobragem dos aerogramas não excedessem os limites máximos de 150 x 105 mm e mínimo de 100 x 70 mm.
Na frente, reservada às indicações do destinatário, seriam impressas as seguintes inscrições:
- No ângulo superior direito do aerograma inscrição “CORREIO AÉREO / ISENTO DE PORTE E DE / SOBRETAXA AÉREA / Portaria nº. 18 545 de 23-6-61”
- Em baixo, “É PROIBIDO INCLUIR QUALQUER OBJECTO OU DOCUMENTO O DEPÓSITO NO CORREIO É FEITO EM QUALQUER ESTAÇÃO DOS CTT ”.
No verso, seriam impressas indicações referentes ao remetente. Neste espaço era obrigatório indicar, a seguir ao nome do militar, o seu posto e número.
Portugal. 1961 - Agosto
Aerograma impresso na Tipografia Labor, em Lisboa. Encomenda efectuada a 25-7-1961, e entregue entre 2 e 8 de Agosto do mesmo ano. Papel azul de 50 g/m2, fornecido pela Fábrica da Abelheira - Tojal. Filigrana em letras abertas, em duas linhas: GRAHAMS BOND / REGISTERED 147 x 42 mm. Dimensões do aerograma 280 x 172 a 174,5 mm. Peso 2,5 a 3,0 gr. Impressão a preto. Linhas da direcção e de dobragem formadas por tracejado fino. Sem indicação do nome da tipografia e sem data. Apresenta um erro de ortografia em que a palavra PROÍBIDO foi escrita com acento agudo no primeiro I.
No movimento de correspondência do Ultramar para a Metrópole, os aerogramas eram entregues nos respectivos Comandos ou em mão em qualquer estação dos CTTU e no sentido inverso eram entregues nos CTT. Nos dois sentidos, o transporte era sempre efectuado por via aérea.
Foi também prevista a emissão de bilhetes postais, que teriam as mesmas dimensões que a frente dos aerogramas sendo esta dividida ao meio. A metade da direita seria reservada às indicações do destinatário e a metade esquerda reservada ao remetente.
Estes bilhetes postais, apesar de programada a sua emissão, nunca chegaram a ser emitidos.
Ao MNF foi concedida a responsabilidade da impressão e distribuição dos aerogramas militares - inteiros postais isentos de franquia.
Com o objectivo de satisfazer rapidamente, as necessidades dos militares expedicionários em papel de escrita isento de franquia, o MNF encomendou o fabrico de aerogramas a duas tipografias de Lisboa.
A TipografiaLabor, de José Nogueira Durão, situada na Rua do Barão, nº 31 onde foram impressos, a partir de 25 de Julho de 1961, um total de 200 000 aerogramas entregues entre 2 e 8 de Agosto do mesmo ano (Fig. 1).
Na Tipografia Orbis - Edições Ilustradas Lda. situada na rua da Praia do Bom Sucesso nº. 21, foram impressos dois milhões de exemplares, a partir de 28 de Julho (Fig. 2).
Os primeiros aerogramas editados pelo MNF, foram impressos em papel azul pálido, fornecido pela Fábrica da Abelheira. A partir de Março de 1962, passaram também a ser impressos aerogramas em papel amarelo, (Fig. 5) e que eram destinados ao uso exclusivo no sentido Ultramar - Metrópole, enquanto que, os aerogramas impressos em papel azul, deveriam ser utilizados no sentido inverso, Metrópole - Ultramar.
No entanto, devido à carência de aerogramas nem sempre esta regra era cumprida.
Apesar do grande esforço feito pelo MNF, para satisfazer as solicitações sempre crescentes do número de aerogramas, nem sempre este objectivo foi conseguido.
No Continente, a aquisição dos aerogramas era feita ao preço unitário de 20 centavos. Os aerogramas podiam ser vendidos ao público na sede do Movimento Nacional Feminino, Rua Presidente Arriaga nº 6, 1º em Lisboa, nas Delegações Distritais e Concelhias do MNF, nas Juntas de Freguesia, no Serviço Nacional de Informação (S N I), nos Postos de Turismo do aeroporto e das estações marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos e em todas as Juntas e Comissões Municipais do Turismo do País.
A primeira entrega de aerogramas ao MNF, teve lugar no dia 2 de Agosto de 1961 e, no dia 8, seguiram 8000 impressos para as suas Delegações Distritais, entretanto já em funcionamento. Nesse mesmo dia, e por via aérea utilizando os Transportes Aéreos Militares - TAM, seguiram para Angola os primeiros 101 000 aerogramas.
Portugal. 1961 - Agosto a Novembro
Impresso na Tipografia, Orbis – Edições Ilustradas, Lda situada na Rua da Praia do Bom Sucesso Nº 21, Lisboa. Papel azul de 50 gr/m2, da fábrica da Abelheira com impressão a preto. Dimensões semelhantes aos anteriores, impressos em “off-set”. As linhas da direcção e de dobragem são formadas por um traço contínuo. Filigrana GRAHAMS BOND / REGISTERED. Peso 2,6 a 3,1 gr. Ao contrário do aerograma anterior, a inscrição CORREIO AÉREO / ISENTO DE PORTE E DE / SOBRETAXA AÉREA / PORTARIA Nº 18545, DE 23 DE JUNHO DE 1961, está envolvida por um rectângulo.
Indicação do nome da tipografia na aba direita ORBIS-EDIÇÕES ILUSTRADAS, LDA. – 8-61
Portugal. 1961 - Agosto
Aerogramas semelhantes ao anterior,mas com inscrições de publicidade na pala do fecho. São conhecidas sete tipos diferentes de publicidade: Banco de Angola, Companhia Colonial de Navegação, Ecomar, Estaleiros Navais do Mondego, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Gazcidla e Sacor.
Portugal. 1961 - Dezembro
Emissão de Natal. Aerograma semelhante aos anteriores, mas de menores dimensões: 243 x 168 mm. Papel branco ou ligeiramente amarelado, sem filigrana, impresso a preto. Gravura polícroma alegórica ao Natal, impressa no interior, representando soldado com criança indígena à esquerda e cena da Natividade à direita.
Portugal. 1962 - Março
Foram impressos nesta data os primeiros aerogramas em papel amarelo, em regra geral destinados exclusivamente ao uso dos militares expedicionários, enquanto que, os de papel azul eram vendidos aos que, com eles se correspondiam. Esta variedade apresenta, pela primeira vez, um rectângulo, com 45,0 x 16,0 mm no canto inferior direito da aba direita com a inscrição: Responda também num aerograma / à venda na sua Junta de Freguesia. / Preço $ 20 (isento de franquia postal). Nome da tipografia ORBIS-EDIÇÕES ILUSTRADAS, LDA. – 3-62
Os Comandos Chefes e Comandos Militares no Ultramar, estavam autorizados também, a mandar imprimir e distribuir aerogramas, com as mesmas características dos editados pelo MNF, se disso tivessem necessidade, o que veio a acontecer logo em Agosto de 1961 em S. Tomé e Príncipe (Fig. 6), no final de 1961 no Estado da Índia (Fig. 7), em 1963 em Timor (Fig. 8) e por várias vezes em Angola (Fig. 9) e Moçambique (Fig. 10 ).
Também, a Comissão de Assistência ao Soldado Açoreano (C.A.S.A.) mandou imprimir os seus próprios aerogramas (Fig. 11), com modelo semelhante aos do MNF, e que distribuía aos soldados Açoreanos em serviço no ultramar.
Neste breve apontamento sobre os aerogramas militares, são apresentados apenas alguns exemplares, editados quer pelo MNF quer pelas Chefias Militares, nas diferentes Províncias Ultramarinas.
Como é do conhecimento da maior parte dos interessados nesta matéria, estão já identificados várias centenas de exemplares diferentes, pelo que para um estudo mais profundo se aconselha a consulta do catálogo de aerogramas militares
São Tomé e Príncipe. 1961 - Agosto
Aerograma editado pelo Comando Militar de São Tomé e Príncipe, impresso a azul, sobre papel creme, sem filigrana. Peso 2,7 gramas. Impresso na Gráfica de S. Tomé Lda. Dimensões: 281 x 182 mm.
Inscrição EXECUTADO NA GRÁFICA DE S. TOMÉ - 10. 000 EX. Na pala, a inscrição EDIÇÃO EXCLUSIVA DO COMANDO MILITAR DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE. Trata-se do único aerograma militar que conhecemos, em que foi impresso o número de exemplares emitidos.
Índia Portuguesa. 1961
Aerograma editado pelo Comando Militar do Estado da Índia, de cor azul esverdeado, impresso a preto. Sem filigrana. Peso 2,3 gr. As linhas destinadas à direcção e ao remetente são constituídas por ponteado fino. Dimensões 275 x 171 mm. Inscrição na frente do aerograma: Forças Armadas (24,5 mm) / Estado Português da Índia(40 mm) / (Serviço Postal) 22 mm.
Timor. 1963
Aerograma de cor cinzento azulado impresso a preto. Filigrana EXTRA STRONG.
Peso 3,1 gr. Sem inscrição do nome da tipografia ou data. Dimensões 276 x 172 mm.
Inscrição, É PROÍBIDO INCLUIR QUALQUER OBJECTO OU DOCUMENTO. O DEPÓSITO NO CORREIO É FEITO EM MÃO EM QUALQUER ESTAÇÃO DOS CTT, com 129 mm.
Inscrição, ESPAÇO TAMBÉM PARA CORRESPONDÊNCIA nas abas laterais, com 43 mm.
Angola. 1964 - Janeiro / Fevereiro
Aerograma impresso na Tipografia Gráfica Portugal, Lda, em Luanda - Angola.
Papel cinzento sem filigrana, impresso a preto. Inscrição do nome da tipografia na aba direita em baixo Gráfica Portugal, Lda. – Luanda.Peso 2,6 a 2,8 gr. Dimensões 280 x 172 mm. Pala do aerograma com quatro linhas: “O transporte deste aerograma é uma / oferta da T. A. P. aos soldados de Portugal” EDIÇÃO EXCLUSIVA DO MOVIMENTO NACIONAL FEMININO / GRÁTIS PARA AS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS EM SERVIÇO NO ULTRAMAR
Moçambique. 1968
Aerograma editado pela Região Militar de Moçambique, impresso a preto, sobre papel amarelo. Sem filigrana. Este papel, tal como o que foi algumas vezes utilizado para a produção de aerogramas em Angola, apresenta as duas faces com tonalidades diferentes, sendo a mais forte destinada à impressão. Peso 2,0 a 2,6 gr. Impresso na Papelaria Apolo : Empresa Gráfica e Comercial Lda.
Dimensões: 286 x 170 mm. A meio, na frente do aerograma apresenta um rectângulo com a inscrição AEROGRAMA(48,5 x 12,5) Na aba direita, a inscrição 7474 - 68 - APOLO(20,5 mm). Na aba esquerda em baixo, EDIÇÃO DA RMM(13 mm).
Logo desde o início da reocupação do Norte de Angola, se constatou a incapacidade dos Correios de Angola e das estruturas militares existentes em efectuarem de forma eficaz a distribuição de toda a correspondência acumulada e destinada aos militares em campanha, algures no interior da Província.
É neste contexto que era indispensável criar e pôr em funcionamento um serviço militar, que fizesse a recepção e distribuição da correspondência dos militares, mantendo por razões de segurança, o sigilo do local das forças em operações.
Surgia assim, o Serviço Postal Militar que em Angola iniciou a sua actividade em 21 de Julho de 1961.
Com a extensão do conflito a outras áreas desta Província e com o aumento dos efectivos militares, houve necessidade de instalar uma rede de Estações Postais Militares e de Postos Militares de Correio.
Da mesma forma e com os mesmos objectivos, se procedeu à instalação do SPM na Guiné, Moçambique e nos restantes territórios ultramarinos.
Os aerogramas militares, isentos de franquia, editados pelo Movimento Nacional Feminino tiveram grande êxito como forma de correspondência militar, rápida e económica, encaminhados pelo SPM e transportados, na sua maior parte pelos Transportes Aéreos Portugueses - TAP.
O Serviço Postal Militar (SPM) cumpriu, de forma exemplar, a missão de fazer chegar o correio aos militares em campanha durante a Guerra Colonial, de 1961 a 1974.
Logo desde o início da reocupação do Norte de Angola, se constatou a incapacidade dos Correios de Angola e das estruturas militares existentes em efectuarem de forma eficaz a distribuição de toda a correspondência acumulada e destinada aos militares em campanha, algures no interior da Província.
É neste contexto que era indispensável criar e pôr em funcionamento um serviço militar, que fizesse a recepção e distribuição da correspondência dos militares, mantendo por razões de segurança, o sigilo do local das forças em operações.
Surgia assim, o Serviço Postal Militar que em Angola iniciou a sua actividade em 21 de Julho de 1961.
Com a extensão do conflito a outras áreas desta Província e com o aumento dos efectivos militares, houve necessidade de instalar uma rede de Estações Postais Militares e de Postos Militares de Correio.
Da mesma forma e com os mesmos objectivos, se procedeu à instalação do SPM na Guiné, Moçambique e nos restantes territórios ultramarinos.
Os aerogramas militares, isentos de franquia, editados pelo Movimento Nacional Feminino tiveram grande êxito como forma de correspondência militar, rápida e económica, encaminhados pelo SPM e transportados, na sua maior parte pelos Transportes Aéreos Portugueses - TAP.
O Serviço Postal Militar (SPM) cumpriu, de forma exemplar, a missão de fazer chegar o correio aos militares em campanha durante a Guerra Colonial, de 1961 a 1974.